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O recado de Milton Mendes pelo posicionamento de Nenê na vitória do Vasco
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André Rocha

O Vasco sofreu mais que deveria em São Januário. Com queda de luz, truculência da polícia e a turbulência política. Também com as oportunidades do Avaí, que finalizou onze vezes e fez de Martín Silva um dos melhores em campo.

Mas dentro da meta inicial, ainda que não assumida publicamente para não criar atrito com o presidente, de se manter na Série A, os três pontos contra um adversário direto foram fundamentais. Também confirmam o mando de campo como trunfo para pontuar e continuar longe do Z-4.

Um detalhe tático, porém, funciona como um recado do treinador Milton Mendes: Nenê foi mantido na equipe depois de atuar como atacante na vaga de Luís Fabiano na derrota para a Chapecoense. Mas com um novo posicionamento, não como o meia central atrás do atacante, sem maiores responsabilidades no trabalho sem a bola.

O camisa dez atuou pela esquerda na execução do 4-2-3-1, com Mateus Vital mantido em sua função nas últimas partidas. Obviamente o meia veterano não tem vigor físico para fazer a ida e volta com a intensidade exigida pelo flanco. A compensação era feita com o lateral Henrique menos agudo e o volante mais fixo – Jean, depois Wellington – auxiliando o zagueiro Paulão na cobertura.

Nenê retornava até a intermediária – com bem mais entrega do que quando atua solto na frente – e ficava pronto para a saída nos contragolpes. Por ali criou toda a jogada do gol único, marcado por Yago Pikachu. Só com a desvantagem no placar o lateral direito do time catarinense, Leandro Silva, passou a se aventurar mais no campo de ataque.

Criou problemas porque o jovem Douglas, que vem atuando mais adiantado como meia nas partidas fora de casa, deixou um buraco na intermediária na recomposição por não retornar para se alinhar a Wellington na proteção da retaguarda e gerou superioridade numérica do oponente da intermediária em direção à área vascaína.

Problema compensado pelos 21 desarmes corretos, contra 11 do Avaí, além das boas defesas de Martín Silva. Milton Mendes trocou Pikachu e Vital, que pecou em alguns momentos pelo individualismo, por Manga Escobar e Andrezinho. Manteve Nenê, mesmo cansado, até o final.

Um claro aviso do comandante, dividido em dois: a prioridade é o trabalho coletivo e não a formação de um time que jogue em função de suas estrelas; quem entender e se sacrificar pela equipe, independentemente de status, “grife” ou salário, terá mais oportunidades.

Milton erra e acerta, como todos os treinadores. Talvez precise ousar mais como visitante. Mas na parelha Série A, o foco na competitividade pode ser um bom norte para desta vez evitar o “bate-e-volta” ao inferno da segunda divisão.

(Estatísticas: Footstats)

 


Os méritos (e a estrela) de Cuca na volta ao Palmeiras
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André Rocha

Enfrentar em casa o combalido Vasco voltando à Série A era o melhor dos cenários para a volta de Cuca na estreia do campeão Palmeiras no Brasileiro.

Melhor ainda quando marca os gols em momentos decisivos da partida: logo no início, aos seis minutos, no pênalti tolo de Jomar sobre Dudu que Jean converteu. No final da primeira etapa, quando o Vasco havia equilibrado a disputa e Guerra aproveitou rebote de Martín Silva em chute de Jean. O terceiro no primeiro ataque da segunda etapa, com Borja. Quarto e último na reta final, em novo pênalti do desastroso Jomar sobre Dudu e outro gol de Borja.

Não é justo, porém, atribuir apenas à sorte a construção do placar. Longe disso. O primeiro mérito de Cuca foi resgatar rapidamente a intensidade, desde o primeiro toque na bola com jogada ensaiada em ligação direta. Bem ao seu estilo.

Com a recuperação do Vasco, com o jovem Douglas ditando o rimo no meio-campo, mas muito sacrifício da equipe sem a bola para compensar a participação nula de Nenê e Luis Fabiano, o comandante alviverde trocou o posicionamento de Jean e Tchê Tchê.

Este saiu do trio de meio-campistas no 4-3-3 que variava para o 4-2-3-1 com o avanço de Guerra e foi para a lateral direita. Dentro da marcação individual planejada, Jean cuidaria de Douglas.

Não deu tão certo na parte defensiva. Mas na frente confundiu a marcação cruzmaltina e, na troca, Tchê Tchê passou, Jean se projetou para finalizar e Guerra aproveitar no segundo. No terceiro, jogada de Tchê Tchê como lateral e gol de Borja.

Cuca foi perfeito ao dar confiança ao atacante colombiano, criticado pelo alto investimento e baixo desempenho até aqui. Começou errando lances bobos. Com espaços para acelerar, cresceu naturalmente. Dois gols e o carinho do treinador para enfim dar a resposta esperada.

Assim como Dudu, mantido capitão com Cuca. O melhor em campo partindo da esquerda para desarticular o bloqueio adversário. Dois pênaltis sofridos, duas chances desperdiçadas. Mas voltando a desequilibrar. Não é por acaso. Técnico e craque do time construíram uma relação de confiança mútua.

O primeiro tempo deve ser o norte do Vasco para o Brasileiro. Finalizou nove vezes contra seis do Palmeiras. Boa chance com Pikachu em lançamento primoroso de Douglas. Gol perdido pelo jovem volante no erro de Jean na saída de bola. No final da primeira etapa, poderia ter mudado o jogo. O problema é ser competitivo e ter velocidade na transição ofensiva com dois veteranos na frente.

O Palmeiras de Cuca repete os 4 a 0 do ano passado na estreia  – em 2016 a vítima foi o Atlético-PR. O elenco está mais rico, mas desta vez há uma Libertadores para dividir atenções. Ainda assim, o status de favorito se reforça. Pelos méritos e também pela estrela de Cuca, que faz clube e torcida acreditarem mais na própria força.

(Estatísticas: Footstats)


Vasco pode buscar tri carioca no “vácuo” do calendário dos rivais
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André Rocha

A imagem de Milton Mendes gritando e discutindo com Nenê à beira do campo em Moça Bonita na vitória por 2 a 0 sobre o Nova Iguaçu reflete a tensão do treinador que já percebeu que será complicado impor suas ideias, como pressão na saída de bola e muita velocidade na transição ofensiva.

Pelas características e por conta da faixa etária das duas estrelas do elenco, o Vasco tende a ser uma equipe que se recolhe em duas linhas de quatro, deixa Nenê solto circulando atrás de Luís Fabiano. Mas tem soluções interessantes, como Kelvin ou Yago Pikachu fazendo dupla com Gilberto pela direita – ainda que o melhor ponteiro seja o jovem Guilherme Costa, voltando de lesão.

Outro garoto que entrou e tomou conta do meio-campo é Douglas Luiz. Joga de área a área e viabiliza a execução do 4-4-1-1. Até pela presença de Andrezinho, poupado nesta última rodada, como um ponteiro articulador. O Vasco de hoje circula mais a bola que o dos tempos de Jorginho.

Mas ainda depende muito da criatividade e da precisão nos cruzamentos, com bola parada ou rolando, de Nenê. Assistências para Rafael Marques e Pikachu nos gols da vitória. O camisa dez reclama de Douglas, discute com Milton Mendes…mas resolve.

Seja como for, o Vasco pode crescer no Carioca, única competição a disputar até o início do Brasileiro. Buscando um tricampeonato. Importante para o presidente Eurico Miranda, que contratou Milton Mendes exatamente para obter uma resposta rápida do time.

Ainda mais pelo fato dos rivais estarem envolvidos em competições sul-americanas. A semifinal da Taça Rio nada vale objetivamente, mas pode transferir confiança em caso de vitória sobre o Flamengo – ou empate, já que a primeira colocação no grupo deu a vantagem que foi do rival na mesma semifinal da Taça Guanabara. O rubro-negro também terá semana livre, mas com atenções voltadas para o jogo contra o Atlético-PR no dia 12 de abril no Maracanã. Zé Ricardo novamente poupará titulares?

Na outra semifinal, o Botafogo encara um Fluminense que enfrenta na quarta o Liverpool do Uruguai pela Copa Sul-Americana, também no Maracanã. O alvinegro terá semana livre e vantagem do empate. Mas caso chegue à final no dia 16 terá um problema logístico: enfrenta Atlético Nacional e Barcelona de Guayaquil fora de casa na Libertadores nos dias 13 e 20 de abril. Poderia chegar ao Equador com antecedência para se preparar, mas terá que voltar ao Rio. Ou jogar com os reservas que não viajarem e estão inscritos no Carioca.

O título do segundo turno para o Vasco pode ter o simbolismo de uma recuperação na temporada. E ganhar moral para a semifinal da fase final do estadual. O duelo é com o Fluminense, no dia 23. Aí, sim, com o tricolor livre, sem compromissos pela Sul-Americana, já que o jogo de volta é só no dia 10 de maio. Confronto dificílimo, até pela vantagem do empate do Flu em jogo único.

Mas se chegar à decisão contra Flamengo ou Botafogo, nos dias 30 de abril e 7 de maio, novamente terá semanas livres para treinar enquanto o rubro-negro encara o Atlético-PR fora de casa no dia 26 e o Universidad Católica no Rio de Janeiro no dia 3. Já o Botafogo tem confronto com o Barcelona de Guayaquil no dia 2 de maio. Exatamente no meio das finais.

Milton Mendes trabalha para o Vasco evoluir e buscar o tri carioca por seus próprios méritos. Mas no vácuo do calendário dos rivais “continentais” o cruzmaltino pode se fortalecer na disputa pelo título.

 


Com nove meses de atraso, Vasco está em depressão
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André Rocha

O rebaixamento para um clube grande é sinônimo de depressão. Tem que ser. Mesmo para quem enfrenta o drama pela terceira vez em oito anos, como o Vasco.

Tristeza, lamber as feridas, avaliar os erros e encarar como uma oportunidade de se reorganizar, trazer a torcida para perto e tratar a temporada seguinte como um desafio e uma oportunidade de reinvenção.

O time cruzmaltino não viveu nada disso no final de 2015. Nem tanto pelo descenso não ser inédito. Até porque era a primeira vez do presidente Eurico Miranda, que garantiu que com ele o clube nunca cairia quando criticava o sucessor/antecessor Roberto Dinamite.

A questão é que o Vasco viveu uma situação inusitada. De lanterna no turno da Série A, terminou a competição com a oitava melhor campanha do returno. O Corinthians foi campeão em São Januário, mas com um empate sofrido. Com Jorginho, o time fazia jogos equilibrados contra qualquer um. Faltou bem pouco para se salvar. Talvez um ou dois erros de arbitragem a menos.

Eurico manteve o técnico e a base do elenco, especialmente o craque do time, Nenê. Criou-se um clima de esperança, até pela importância que a gestão do clube e boa parte da torcida dá ao estadual.

O título carioca com vitórias sobre o arquirrival Flamengo deixou equipe e torcida eufóricos. Alegria que seguiu com o ótimo início na Série B, a manutenção de Jorginho com a negativa à proposta do Cruzeiro, a série invicta de jogos e a possibilidade de fazer campanha histórica.

Mas o time com média de idade acima dos 30 anos foi sentindo o desgaste das viagens. A invencibilidade de 34 acabou contra o Atlético Goianiense e com ela a esperança de igualar marca histórica: 35 jogos sem derrota entre 1945 e 1946. A perspectiva de superar o Corinthians de 2008, com 25 vitórias e 74% de aproveitamento também foi para o espaço com o time irregular, em resultados e desempenho.

O Vasco que trocava passes, iniciava os ataques com Andrezinho e encontrava Nenê, liberado para atacar na variação do 4-3-1-2 para o 4-4-1-1 quando Jorge Henrique recua pela esquerda, perdeu a referência de velocidade na frente: Riascos, atacante colombiano limitadíssimo tecnicamente, mas cujas características se encaixavam perfeitamente com a proposta de jogo de Jorginho.

O clube foi ao mercado e trouxe Ederson. Também Junior Dutra e Rafael Marques. Aproveitou alguns jovens da base – Douglas Luiz o último. Para rodar o elenco, descansar um pouco os jogadores fundamentais.

Não conseguiu, mas ainda assim a disparidade técnica permite ao time seguir na liderança da segunda divisão. A última esperança: Copa do Brasil. O gol de Eder Luis transferiu uma sobrevida, mas o Vasco sabe que a missão contra o Santos depois dos 3 a 1 na Vila Belmiro é das mais complicadas. Quase impossível.

Porque a depressão chegou para o Vasco, com nove meses de atraso. O único objetivo palpável que restou é a obrigação do ano. Não há mais Carioca, duelos contra o Fla, marcas a alcançar. Só o duro cotidiano da Série B.

Jorginho tem responsabilidade por não encontrar alternativa quando Andrezinho e Nenê são marcados e a equipe simplesmente trava. A derrota para o Bahia em Salvador por 1 a 0 foi a segunda consecutiva depois do revés para o Vila Nova em São Januário. O quinto jogo sem vitória na Série B, seis no total incluindo a Copa do Brasil.

No primeiro tempo na Fonte Nova, uma atuação pluripatética. O Vasco trocava bolas na própria intermediária e parava no organizado sistema defensivo armado por Guto Ferreira. A primeira finalização só no segundo tempo, no belo chute de Jorge Henrique que Muriel salvou.

No mais, bolas paradas, nenhum jogo associativo, tudo dependendo das individualidades. Um time perdido, lento, sem ideias. Abatido. Mas ainda líder. Talvez seja o que desanime: não ter um rival à altura.

Só uma remontada histórica do “time da virada” contra o Santos para sair deste quarto escuro. Da letargia de quem torce para o ano acabar, ainda em setembro. Da depressão por despertar em um lugar que não é mais novidade. Mas continua incômodo.


Vasco de Jorginho, Nenê e Andrezinho: título invicto começou em 2015
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André Rocha

O Vasco do bicampeonato: sólido na execução do 4-3-1-2 que varia para duas linhas de quatro sem a bola para liberar Nenê. Equipe armada ainda em 2015 por Jorginho (Tactical Pad).

O Vasco do bicampeonato: sólido na execução do 4-3-1-2 que varia para duas linhas de quatro sem a bola para liberar Nenê. Equipe armada ainda em 2015 por Jorginho (Tactical Pad).

O título carioca invicto do Vasco, o sexto da história do clube, começou ainda em 2015. Não exatamente na chegada de Jorginho e Zinho, nem no início da série invicta de 25 jogos. Virou o fio quando eliminou o Flamengo na Copa do Brasil e resgatou a confiança que parecia sem volta.

O trabalho tático foi consolidado ao longo da campanha de recuperação que não salvou do rebaixamento, mas formou uma base. Eurico Miranda não tinha dinheiro para grandes reformulações, percebeu o lastro de evolução e resolveu apostar na manutenção. Acertou.

Com pré-temporada, Jorginho amadureceu a proposta de jogo simples e eficiente. Com a bola, um 4-3-1-2 com Nenê circulando pelos flancos, muita mobilidade e Madson como opção de velocidade à direita. Na recomposição, Jorge Henrique volta pela esquerda, Julio dos Santos abrindo à direita formando duas linhas de quatro liberando Nenê e o redivivo Riascos na frente, artilheiro com nove gols.

Time experiente, que soube cadenciar e não aceitar o jogo de intensidade do jovem Botafogo na decisão depois de conquistar a Taça Guanabara e atropelar o Flamengo de Muricy na semifinal. Controlou com posse, sofreu e se garantiu com Martín Silva.

Aproveitou as falhas de Jefferson em saídas da meta nos gols de Jorge Henrique e Rafael Vaz. Foi o melhor time da competição, embora Ricardo Gomes tenha feito o trabalho de reconstrução mais impressionante no Bota. Treze vitórias, cinco empates, incluindo o 1 a 1 que garantiu a taça. Marcou 30 gols, sofreu apenas nove.

Na Série B, é dever dosar melhor o fôlego do Nenê, decisivo com sete gols, nove assistências e líder também em finalizações. O camisa dez parece inesgotável, mas não é. Ninguém é. E as viagens desgastam mais que os jogos. Exige o cuidado, mesmo com a excelência do trabalho do centro de reabilitação (Capres). A vantagem de jogar de memória pelo entrosamento construído é um trunfo importante.

Sem contar a confiança por conta do bicampeonato. Desta vez sem a ilusão de 2015. Este Vasco fez jogo duro contra o Corinthians campeão brasileiro e tantos outros adversários de primeiro nível nacional.

Na Série B e para tentar ser ainda mais competitivo na Copa do Brasil precisa de reforços e não perder peças fundamentais. Como Andrezinho, melhor passador da equipe e o mais regular do Estadual para este que escreve.

O time cruzmaltino é o favorito natural para esta terceira experiência traumática. Com elenco mais forte que em 2009 e 2014. Porque paradoxalmente foi rebaixado em ascensão e tem time e técnico para duelar com qualquer equipe no país.

(Estatísticas: Footstats)


Nenê parece inesgotável no Vasco, mas precisa ser mais cuidado
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André Rocha

Nene_Vasco

Dois gols de pênalti, três assistências. Das sete vezes em que o Vasco foi às redes no Estadual contra Madureira e América, cinco tiveram participação direta de Nenê.

Armar, finalizar, liderar, ser o responsável pelas bolas paradas. Em campo durante os 180 minutos até aqui. Do meio para a frente, só Andrezinho fica mais tempo com a posse de bola. Fundamental até para o novo projeto de sócio-torcedor do clube. Tudo isso aos 34 anos. Terá trinta e cinco durante a disputa da Série B. Será que um dos melhores jogadores em atividade no país resiste à tamanha demanda?

Em resposta a este blogueiro no “Jogando Em Casa” da última terça-feira no Esporte Interativo, Jorginho minimizou o desgaste de seu camisa dez e exaltou sua forma física e disciplina. Reforçou ainda a necessidade de combater o volante adversário na execução do 4-3-1-2 que varia para o 4-2-3-1 – como fazia com Dunga na seleção do ciclo da Copa de 2010.

O técnico até contribui, preferindo jogadores técnicos no meio-campo para não sobrecarregar o meia na criação. Julio dos Santos foi recuado para qualificar a saída de bola.  O Vasco, porém, ainda precisa de coordenação na última linha de defesa. Os laterais Madson e Julio César em vários momentos ficam mal posicionados ou descem ao mesmo tempo. Também falham no confronto direto, natural por serem mais alas que defensores.

Na frente, os três gols de Riascos são animadores, mas o clube precisa procurar soluções para o ataque no mercado. Mesmo na segunda divisão, não é recomendável contar com o colombiano das danças exóticas, mas também de limitações técnicas que irritaram os cruzmaltinos em 2015.  Jorge Henrique pode ser mais útil pela esquerda, quando Jorginho coloca Yago Pikachu pela direita e o Vasco muda taticamente e tem mostrado melhor desempenho.

Em qualquer desenho, a equipe  precisa de Nenê para quase tudo. A idolatria da torcida não é gratuita. Mais que o treinador, o camisa dez é responsável pelo incrível paradoxo vascaíno no ano passado: terminou o Brasileiro rebaixado, mas em alta.

Campanha respeitável no segundo turno, deu trabalho até para o campeão Corinthians em São Januário. Por conta da base mantida, é o time mais ajustado neste início de temporada no Rio de Janeiro.

Tudo por Nenê, mas até quando? O Vasco precisa cuidar mais de seu craque que parece inesgotável. Também de um “plano B”, para quando ele faltar. Principalmente no duro segundo semestre.

(Estatísticas: Footstats)


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