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Vitória da Chape é mais uma prova do mito do “elenco forte” no Flamengo
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André Rocha

Maurício Barbieri foi corretíssimo ao descansar alguns titulares na Arena Condá pensando na decisão contra o Emelec no Maracanã pela Libertadores. Os sinais de desgaste já tinham ficado claros no empate contra a Ponte Preta que valeu a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil.

Mas poupar significa enfraquecer um Flamengo que novamente deu provas que, na prática, tem o cobertor bem curto na qualidade do elenco. Mesmo com alto investimento em reforços e nas divisões de base.

A começar por Trauco, de volta à lateral esquerda e reforçando suas virtudes e seus defeitos. O peruano que deve estar na Copa do Mundo tem bom passe e acertou duas assistências para os dois gols do Fla. Guerrero, o primeiro na volta da suspensão por doping aproveitando falha grotesca do goleiro Jandrei, e Vinicius Júnior, que saiu do banco para contribuir com seu talento para que uma equipe naturalmente desorganizada pelas mudanças pudesse se impor mais uma vez através de lampejos.

Mas defensivamente é um desastre. Pior ainda sem o devido auxílio na recomposição de Marlos Moreno, outra contratação que até aqui não trouxe respostas em campo. Apodi e Guilherme voaram pelo setor do peruano. Inclusive no lance do único gol do primeiro tempo, de Canteros completando assistência do lateral veloz.

Sem Paquetá e Cuéllar, o meio-campo teve poder de marcação com Jonas e condução de bola com Diego e o jovem Jean Lucas, mas quase nada de circulação de bola através dos passes. Muito menos criatividade. Por isso Trauco acabou aparecendo com dois passes para gols.

Para piorar, o titular Juan acabou falhando também, na saída de bola que terminou no pênalti bastante discutível de Jonas que Guilherme sofreu e converteu em bela cobrança. Pareceu mais disputa por espaço que falta. Mas não dá para colocar a derrota por 3 a 2 na conta do árbitro Leandro Vuaden.

Porque Barbieri resolveu poupar Diego Alves para dar minutos a César, que acabou surpreendido pelo toque de Leandro Pereira, o substituto do suspenso Wellington Paulista, e com o pé colocou para dentro da própria meta nos minutos finais. Outra falha individual para a Chapecoense encerrar com vitória sobre o ainda líder uma sequência de quatro empates na temporada.

Mais uma prova de que a ideia de que o Flamengo tem elenco robusto para dividir esforços ao longo da temporada não passa de um mito. Se fica difícil combinar características e extrair qualidade no jogo coletivo com todos disponíveis, imagine mesclando titulares e reservas.

Sobreviveu na Copa do Brasil, manteve a liderança do Brasileiro pelo saldo superior a Corinthians e Atlético Mineiro e joga a tão desejada classificação para o mata-mata do torneio continental na quarta. Mas com um grupo de jogadores tão desigual e heterogêneo é difícil vislumbrar aonde pode chegar um dos maiores orçamentos do país que não consegue ser consistente na temporada.

Resta à maior torcida do país rezar para “São Paquetá” seguir tirando coelhos da cartola. Sem ele, o Flamengo não passa de um time bem comum.


Atlético de Diniz já afeta status quo do futebol no Brasil. Mas nem tanto
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André Rocha

  1. Atlético Paranaense e Chapecoense protagonizaram na Arena da Baixada um raro duelo no Brasil entre modelos diametralmente opostos. A maneira de entender futebol de Fernando Diniz nada tem a ver com a de Gilson Kleina.

Sem certo ou errado. Como tudo na vida, depende do contexto e do gosto pessoal de cada um. Mas no Brasil, com exceção do Grêmio, tudo fica muito condicionado a questões como mando de campo, peso da camisa, colocação na tabela, capacidade de investimento. Quem tem mais é empurrado para o ataque, normalmente sem saber muito o que fazer com esta responsabilidade.

A equipe de Diniz sabe. Saída com os três defensores – não necessariamente zagueiros, como mostrou a escalação dos meio-campistas Pavez e Bruno Guimarães no trio da retaguarda – e circulação da bola inteligente com o time se instalando no campo de ataque. Os alas Jonathan e Thiago Carleto abrindo o campo e contando com a movimentação do trio de ataque Nikão, Ribamar e Pablo e o suporte por dentro de Matheus Rossetto e Camacho. No mínimo dois jogadores dando opções de passe, mobilidade para mexer com a marcação adversária.

Chapecoense se fechando num 5-4-1 com o volante Amaral afundando no meio dos zagueiros – também meio-campista virando defensor, mas com lógica inversa em relação ao oponente – e mais Márcio Araújo na proteção da defesa. Saída nas bolas longas de Canteros para Arthur Caike e Wellington Paulista ou a velocidade de Apodi conduzindo pela direita.

Um tomando a iniciativa, outro apenas reagindo. Desenho tão claro que induzia quem está habituado a ver futebol no Brasil a imaginar o que é previsível na maior parte dos casos: quem nega espaços vai levar vantagem. Impressão que só aumentou na primeira etapa de 74% de posse atleticana e nove finalizações, mas apenas duas no alvo.

Ficou ainda mais forte quando a Chape abriu o placar com Wellington Paulista finalizando cobrança de falta pela esquerda. Ao Atlético, sem espaços, faltava qualidade no acabamento das jogadas para concretizar o domínio. Diniz não tem o talento. Do meio-campista que acerta inversões de lado com passes longos, também do meia que encaixa o passe que quebra as linhas de defesa e do atacante que desequilibra nos dribles.

É uma proposta que por mais que tenha os movimentos treinados precisa da jogada diferente. O Atlético não tem poder de investimento para tanto. Mas há a intenção de traduzir os conceitos em resultados.

E o time da casa virou. Com Pablo na jogada aérea. Depois Nikão chutando forte depois de uma rebatida. Em seguida, Carleto na cobrança de falta. Com a Chape abalada e escancarada, duas saídas em velocidade e os gols de Matheus Rossetto e Ederson. Cinco a um. Com apenas 58% de posse e impressionante eficiência nas finalizações: total de sete, seis no alvo e cinco vencendo Jandrei.

Nenhuma jogada construída com início, meio e fim no fundo das redes do oponente. As ideias de Fernando Diniz merecem o incentivo por já afetarem o status quo do futebol jogado no país. E certamente receberá os elogios pela maior goleada na rodada de abertura do Brasileirão. Também colecionará gente torcendo o nariz e rezando para dar errado, já que o novo, ou o que foge do “feijão com arroz”, sempre incomoda os mais tradicionalistas e/ou pragmáticos.

Mas, a rigor, não foi tão transgressor assim. Ao menos na construção do placar neste primeiro ato de Diniz na Série A nacional.

(Estatísticas: Footstats)


Todo feito da Chapecoense carregará 70 asteriscos
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André Rocha

Melhor campanha do returno do Brasileiro e classificação para a fase preliminar da Libertadores. Em qualquer tempo, o feito seria histórico para um clube como a Chapecoense, sem o apelo popular e os recursos financeiros dos grandes times dos principais centros do país.

Um ano depois de perder praticamente todo o elenco, comissão técnica e direção torna tudo ainda mais grandioso, épico, inesquecível. Cinematográfico – e é mais que provável que essa saga chegue aos cinemas e seja lembrada para sempre.

Méritos da nova diretoria, de Gilson Kleina e comissão. Principalmente dos atletas, que se reuniram em janeiro e tiveram que construir uma história praticamente do zero, sem uma base para sustentar. Campeão estadual, campanha digna na Libertadores interrompida por uma questão extracampo, mas vencendo o vice-campeão Lanús na Argentina pelos mesmos 2 a 1 que deram o título continental ao Grêmio. Fez o que pôde na Recopa Sul-Americana, na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

A Chape acertou ao não aceitar ser tratada como “café com leite”, protegida do rebaixamento em 2017. Foi competitiva ao longo do ano e volta à Libertadores desta vez sem precisar da compaixão de ninguém, mesmo a mais que louvável do Atlético Nacional que cedeu o título da Sul-Americana.

As imagens da comemoração são tocantes, especialmente quando mostram os sobreviventes Jackson Follmann, Alan Ruschel e Neto celebrando o milagre da vida. De fato emocionam.

Mas pelo menos para este que escreve é difícil permitir que se escape uma lágrima pelos vitoriosos de hoje sem chorar antes pelos que se foram há pouco mais de um ano. Setenta vítimas de um assassinato em massa cometido por um piloto suicida, por pura ganância. Impossível não lamentar por seus destinos e de seus familiares.

Sim, é uma questão delicada, de difícil análise. Pois sempre ficará a pergunta: qual a indenização justa para os que perderam seus entes queridos, a grande maioria deles como maior fonte do sustento da família?

Só há dois olhares possíveis: do clube e seus responsáveis, que precisavam seguir em frente, fazer escolhas e estabelecer prioridades para continuar existindo num cenário complicado e inédito. Se a Chapecoense priorizasse o pagamento de indenizações no melhor cenário para as famílias – o que cada vítima receberia em sua vida profissional com valores corrigidos e mais um adicional pelo acidente em si – teria que vender todo seu patrimônio, incluindo a Arena Condá, e fechar as portas. E mesmo assim não conseguiria arcar com os custos.

Já o dos familiares é de quem possui o direito de ser compensado por nunca mais poderem olhar nos olhos dos que amavam. Os sonhos desfeitos e as ausências não têm preço. Mas a vida precisa continuar e é muito injusto que o padrão de vida tenha que se adequar a uma realidade construída pela destruição que partiu de uma empresa aérea irresponsável e amadora e um clube que aceitou os serviços desta. Uma tragédia que podia ter sido evitada. Não foi acidente.

O ano mostrou a Chapecoense rodando a Europa. Em Barcelona conhecendo Messi, visitando o Papa Francisco em Roma, ganhando o carinho do planeta. Com exceção de Ruschel, Neto e Follmann, nenhum deles tinha relação direta com o ocorrido. Desfrutaram por consequência. Os mortos e seus parentes ficaram com a pior parte do “bolo”. É difícil digerir.

Pelo contexto, há responsabilidade até pelos profissionais de imprensa que perderam suas vidas. Afinal, a logística da viagem para fazer a cobertura da final da Sul-Americana era complexa e o mais lógico a fazer era mesmo acompanhar a delegação. Tudo muito duro de aceitar, por mais que se entenda a posição de um clube com pouco mais de 40 anos de existência e que talvez nem estivesse pronto para tomar decisões tão importantes.

Por mais que tenhamos consciência de que vivemos em um mundo repleto de dores e injustiças e a trajetória de cada um deve seguir apesar disso, não há como colocar um sorriso completo no rosto quando a Chapecoense vence e reescreve sua história.

Porque todo feito do clube carregará sempre 70 asteriscos.


Análise tática: Ponte Preta e Corinthians desconstroem a “moda” do 4-1-4-1
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André Rocha

Com o sucesso da seleção brasileira sob o comando de Tite, veio a impressão de que o 4-1-4-1 se consolidaria como tendência no futebol brasileiro. Como um dia foi o 4-2-3-1.

Ponte Preta e Corinthians até utilizaram o desenho tático com um volante entre duas linhas de quatro e mais um atacante durante a campanha na fase de grupos do Paulista. Mas bastou chegar os confrontos mais importantes para os treinadores Gilson Kleina e Fabio Carille alterarem o sistema.

Agora são duas linhas de quatro sem a bola que deixam dois jogadores mais adiantados. Para pressionar a saída de bola do adversário, mas também servir como referência para a transição rápida do campo de defesa.

De maneiras distintas, porém. Nos surpreendentes 3 a 0 sobre o favorito Palmeiras no Moisés Lucarelli, a Ponte compactou bem as linhas e não deu refresco ao palmeirense que estivesse com a bola. Pressão para tomar rápido e acelerar buscando o artilheiro William Pottker e Clayson, que saiu da direita para formar uma dupla na frente e criar problemas circulando às costas de Felipe Melo.

Mas sem enfraquecer o setor “abandonado”. Porque Jadson abria para fechar a segunda linha e atacava por dentro, deixando o corredor para as descidas de Jeferson, substituto de Nino Paraíba. Para cima de Zé Roberto, que não contava com o suporte de Dudu.

O Palmeiras de Eduardo Baptista dá a impressão de que confia na posse de bola e no temor que pode causar no oponente por conta de seu elenco de alto nível para o futebol que se joga na América do Sul para não ser atacado.

Só que o time de Campinas atacou e contra-atacou. No ritmo de Fernando Bob, volante elegante que distribui o jogo e aparece na frente. Com Lucca, infiltrando em diagonal para receber linda assistência de Pottker e marcar o segundo gol aos nove.

Porque o primeiro não precisou nem de um minuto para acontecer, com Pottker. Uma blitz na área palmeirense até o desvio do goleador do Paulista ao lado do são-paulino Giberto, com nove. O terceiro com Jeferson após falha grotesca de Zé Roberto. Seis finalizações, cinco no alvo. Três gols. Tudo isso em 33 minutos.

As linhas de quatro da Ponte Preta com todos defendendo no próprio campo, inclusive Clayson e Pottker. Jadson abrindo para bloquear o lado direito e Fernando Bob na proteção da última linha (reprodução TV Globo).

O Corinthians precisou de 45, mais três de acréscimo, no Morumbi para se impor com as mesmas linhas de quatro que adiantaram Rodriguinho para desequilibrar. Primeiro no passe preciso para Jô marcar seu sexto gol na temporada, quatro em clássicos. Depois o chute que Renan Ribeiro não impediu que chegasse às redes no lance final da primeira etapa. Ambos em vacilos de Jucilei, muito lento para a função que exerce na proteção da retaguarda.

A equipe de Carille confia mais no posicionamento. Nem precisa pressionar tanto a bola, porque em seu próprio campo tem os espaços como referência. Permite até o controle da pelota, mas nega brechas ao rival, especialmente na última linha defensiva.

Fabio Carille dá mais liberdade a Rodriguinho no novo desenho tático corintiano. A última linha de defesa segue posicional atrás de outra com quatro jogadores para negar espaços aos adversários (reprodução Premiere).

Bola roubada, a saída em velocidade e em bloco para aproveitar os espaços deixados pelo tricolor que parecia acertar o sistema defensivo. Mas era só a fragilidade dos adversários mesmo.

Rogério Ceni vai sofrendo com a “síndrome do caderno em branco”. Toda experiência como treinador é a primeira. Não foi o primeiro clássico Majestoso, mas este vale vaga na decisão. E seu time falhou. Continua mal posicionado atrás. Só valeu pela honestidade de Rodrigo Caio na anulação do amarelo para Jô, que sequer tocou em Renan Ribeiro. Questão de índole.

No segundo tempo subiu a posse para 62%, fez Cássio trabalhar com oito finalizações contra uma e criou espaços e chances até para empatar. Só que não é fácil vazar o melhor sistema defensivo do país até aqui em 2017 e que deve confirmar em Itaquera a vaga na final estadual.

O Palmeiras diminuiu os estragos na segunda etapa em Campinas. Também porque a Ponte preferiu controlar o jogo sem a posse (terminou com 44%) e administrar ótima vantagem para a volta no Allianz Parque. Mas não irreversível.

Para a volta, a melhor receita parece a mesma da ida: marcar e jogar. Com as duas linhas de quatro que fizeram Corinthians e Ponte mais sólidos e objetivos. Desconstruindo a “moda” do 4-1-4-1. Quarenta anos depois do gol histórico de Basílio, podem fazer novamente a final do Paulista.

(Estatísticas: Footstats)

 


Santos parece ter regredido. Ponte ensina como não ser um time engessado
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André Rocha

Ponte Preta forte pela direita para cima do improvisado Jean Mota, o que prendeu Thiago Maia no meio e isolou Lucas Lima na armação das jogadas. Santos engessado no 4-2-3-1, Ponte mais móvel e criativa no 4-1-4-1. Muito pela agilidade de William Pottker na frente (Tactical Pad).

Segundo o Footstats, o Santos teve 64% de posse de bola no Moisés Lucarelli, mas só finalizou quatro vezes, metade na direção da meta de Aranha. A Ponte Preta concluiu 12, o triplo. Podia ter construído um placar mais confortável para a volta das quartas de final do Paulista.

Porque o time de Dorival Júnior parece ter regredido na execução de seu modelo de jogo. É engessado, previsível. Sem Zeca e com Jean Mota improvisado na lateral esquerda, precisou prender Thiago Maia ao lado de Renato à frente da defesa para conter os avanços de Nino Paraíba se juntando a Clayson e Jadson pela direita no 4-1-4-1 armado por Gilson Kleina.

Com isso, isolou Lucas Lima na articulação. Também porque Vitor Bueno parece ter esquecido que é meia de formação e, empolgado pelos gols marcados desde que se firmou como titular, só quer ficar na frente para buscar a diagonal e finalizar. Não colabora na articulação, circulando para mexer com a marcação adversária.

O Santos só saiu da mesmice quando inverteu os pontas e Bruno Henrique foi para o lado direito. Assim criou para Ricardo Oliveira. À esquerda, Vitor Bueno também apareceu e o time quase empatou.

A Ponte marcou seu gol no primeiro tempo. Atacando pela direita. Belo passe para a infiltração de Nino Paraíba, que serviu William Pottker para marcar seu oitavo gol. Agora é artilheiro isolado do estadual. Goleador que não fica fixo entre os zagueiros. Procura os flancos, abre espaços, induz as diagonais dos pontas Clayson e Lucca e chama a aproximação dos meias Jadson e Elton.

Entre as linhas de quatro, Fernando Bob protege a defesa e distribui o jogo com classe e precisão. Coisa que Renato não conseguiu fazer por outro problema que indica uma involução do alvinegro praiano: a saída de bola.

Agora com os laterais Victor Ferraz e Jean Mota com um posicionamento mais conservador, sem o recuo de Renato e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz abrindo. Provavelmente para não desorganizar a frágil defesa na perda da bola e transição ofensiva do adversário.

Só que, paradoxalmente, com um meia na lateral esquerda como Jean Mota, a equipe perdeu o trabalho dos laterais por dentro que confundia a marcação e desafogava Lucas Lima. Resultado prático: time mais lento e sem alternativas.

Melhorou a dinâmica no segundo tempo com Kayke e Rafael Longuine – Copete entrou na vaga de Vitor Bueno no intervalo. Mas nada substancial. O jogo não flui, está travado pelas próprias dificuldades santistas.

Já Kleina manteve seu time inquieto. Primeiro com Pottker recuando para jogar à direita e dando mais liberdade para Clayson. Depois, com os veteranos Renato Cajá, em sua quarta passagem pelo clube campineiro, e Wendel, se repaginou num 4-3-1-2, com Cajá mais solto e os atacantes abertos. Mesmo com a saída de Pottker lesionado para a entrada de Lins.

Uma aula de como não se acomodar nem facilitar a vida do oponente. Sem a bola, intensidade e 15 desarmes corretos contra oito. Teve a chance de ampliar, mas ficou no 1 a 0 que parece pouco para o domínio e o controle do jogo.

Pode sofrer no Pacaembu. Principalmente se o Santos aprender e resgatar virtudes que parecem esquecidas em 2017.


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