Blog do André Rocha

O que será do Vasco? Ou é para tudo se acabar na quarta-feira?

André Rocha

A gestão Eurico Miranda no Vasco termina oficialmente na terça-feira, dia 16. A já ''lendária'' urna sete da eleição foi desconsiderada pela Justiça e Julio Brant, se nada mudar até lá, deve assumir a presidência.

A grande questão é como será o 2018 do Vasco a partir da sucessão. O empresário Carlos Leite é aliado do ''clã'' Miranda e vai tirando jogadores importantes do clube. Primeiro Anderson Martins para o São Paulo, depois Madson para o Grêmio. Jovens como Mateus Vital, Guilherme Costa, Paulo Vítor e Paulinho podem seguir o mesmo caminho. Se surgirem propostas a tendência é que  não fiquem.

No âmbito administrativo há outras complicações, com informações de retiradas de equipamentos de São Januário, corte de fornecimento de energia elétrica e outros danos ao patrimônio do clube. Sem contar os salários atrasados. Clima de fim de festa, com um nítido descaso de quem sai.

Mais uma vez, os interesses do Vasco e dos cruzmaltinos ficam de lado pela guerra política. Estranho amor este, condicionado ao poder. O que sobrará para Zé Ricardo trabalhar? A pré-temporada, já curta, fica comprometida mesmo que Brant e a nova diretoria consigam reposições, como já fechou com Erazo, emprestado pelo Atlético Mineiro, sonha com um projeto midiático para Samuel Eto'o e se aproxima de Deco, ex-jogador e agora empresário.

No último dia de janeiro já tem jogo decisivo no Chile contra o Universidad de Concepción. Com o Vasco de volta à Libertadores depois de seis anos. Os que estão de saída parecem não se importar tanto assim.

Eurico Miranda se vai, ou deve ir. Mas deixa enorme desafio para Julio Brant: é preciso evitar uma nova gestão desastrosa do futebol para garantir sua viabilidade. Sua existência. Ou é para tudo se acabar na quarta-feira?