Blog do André Rocha

Arquivo : atleticodemadrid

Melhor atuação coletiva do Real Madrid, um presente para Cristiano Ronaldo
Comentários Comente

André Rocha

Os primeiros 30 minutos da primeira semifinal da Liga dos Campeões no Bernabéu apresentaram o que se espera de eficiência e beleza do Real Madrid desde que Zinedine Zidane assumiu e armou uma equipe competitiva, porém sem brilho.

Atuação consistente que passa fundamentalmente pela movimentação de Isco na ponta do losango do 4-3-1-2 que surpreendeu Simeone e seu Atlético de Madrid. O meia circulava entre as duas linhas de quatro e ninguém sabia como parar.

O desequilíbrio no meio, com superioridade numérica em vários momentos de quatro homens contra dois, produziu um volume de jogo impressionante. Foram nada menos que dez finalizações e 66% de posse de bola. Podia ter saído, pelo menos, mais dois gols além do marcado por Cristiano Ronaldo completando centro de Casemiro.

Até o final da primeira etapa, o time de Zidane finalizou mais uma vez. Seis na direção da meta de Oblak. Contra uma dos colchoneros, para fora. Depois do gol sofrido o Atlético nitidamente se desmanchou mentalmente. Depois de três vitórias e um empate na casa do rival. Deu espaços generosos, o que não é comum, e praticamente não atacou. Gameiro cumpriu atuação pluripatética.

Real Madrid no 4-3-1-2 com Isco circulando entre as linhas de quatro do Atlético. Superioridade numérica no meio-campo fez o time de Zidane construir volume de jogo impressionante, principalmente nos primeiros 30 minutos (Tactical Pad).

Disputa mais equilibrada na segunda etapa, com o Real guardando mais o setor direito, que tinha Nacho na vaga de Carvajal, que saiu lesionado no intervalo. A equipe merengue esperava o momento para matar o jogo diante de um Atlético mais agressivo com Fernando Torres e Nico Gaitán na frente.

Isco cansou e Zidane mandou a campo Asensio, voltando para compor no meio, mas atacando em velocidade pela esquerda, para cima do frágil Lucas Hernández, o substituto de Juanfran. O Real recuperou volume e o rival voltou a murchar.

Time colchonero equilibrou um pouco as ações no segundo tempo com Gaitán e Fernando Torres. Mas Zidane foi preciso na entrada de Asensio no lugar de Isco. Acelerando os contragolpes pela esquerda e fechando espaços pelo meio, ajudou o time a se impor no final e matar o jogo – e provavelmente o confronto pela semifinal da Champions – com mais dois gols de Cristiano Ronaldo (Tactical Pad).

Mortal contra o maior finalizador da história. Mais dois de Cristiano Ronaldo. Era possível prever o gol quando o português dominou a bola antes de marcar o segundo. Depois, como o fantástico centroavante que vem se transformando nos últimos anos, foi implacável à frente de Oblak completando centro da direita de Lucas Vázquez, que entrou no lugar de Benzema.

Nada menos que oito gols nas últimas três partidas. Decisivas no principal torneio de clubes do mundo. Contra Bayern de Munique e Atlético de Madrid, potências europeias nas últimas temporadas. Uma máquina de colocar bolas nas redes. Agora 103 na Liga dos Campeões. Fenômeno.

Maior candidato à Bola de Ouro. Messi só tem alguma chance de evitar o empate em cinco premiações para cada se Cristiano não ganhar nenhum título e o Barcelona conseguir a virada no Espanhol, além da Copa do Rei. Aí valeria a grande atuação do gênio argentino no Bernabéu.

Parece improvável. Até porque encaminhando a vaga na final da Champions com os 3 a 0 é possível mirar os últimos quatro jogos no campeonato nacional. Tudo parece luzir para Zidane.

E para Cristiano Ronaldo, que depende tanto do time para brilhar nas conclusões. Ganhou de presente a melhor atuação coletiva do Real Madrid na temporada para fazer ainda mais história.

(Estatísticas: UEFA)

 


Real Madrid recupera rapidamente o foco. E segue o mistério de Diego Alves
Comentários Comente

André Rocha

A derrota para o Barcelona em casa foi daquelas sofridas, doídas. Com um a menos, minutos depois de alcançar o empate que encaminharia o título da liga. Levando gol de contragolpe em casa.

Seria até compreensível perder o rumo, até porque não havia muito tempo para reflexões, já que na quarta-feira tinha jogo fora de casa contra o La Coruña. Era a esperança do time catalão para se firmar na liderança, contando também com a superioridade no confronto direto.

Mas aí valeu o trabalho de Zidane mantendo os reservas atuando em bom nível. Descansou os titulares física e mentalmente, enfiou 6 a 2 com atuação sólida. Mostrando a força do elenco e que o treinador tem soluções para seguir competitivo nos dois torneios.

Na sequência, duelo sempre complicado contra o Valencia, que venceu os merengues no Mestalla por 2 a 1 no turno. Precisando de entrega para buscar os três pontos, mas já vislumbrando o primeiro clássico de Madrid diante do Atlético pela semifinal da Liga dos Campeões. Como se comportar?

Fazendo o melhor. Com James Rodríguez na vaga de Gareth Bale. Jogando como protagonista, ocupando o campo de ataque. Com Toni Kroos auxiliando os zagueiros na saída de bola e dando liberdade a Marcelo. Alternando o posicionamento da segunda linha de quatro quando a equipe se defende: Modric sai do centro e abre à direita, Kroos ajudando Casemiro no meio e James invertendo o lado e fechando o setor esquerdo. Liberando Cristiano Ronaldo próximo a Benzema.

Mas com dificuldades para infiltrar nas compactas duas linhas de quatro do Valencia que defendia com todos os jogadores no próprio campo. Sem abdicar do jogo, porém. Eventualmente adiantando a marcação e forçando pelos flancos: à direita com Montoya e Munir; pela esquerda com Nani e o jovem lateral Lato.

Quando a disputa parecia mais equilibrada, Cristiano Ronaldo descomplicou. Centro preciso de Carvajal, que não para de crescer de produção, e movimento perfeito do português para marcar seu vigésimo gol no Espanhol. Bem longe dos 33 de Messi, mas nitidamente focado nas conquistas coletivas, que, no fundo, são o que decidem os prêmios individuais ao final da temporada.

A segunda etapa foi de controle do Real e chances desperdiçadas. Inclusive chute na trave de Benzema. A melhor no pênalti de Parejo sobre Modric. Cristiano Ronaldo na cobrança para resolver a partida. Mas havia um Diego Alves pelo caminho.

Cobrança no canto esquerdo, defesa do goleiro brasileiro. A 25ª vez em 53 cobranças que ele impediu um gol de pênalti. O maior pegador da história da liga espanhola. Um goleiraço. Para um torneio como Copa do Mundo, em que as decisões por pênaltis são mais frequentes, devia ser obrigação ao menos tê-lo no grupo convocado.

Tite prefere Weverton, Ederson, Alisson. Até Muralha. Difícil entender a ausência na seleção brasileira de um arqueiro de altíssimo nível e com experiência internacional. O que falta? Um time de grife, mais visibilidade? Um mistério.

Curiosamente, o jogo não mudou com a penalidade desperdiçada. O Real seguiu com a bola e equilíbrio.  Zidane não usou Isco e deixou a impressão de que a ideia era poupá-lo para a Champions. Mandou a campo Asensio e Morata para ficar mais rápido nos contragolpes.

O Valencia parecia cansado pelo trabalho desgastante sem a bola. Mas achou o empate na cobrança de falta de Parejo. Aos 37 do segundo tempo. Para um time pressionado pelo rival e depois de dominar praticamente toda a partida, seria até natural baixar a guarda, bater um desânimo.

Não para este Real Madrid. Que não dá espetáculos, mas é forte mentalmente e sabe o que quer. Vacilou no clássico pelo excesso de confiança, não por se desmanchar em campo. Voltou ao ataque e aí de novo valeu a presença de jogadores desequilibrantes.

Desta vez foi Marcelo. Corte para dentro com a canhota, chute de direito fora do alcance de Diego Alves. Belo gol do brasileiro, muita vibração. Sangue nos olhos. A prova de que os merengues não perderam o foco na liga. A obsessão por encerrar a sequência de títulos nacionais do Barça segue intacta.

Agora é virar a chave para o torneio continental. Atlético de Madrid no Bernabéu. A pedra no sapato recente. O único adversário que o time de Zidane não conseguiu vencer em casa. Um novo desafio a exigir força mental. Mas como duvidar desse Real Madrid?


Trauma ou sede de revanche? Como será o Atlético de Simeone contra o Real?
Comentários Comente

André Rocha

Foto: Denis Doyle (Getty Images)

O sorteio das semifinais da Liga dos Campeões promove o quarto encontro consecutivo entre Real e Atlético, o clássico de Madrid. Foram duas finais duríssimas, definidas em prorrogação e pênaltis. Mais um duelo pelas quartas-de final em 2015. 1 a 1 no Calderón, 1 a 0 para os merengues no Bernabéu.

O Atlético vem de três vitórias e um empate no Santiago Bernabéu pelo Espanhol. O retrospecto contra o rival na Era Simeone é de sete vitórias, seis empates e oito derrotas. Equilíbrio absoluto.

Agora a ida no Bernabéu e a definição no Calderón. Em tese, uma vantagem para o Atlético e um cenário nunca vivido pelo Real contra os colchoneros.

Taticamente, sem segredos. Real Madrid terá a bola, trocará passes no meio e buscará as infiltrações com os atacantes acelerando ou abrindo o jogo pelas laterais com Carvajal e Marcelo para furar as compactas linhas de quatro de Simeone que vai tentar controlar o jogo sem a bola esperando a chance de golpear com o talento e a rapidez de Griezmann.

A grande questão é como o Atlético vai se comportar em termos anímicos. Porque o retrospecto, no geral, é de jogos parelhos. Mas na Champions o rival sempre saiu comemorando. Quando os times entrarem em campo no Bernabéu valerá mais a invencibilidade dos visitantes ou o que foi vivido no duelo continental?

O Atlético será todo trauma, todo medo de sair novamente como o vencido ou todo valentia, todo sede de revanche com o “sangue nos olhos” tão cobrado por Simeone? Como será encarar de novo os algozes Sergio Ramos, Cristiano Ronaldo, Marcelo? Os clássicos pela liga espanhola terão peso nesta equação?

As respostas de Madrid virão a partir do dia 2 de maio. Mas se tivesse que investir as fichas, a aposta seria no Atlético. Se sair vivo do Bernabéu que conhece tão bem, a atmosfera do Calderón com Simeone regendo a massa pode fazer a diferença desta vez.

Para fazer a final em Cardiff, provavelmente, contra a Juventus. Favorita contra o Monaco pela chance de domar o time do jovem Kylian Mbappé como o irregular Manchester City de Guardiola e o traumatizado Borussia Dortmund não conseguiram. Sistema defensivo sólido para controlar e qualidade na frente para aproveitar os espaços cedidos pelo time de Leonardo Jardim.


Real de Zidane aprendeu a jogar La Liga. Mas tem Griezmann no Bernabéu…
Comentários Comente

André Rocha

O título da Liga dos Campeões é e será a grande lembrança para o Real Madrid da temporada 2015/2016. Ainda que a conquista tenha vindo sem um desempenho tão sólido, inferior ao da conquista de “La Décima”. Mas houve um feito relevante que acabou esquecido por não ter rendido taça.

Zidane sucedeu Rafa Benítez em 2016 e começou sua trajetória com cinco vitórias e dois empates. Na rodada seguinte, derrota. A única. Porque emendou nada menos que doze vitórias, inclusive por 2 a 1 sobre o Barcelona no Camp Nou. Ficou a um mísero ponto do time catalão, que faturou o bicampeonato.

Na atual temporada alcançou mais quatro triunfos. Com os 12, igualou as 16 vitórias seguidas do Barcelona comandado por Pep Guardiola na temporada 2010/2011. Na 31ª rodada, a liderança com 22 vitórias, seis empates e só duas derrotas. Tem um jogo a cumprir, fora de casa contra o Celta de Vigo.

Uma campanha espetacular com Zidane. Em 51 jogos, 39 vitórias, oito empates e quatro derrotas. Nada menos que 84% de aproveitamento. Definitivamente, o clube que nos últimos anos cresce no mata-mata e dispersa nos pontos corridos aprendeu a jogar a liga. Mas o título que não vem desde 2011/2012 está em risco.

Porque o Atlético de Madrid é uma pedra no sapato do time merengue. Por incrível que pareça, o derrotado em duas finais de Champions e que levou 3 a 0 no Vicente Calderón no turno, triplete de Cristiano Ronaldo, complica tudo no Santiago Bernabéu.

Na temporada passada, a única derrota do Real Madrid sob o comando de Zidane na liga espanhola. A rigor, foi o que tirou o título. Ainda que Zidane tivesse jogado a toalha da disputa e focado na Champions. Mas foi vencendo, vencendo…e quase chegou.

Agora o Real vinha de 14 jogos de invencibilidade e os colchoneros chegavam ao Bernabéu com cinco vitórias consecutivas. Duelo fundamental para o Atlético tentar uma última arrancada em busca do título que faturou em 2014 e o Real garantir a vantagem antes do superclássico no próximo final de semana.

Os visitantes começaram surpreendendo atacando o lado de Marcelo com Ferreira Carrasco e forçando os erros de passe do rival com marcação agressiva. Mas logo se recolheu nas duas linhas de quatro, porém recuando muito os atacantes Griezmann e Fernando Torres.

Com isso perdia a capacidade de construir os contragolpes com bolas longas às costas da defesa. O Real avançou as linhas e passou a jogar como gosta: trabalhando os passes no meio com Casemiro, Modric e Kroos para acelerar na frente com o trio BBC ou pelos flancos com Carvajal e Marcelo.

Controlou com 56% de posse, finalizou seis vezes contra cinco. Mas quatro no alvo contra apenas um do Atlético. A melhor com Cristiano Ronaldo tirando do alcance de Oblak, mas o zagueiro Savic salvando de cabeça sobre a linha.

Para ir às redes na segunda etapa, foi preciso apelar para a grande arma do time de Zidane: as jogadas aéreas com bola parada. São 25 gols desta forma na temporada. Na 11ª assistência de Toni Kroos, o gol de cabeça do zagueiro….Não, desta vez não foi de Sergio Ramos. Belo golpe de cabeça de Pepe, que saiu lesionado após choque com Toni Kroos.

Por incrível que pareça, o milionário Real Madrid de Florentino Pérez piorou com as substituições: Além de Nacho na vaga do zagueiro luso-brasileiro, Lucas Vázquez e Isco substituíram Bale e Kroos. Perdeu volume e controle.

Simeone ganhou mobilidade entre a defesa e o meio-campo do adversário com duas substituições: Correa na vaga de Saúl Níguez e Thomas no lugar de Ferando Torres. Na flutuação do argentino às costas de Modric e fora do alcance de Casemiro, o passe para Griezmann, adiantado como centroavante, empatar. Sim, o “carrasco” da derrota na temporada passada.

Agora são três vitórias e o empate em 1 a 1 no Bernabéu nos últimos quatro jogos. O “freguês” na Liga dos Campeões e que sofre com o rival quando joga em seus domínios pode ajudar o Barcelona novamente.

O trio MSN e seus companheiros agora só dependem de si para buscar o tricampeonato. Se vencerem o Málaga igualam na liderança com 72 pontos. Se superarem os merengues em Madrid,  ultrapassam e nem dependem mais do jogo a menos do Real, já que o critério de desempate é o confronto direto.

E aí pouco valerá o aproveitamento fantástico de Zidane como treinador na liga. Porque tem o Atlético e Griezmann pelo caminho…


Quartas da Champions: duelos de gigantes e entre semelhantes
Comentários Comente

André Rocha

ATLÉTICO DE MADRID x LEICESTER CITY – Dureza para os dois times. Para o Atlético porque entra como favorito absoluto, obrigado a propor jogo e dar o contragolpe. Para o Leicester também, já que será azarão, mas não tanto como se encarasse um gigante como Bayern, Barcelona e Real Madrid.

Interessante para ver essa versão do time de Simeone, que ocupa o campo de ataque e valoriza mais a posse de bola no ritmo de Saúl Ñíguez, mas sem deixar de ser compacto e concentrado, diante do campeão inglês que só joga em velocidade, vai entregar tudo no trabalho defensivo para definir em casa com o melhor de Vardy e Mahrez.

FAVORITO – Atlético de Madrid

BORUSSIA DORTMUND x MONACO – Duelo de intensidade máxima e vocação ofensiva, com times se arriscando dentro e fora de casa. Porém sem tanto controle de jogo. Ou seja, quem abrir vantagem na ida sofrerá se quiser administrá-la na volta.

Dembelé e Aubameyang contra Bernardo Silva e Mbappé. Thomas Tuchel versus Leonardo Jardim. Confronto sem a pompa dos duelos de gigantes, mas que promete demais. Muitos gols. Time alemão leva pequena vantagem pela cancha maior na competição.

FAVORITO – Borussia Dortmund

BAYERN DE MUNIQUE X REAL MADRID – Simplesmente 16 títulos em campo. Carlo Ancelotti, o mentor e campeão de “la decima”, contra Zidane, o aprendiz e atual vencedor. Dois times com camisa e experiência. Mas é difícil imaginar alguma novidade tática, já que são treinadores mais administradores que construtores.

Mesmo que a marcação individual tenha ficado para trás, é impossível não imaginar duelos como Bale x Alaba e a luta no meio-campo com Casemiro, Modric, Kroos de um lado; Xabi Alonso, Vidal e Thiago Alcântara do outro. Mais Robben contra Marcelo. Quem controlar a posse não leva vantagem necessariamente. Aposta na “sede” dos bávaros de recuperar o domínio europeu e no retrospecto positivo no confronto.

FAVORITO – Bayern de Munique

BARCELONA X JUVENTUS – A reedição da final da temporada 2014/15. Mas desta vez com o time catalão sem a consistência da última conquista e a equipe que domina a Itália há tempos mais cascuda e querendo revanche da decisão no Estádio Olímpico de Berlim.

A Juve parece ter uma formação mais equilibrada, com Mandzukic sendo o centroavante que infiltra pela esquerda para se juntar a Higuaín e Dybala no centro e receber as bolas de Cuadrado e Daniel Alves, que conhece muito bem o adversário. Mas o Barça, apesar das oscilações e dos problemas defensivos, tem o tridente genial e a sensação de que pode tudo depois dos 6 a 1 sobre o PSG.

FAVORITO – Barcelona

 

 


Hala Madrid! Mas futebol não é, nunca foi e jamais será apenas dinheiro
Comentários Comente

André Rocha

O futebol não é só dinheiro.

O Real Madrid confundiu jogar naturalmente, controlar e dosar o ritmo com a perda da competitividade depois do gol de Benzema logo aos nove minutos da final do Mundial Interclubes.

Veio então o bom e organizado Kashima Antlers e seu grande talento Shibasaki para lembrar que abismo técnico, financeiro e midiático só se concretiza no campo se atrelado à competência. Empate no final do primeiro tempo, virada no início da segunda etapa com gols de seu camisa dez – meio-campista de área a área que jogaria em pelo menos metade da Série A brasileira – e alimentou o sonho.

Às vezes a camisa pesa mais que o poder financeiro e o árbitro Janny Sizakwe pipocou quando deveria ter punido Sergio Ramos com o segundo cartão amarelo e, consequentemente, a expulsão do zagueiro. Poderia ter mudado a história da decisão.

Então Cristiano Ronaldo apareceu, embora nunca tenha se escondido. Tropeçou na bola em um contragolpe, perdeu gol à frente do bom goleiro Sogahata. No momento em que o time merengue mais precisava, porém, converteu o pênalti sobre Lucas Vázquez que garantiu a prorrogação, se Endo não tivesse perdido uma grande chance no lance final do tempo normal.

Em 15 minutos, o português resolveu a final com mais dois gols, desta vez com bola rolando. Para fechar um ano espetacular nas conquistas. Talvez nem tanto no desempenho. Minimalista, Cristiano não participa tanto na construção das jogadas, mas está inteiro durante os noventa minutos e mais uma prorrogação, se for necessário, para estar preparado para a finalização.

Desta vez protagonista na decisão. Três gols em finais de Mundial, só ele e Pelé, no duelo do Santos contra o Benfica em 1962.

Real cinco vezes campeão mundial.  Gigante, máquina de fazer dinheiro. Mas existe também a competência no uso dos recursos. Os três últimos campeões são Barcelona, Real Madrid duas vezes e Bayern de Munique. Times da primeira prateleira do futebol mundial, incluindo o universo das seleções.

Equipes entre as maiores, mais vencedoras e melhores da história. Sintonizadas e artífices da evolução recente do esporte. Com a qualidade que o dinheiro compra, mas também intensidade e setores bem coordenados. O mais alto nível.

Porque futebol nunca foi só dinheiro.

Se fosse, o Manchester United, das marcas mais valiosas do planeta, não estaria fora da Liga dos Campeões e, mesmo com Mourinho no comando, não sentiria tanta falta de Sir Alex Ferguson.

Se fosse, o Atlético de Madrid não teria surpreendido o mundo em 2014 com título espanhol e final de Champions e o Leicester City não viveria o conto de fadas na última temporada. Orçamentos bem mais modestos, mas rara excelência.

No mesmo Mundial com chancela da FIFA, quando o Barcelona já vivia a queda de Ronaldinho Gaúcho pós Copa de 2006, o Internacional de Gabiru não perdoou. Quando Liverpool e Chelsea ganharam a Europa sem a condição de melhores times do continente de fato, São Paulo e Corinthians conseguiram surpreender.

O próprio Real já viveu na pele o revés pela força do dinheiro. Em 2003 dispensou o operário Makelele que fazia o time funcionar e contratou a superestrela David Beckham para se juntar a Figo, Zidane, Ronaldo e Raúl. Contratação que disparou a venda de camisas, mas não rendeu títulos com todos os astros reunidos.

Hala Madrid! Mas o futebol jamais será apenas dinheiro. Porque sempre haverá um Kashima Antlers, a melhor história do Mundial de Clubes de 2016, para nos lembrar por que amamos tanto este jogo.

 

 

 

 

 


A diferença entre jogar bem e jogar bonito
Comentários Comente

André Rocha

antonio-conte-chelsea

Este que escreve sempre deu preferência ao bom futebol que a seu time de coração. A ponto de fazer algo que muitos condenariam eternamente: assistir a um clássico na torcida do rival e desejando a vitória deste por ter um time fantástico e muito superior ao que representava suas cores.

Mas também sempre soube respeitar e admirar quem tinha uma proposta de jogo mais pragmática, porém bem executada. Impossível esquecer a doce rotina no final de 1984: acompanhar o histórico Hellas Verona de Briegel, Pietro Fanna e Elkjaer, campeão italiano naquela temporada transmitida pela Rede Globo e depois ir ao Maracanã ver o Fluminense de Romerito, Branco, Ricardo Gomes, Deley e o “Casal 20” Washington & Assis. Campeão brasileiro e carioca naquele ano.

Tempos em que o futebol era a única preocupação e a paixão maior. O amor pelo esporte está intacto. E o respeito por quem joga bem.

Jogar bem não é necessariamente apresentar um futebol vistoso, ofensivo, com jogadas técnicas exuberantes. É ter uma proposta, ainda que reativa e baseada mais na solidez defensiva, e colocar em prática de modo que seu time sempre pareça mais próximo da vitória.

Ameaçando o adversário constantemente e correndo poucos riscos. Sem apelar para faltas sem a bola e um jogo aleatório demais, com seguidos cruzamentos quando o oponente está postado na defesa porque faltam ideias.

Na Europa hoje há dois exemplos, longe dos óbvios Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique e agora o Manchester City, por ter Pepe Guardiola no comando.

O Atlético de Madrid de Simeone vai aprimorando seu modelo de jogo. Mantém a solidez defensiva, a forte compactação dos setores no trabalho defensivo. Porém investe mais em qualidade na frente. Nos 4 a 2 sobre o Málaga, Griezmann e Gameiro na frente, Nico Gaitán e Carrasco nas pontas e ainda Saúl Ñiguez na linha do meio-campo.

Um pouco mais de posse e criatividade, ao menos diante de equipes de menor investimento. Antes o recurso único nos momentos difíceis era a bola alta para Godín. Uma ressalva ao enorme mérito de encarar os gigantes espanhois e continentais. Agora foi às redes 25 vezes em dez partidas no Espanhol, só atrás dos ataques BBC e MSN.

O outro é o Chelsea, em reconstrução com Antonio Conte. Fora das competições europeias, o técnico italiano tem mais tempo para implantar sua filosofia que se baseia em três defensores, mas não é tão reativa. Gosta da bola, quando possível.

Quatro vitórias seguidas que fizeram os Blues colarem nos líderes. Num 3-4-3 funcional e “mutante”. Porque conta com Azpilicueta como um zagueiro pela direita que forma muitas vezes uma linha de quatro com David Luiz, Cahill e Alonso, que é mais lateral que ala.

Ao contrário de Moses, que tem como função abrir bem o jogo à direita para esgarçar a marcação adversária e abrir espaços para as diagonais de Pedro, que procura Diego Costa e Hazard, que é o articulador de fato da equipe que conta com Matic e Kanté na proteção.

Equipe de transição rápida, mas que valoriza a precisão nos passes. Bem ao estilo de Conte, que com a Itália deu espetáculo na última Eurocopa quando eliminou a então bicampeã Espanha e só parou nos pênaltis após disputa equilibrada com a Alemanha campeã mundial.

Nos 4 a 0 sobre o Manchester United, uma grande atuação dentro do seu plano. Jogou muito bem. Sem a posse do Barcelona de Guardiola nem a beleza estética dos contragolpes do Arsenal campeão inglês invicto em 2003/2004.

No Brasil há uma visão simplista de que se venceu é porque jogou bem. Um foco desmedido no resultado sem perceber que se a produção cai uma hora a derrota vem. E torna qualquer conquista esquecível a longo prazo. Só serve para calar o rival de qualquer provocação se encerra um período sem conquistas relevantes.

É pouco. Por isso a exigência de jogar bem. Por isso o imenso respeito às cores e às tradições do Palmeiras que não pode se contentar apenas com a taça. Até porque já venceu a Copa do Brasil entregando um futebol ruim. Todo o investimento e toda a paixão da torcida que lota o Allianz Parque não merecem só isso.

Talvez haja até um ou outro exagero neste blog, mas é por conta da noite não dormida depois dos 7 a 1 e a promessa de que, onde estivesse, seria uma trincheira de defesa do bom futebol. Não necessariamente belo, mas bem jogado.

Nunca mais o culto à mediocridade! Nunca mais “o importante são os três pontos”! Nunca mais o “quer espetáculo? Vá ao teatro!” Nunca mais as frases que levaram todos nós ao maior vexame da história do futebol brasileiro. Minha paixão desde a infância e que não morre.


O Bayern e Ancelotti não aprendem: para o Atlético de Simeone, menos é mais
Comentários Comente

André Rocha

As cinco temporadas de Diego Simeone no Atlético de Madrid construíram o melhor sistema defensivo da Europa e do mundo.

Uma organização impressionante, com linhas compactas, movimentos precisos e muita concentração na execução de um plano de jogo assimilado por uma base que ajuda os atletas que chegam e se adaptam de forma mais rápida e segura.

Mas o mais importante é que saber o que fazer em campo transfere confiança para jogar. O título espanhol em 2014, a Liga Europa em 2012 e as duas finais de Liga dos Campeões contra o Real Madrid, com reveses nos detalhes, fazem com que em 2016 a equipe tenha personalidade para enfrentar qualquer adversário.

Inclusive o poderoso Bayern de Munique, batido na semifinal da última edição do torneio continental. Com Guardiola buscando todo tipo de variação tática e mudanças de posicionamento para quebrar as linhas de marcação. Agora Carlo Ancelotti tentou superar com uma ideia mais simples, menos móvel.

Só que é o Atlético o especialista em transformar o menos em mais. Os bávaros fizeram um jogo engessado, com Muller subaproveitado na ponta direita, Ribéry com Alaba pela esquerda em jogada mapeada desde os tempos de Jupp Heynckes. Posse de bola de 63% durante todo o tempo, mas quase sempre inócua.

Para piorar, o Atlético continua prático e pragmático, mas adicionou qualidade, especialmente no meio-campo. Se perdeu Arda Turan para o Barcelona, ganhou o ótimo Saúl Níguez e encaixou Yannick Carrasco como “winger” numa linha de quatro que marca e joga pelo centro com Gabi e Koke. Muita técnica.

A definição das jogadas continua rápida, sem maior cuidado com a posse. Só que é mais refinada e inteligente. Como no gol de Carrasco. A mais feliz das sete finalizações dos colchoneros no primeiro tempo. Sem recorrer tanto às jogadas aéreas procurando Godín. O Bayern concluiu apenas quatro, metade na direção da meta de Oblak. Pouco ou quase nada serviu os 87% de efetividade nos passes.

Na segunda etapa, Ancelotti tentou mudar as características na frente com Robben na vaga de Muller, Kimmich no lugar de Thiago Alcântara, que podia ter sido expulso por faltas seguidas já com amarelo. Ainda Mats Hummels substituindo Boateng. Avançou as linhas, buscou a pressão. Mas ainda previsível.

Simeone confia tanto em seus jogadores que arriscou Gameiro no lugar de Carrasco. Griezmann recuou para fazer a função pela esquerda e o compatriota ficou na frente com Torres. Ou marcando no próprio campo, com os dez jogadores ocupando não mais que trinta metros para negar espaços ao oponente.

Depois “Cholo” trocou Torres por Nico Gaitán, retornando o francês para o ataque. Griezmann teve a chance de definir o jogo, mas, assim como na última final continental, cobrou o pênalti tosco cometido por Vidal em Filipe Luís no travessão.

Nem foi preciso. O Bayern não teve ideias ou alguma surpresa para descoordenar o que é tão bem treinado. Carlo Ancelotti segue sem vencer no Vicente Calderón, sina desde os tempos de Real Madrid. Porque o técnico e sua equipe ainda não aprenderam a fazer mais e melhor para superar um Atlético que não precisa de muito para se impor e vencer.

Para Simeone, menos é sempre mais.

(Estatísticas: UEFA)

 


A incrível sina dos times de Madrid na “Undécima” do Real
Comentários Comente

André Rocha

Muitos times se desmanchariam emocionalmente se levassem um gol numa final do tamanho da Liga dos Campeões antes dos 15 minutos de jogo. E logo do algoz há apenas dois anos. E com Sergio Ramos impedido. Por pouco, mas irregular.

Não o Atlético de Simeone, que voltou a se aprumar, continuou sofrendo com as jogadas aéreas do Real Madrid, mas terminou o primeiro tempo em Milão com as mesmas cinco finalizações do rival e igualando em posse de bola.

Equipes tão cascudas quanto a colchonera jogariam a toalha no pênalti perdido pelo craque do time no segundo minuto da segunda etapa. Griezmann no travessão.Já com Carrasco no lugar de Augusto Fernández e rearrumando o desenho tático para um ofensivo 4-3-3.

O Atlético insistiu. Podia ter sucumbido nas chances seguidas dos merengues nos contragolpes. Fechado num 4-1-4-1 com Bale e Cristiano Ronaldo recompondo pelas pontas. Benzema perdeu à frente de Oblak. O francês deu lugar a Lucas Vázquez. Antes Zidane trocou o extenuado Kroos por Isco. Na mesma jogada, Ronaldo e Bale desperdiçaram à frente de Oblak.

Até Marcelo deixar espaços às suas costas com o sistema defensivo postado. Velho erro de posicionamento que Juanfran aproveitou e centrou para Carrasco, que se antecipou a Danilo, substituto do lesionado Carvajal e outro lateral brasileiro a falhar nas suas atribuições como defensor.

Quando o jogo parecia à feição para a virada colchonera, o time que teve que se desgastar mais ao longo do jogo pela desvantagem no placar e os abalos emocionais não teve pernas. Filipe Luís e Koke estouraram e as entradas de Lucas Hernández e Partey acrescentaram pouco nos minutos finais e na prorrogação arrastada por conta do cansaço geral.

Pênaltis. Definidos primeiro pelo inexplicável comportamento de Oblak. Ainda que as cobranças de Vázquez, Marcelo, Bale, Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo tenham sido precisas, o arqueiro esloveno não saltou em nenhuma. Parecia aguardar o chute no meio do gol. Ou sentiu mesmo a pressão.

O experiente Juanfran não afinou, mas foi infeliz. Navas até saltou no chute na trave direita que transferiu ao português e artilheiro absoluto com 16 gols o papel de herói. O décimo primeiro título do gigante em 14 decisões. Conquistado com incrível recuperação da equipe com Zidane, mas também os sorteios favoráveis que colocaram Roma, Wolfsburg e City no caminho.

Tudo conspirou contra o time de Simeone, que suportou e enfrentou todos os oponentes. Inclusive os campeões PSV, Barcelona e Bayern de Munique. Só não teve como fazer frente à incrível sina. Terceiro vice na Champions. Todos doídos, difíceis de encontrar consolo.

Se há uma razão para sofrer menos é ter perdido duas nos detalhes para o maior campeão. Um time fadado a levar a “orelhuda” para casa.

(Estatísticas: UEFA)


Revanche nos olhos não pode virar sede de vingança para Atlético de Madrid
Comentários Comente

André Rocha

Simeone Atletico

O melhor sistema defensivo da Europa. Apenas 18 gols sofridos em 38 rodadas do Campeonato Espanhol. Só sete na Liga dos Campeões, sendo quatro deles contra os gigantes Barcelona e Bayern de Munique.

Concentração absoluta, força mental para jogar sem a bola e coordenar linhas compactas, coberturas, dobras de marcação, pressão sobre o homem da bola. Todos participando com entrega total. Uma incrível capacidade de competir durante os 90 minutos.

Vimos isso durante toda a temporada do Atlético de Madrid de Diego Simeone. Agora imagine tudo isso com uma preparação de quase vinte dias – desde a derrota por 2 a 1 para o Levante na penúltima rodada do Espanhol que acabou com qualquer chance de disputar o título nacional.

Toda a atenção voltada para um jogo. O jogo. A final da Liga dos Campeões no Giuseppe Meazza em Milão. A terceira da história do clube. A segunda contra o maior rival do próprio país, da própria cidade. Dois anos depois de perder a primeira na prorrogação.

Ou no golpe letal de cabeça de Sergio Ramos nas esperanças de uma temporada mágica dos colchoneros, com o título da liga superando dois gigantes. No lance derradeiro do tempo normal no Estádio da Luz.

Talvez Simeone tenha torcido para enfrentar o Real Madrid e não o Manchester City na final continental. Porque o ineditismo do inglês transferiria um incômodo favoritismo pelas experiências recentes e por ter eliminado o atual campeão e o time de Guardiola.

Contra os merengues, “Cholo” deve colocar revanche nos olhos de seus comandados. Um firme propósito de deixar a vida em campo se for preciso. Todo suor, toda atenção, toda paixão. A maior resistência possível de um exército.

Só não pode transformar esse doping emocional em sede de vingança e se perder na truculência punida com cartão vermelho e uma desvantagem numérica que seria fatal diante de rival tão poderoso.

Na lembrança, os 2 a 1 do Barcelona no Camp Nou pelo Espanhol com o Atlético cumprindo atuação perfeita na tática e na estratégia e, mesmo levando a virada, fazia jogo igual até que as expulsões dos pilhados Filipe Luís e Godín pulverizassem qualquer chance de reação.

Simeone exige que seus soldados sejam competitivos, mas também saibam fazer “jogos mentais” com provocações, intimidando com um jeito sul-americano. Não é bonito nem nobre. Mas legítimo se limitado às regras do jogo.

Para sábado, a estratégia não deve fugir das linhas de quatro muito próximas, quase chapadas. Torres e Griezmann à frente, mas colaborando sem a bola. Alternando pressão no ataque e proteção à meta de Oblak com todos no próprio campo.

Na transição ofensiva, muita velocidade, toques práticos, rápidos e verticais. Como no contragolpe que terminou no gol de Griezmann sobre os bávaros na Allianz Arena. Ou mesmo no último duelo contra o Real Madrid: 1 a 0 no Santiago Bernabéu. Também Griezmann. Bola roubada, saída rápida, o francês acionou Filipe Luís e apareceu na área para finalizar.

O desafio será fugir da marcação pressão sufocante que Zidane prepara nos treinos. A saída de bola terá que ser precisa. O Real marcou dez gols em contra-ataques na temporada – sete no Espanhol, três na Champions. O Atlético só cinco, a metade. Mas o contexto dá o contragolpe a Simeone.

A ideia do técnico francês é roubar a bola perto da meta rival para acelerar e acionar rapidamente o trio BBC que deve ter Cristiano Ronaldo no sacrifício e alternando com Benzema no centro do ataque. A jogada aérea com o próprio craque português, o Bale de nove gols de cabeça na temporada e, claro, o “carrasco” Ramos é arma importantíssima também.

É disputa sem favoritos. O Real tem mais talentos desequilibrantes, a confiança da incrível recuperação no Espanhol com 12 vitórias seguidas e a serenidade de quem venceu o clássico decisivo em 2014.

Já o Atlético virá com toda a alma e o fogo no olhar. O perigo é ser consumido pelas chamas.

(Estatísticas: Whoscored)

 

As prováveis formações para a final em Milão: Atlético no 4-4-2 compacto e concentrado no plano de jogo, Real no 4-3-3 que pode alternar Benzema e Cristiano Ronaldo para poupar energias do português no sacrifício (Tactical Pad).

As prováveis formações para a final em Milão: Atlético no 4-4-2 compacto e concentrado no plano de jogo, Real no 4-3-3 que pode alternar Benzema e Cristiano Ronaldo para poupar energias do português no sacrifício (Tactical Pad).

Leia também: Com Zidane, Real Madrid volta a transitar bem entre Guardiola e Mourinho