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O que o Real de CR7 tem a ensinar ao PSG no caso Neymar x Cavani
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André Rocha

No dia 29 de agosto de 2009, Cristiano Ronaldo estreava oficialmente pelo Real Madrid. Na vitória por 3 a 2 sobre o Deportivo La Coruña, o craque português, então com 24 anos e já uma Bola de Ouro no curriculo pelo Manchester United, marcou seu primeiro gol com a camisa merengue.

Em cobrança de pênalti. Com a camisa nove, herança de Di Stéfano, ídolo eterno dos madridistas. Sem a sete, que pertencia a Raúl González, outra bandeira do time da capital espanhola. A oito era de Kaká e a onze de Karin Benzema. Quarteto ofensivo contratado para marcar a nova era galáctica do clube no retorno de Florentino Pérez à presidência. O treinador era Manuel Pellegrini.

Comando que deixou bem claro, desde o princípio, que Cristiano Ronaldo, então a mais cara contratação da história do esporte (94 milhões de euros), seria a estrela maior. Cobrador de pênaltis e faltas. A equipe jogaria para voltar a vencer no continente e fazer do português o protagonista do futebol mundial, superando Messi.

No Paris Saint-Germain, a impressão é de que houve algum ruído na comunicação. Neymar chegou com o pagamento da multa rescisória de 222 milhões de euros ao Barcelona e toda pompa e circunstância. Mas mesmo com os olhos do mundo voltados para o brasileiro, que recebeu a camisa dez e a promessa de protagonismo pelo dono do clube, o sheik do Catar Al-Kelaifi, já ficou claro que Cavani, artilheiro e grande destaque na última temporada, não cederá o posto de cobrador oficial de pênaltis.

Nem abrirá mão de se colocar como a referência no centro do ataque para seguir como o goleador máximo da equipe de Unai Emery. Pelo visto, a fase de se conformar com o papel de coadjuvante foi embora com a saída de Ibrahimovic para o Manchester United.

Na vitória por 2 a 0 sobre o Lyon no Parc des Princes, o pedido de Neymar, a recusa de Cavani e o chute do camisa nove defendido pelo goleiro Anthony Lopes antes de bater no travessão. Em uma cobrança de falta, o uruguaio quis tomar à frente e Daniel Alves precisou tirar a bola e entregá-la ao camisa dez. No vestiário, segundo o jornal L’Équipe, houve o desentendimento entre os dois atacantes.

A impressão é de que houve falha na gestão do elenco ou alguém está sendo insubordinado. Porque normalmente os cobradores são definidos pelo treinador no vestiário exatamente para evitar conflitos. Difícil entender.

Ou é bem simples: a fogueira de vaidades pode estar consumindo o projeto de poder do Paris Saint-Germain na Europa já no início desta nova etapa. Faltou jogar limpo. Deixar claro a divisão de funções e atribuições com os novos contratados.

Em comum com o Real de 2009, o excesso de peças ofensivas que parecem não encaixar: Draxler, Mbappé e a dupla sul-americana.  Raúl foi o primeiro a sair, depois Kaká. Ficaram Benzema e Cristiano Ronaldo que mais tarde formariam o trio “BBC” com Gareth Bale. Aí sim deu liga, mesmo com os atritos comuns entre estrelas milionárias.

O treinador também dá a impressão de que não tem o perfil, nem estofo para administrar um vestiário tão estelar e complexo. Depois de Pellegrini, o Real foi atrás do explosivo e midiático José Mourinho. Com o português conseguiu superar a barreira das oitavas de final da Liga dos Campeões depois de seis eliminações consecutivas e interromper a sequência de títulos espanhois do Barcelona de Pep Guardiola em 2012.

Mas só foi encontrar o equilíbrio e “La Decima”Liga dos Campeões com Carlo Ancelotti quase cinco anos depois da chegada de Cristiano Ronaldo e um time mais equilibrado que agora chega ao apogeu comandado por Zinedine Zidane. Com o português genial a meses de conquistar sua quinta Bola de Ouro.

O PSG vai precisar de ainda mais paciência porque não tem a história e o peso da camisa do Real Madrid. E, pelo menos por enquanto, Neymar não tem o tamanho de CR7. Mesmo com o sucesso no Sevilla, Unai Emery não parece ter o peso no comando para a ambição do clube. Neste primeiro atrito mais sério entre as estrelas pouco se ouviu falar do espanhol.

É bem possível que o sonho da Champions não se realize nesta temporada. Cabe ao clube francês aprender a corrigir a rota, mas seguir avançando para vencer as principais competições e consagrar Neymar. Como o Real Madrid que não se arrepende do investimento que fez há oito anos e tem muito a ensinar ao “novo rico” na arte de administrar sua constelação.

 


Fim dos 100% do Brasil de Tite é compensado pelo valor do teste
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André Rocha

O calor e a umidade em Barranquilla foram obstáculos tão grandes quanto a boa atuação da Colômbia no segundo tempo, não por acaso coincidindo com a maior produção de James Rodríguez, o meia central do 4-2-3-1 armado por Jose Pekerman. Na jogada bem trabalhada do camisa dez com Arias contra Filipe Luís sem o suporte de Renato Augusto, o cruzamento na cabeça de Falcao García, que se antecipou a Marquinhos para empatar.

Um raro vacilo brasileiro dentro de uma atuação segura de acordo com o contexto. Tite acertou ao acrescentar Fernandinho e Roberto Firmino às mudanças obrigatórias – Thiago Silva no lugar do lesionado Miranda e Filipe Luís no lugar do suspenso Marcelo. Descansou Casemiro e guardou Gabriel Jesus para a segunda etapa na vaga de Firmino, que não brilhou mas novamente contribuiu coletivamente. Mais importante: experimentou sua equipe.

Manteve Willian entre os titulares e o ponteiro pela direita do 4-1-4-1 correspondeu com bom trabalho no setor, em dupla com Daniel Alves. E ainda apareceu no centro para receber passe de Neymar, após lançamento preciso de Fernandinho, para acertar um chutaço no ângulo de Ospina. Golaço único da primeira etapa, logo depois da parada para a retirada de um cachorro do gramado.

A assistência de Neymar foi o ápice de uma atuação mais solidária. No esforço na recomposição e, principalmente, por soltar mais rapidamente a bola e fazer o jogo fluir. Quando tentou as jogadas individuais era o único recurso, como na bela arrancada desde a intermediária brasileira até a área colombiana no segundo tempo. O craque voltando aos eixos, mesmo sem desequilibrar, foi uma boa notícia.

Também a confiança do treinador ao arriscar novamente Philippe Coutinho no lugar de Renato Augusto, mudando o desenho tático para o 4-2-3-1 com o recuo de Paulinho, novamente atuando mais avançado na linha de meias. O Brasil nunca abdicou de jogar e isto é sempre positivo e merece reconhecimento.

Assim como a manutenção do desempenho, mesmo com quase meio time alterado. O fim dos 100% de aproveitamento com Tite nas Eliminatórias era esperado, até pelo peso zero do resultado na classificação. Importante foi o valor do teste e a boa resposta de maturidade de uma seleção que parece pronto, mas ainda está em formação.


História mostra que favoritismo um ano antes da Copa do Mundo é pura ilusão
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André Rocha

Entre dezembro de 1981 e outubro de 1983, a Itália disputou 16 partidas. Nenhuma vitória nas seis primeiras, sem triunfos nas seis últimas. Venceu apenas quatro: Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha. Exatamente as que lhe deram o terceiro título mundial na Copa da Espanha.

Favoritismo? Zero, mesmo com a manutenção de boa parte do grupo da Copa de 1978 que venceu a campeão e anfitriã Argentina e terminou em quarto perdendo dois jogos, para Holanda e Brasil, por detalhes. Mas nas Eliminatórias ficou atrás da antiga Iugoslávia. Não há dúvidas, era zebra. Até pelo escândalo de manipulação de resultados, o “Totonero”, que comprometeu o futebol do país.

Parecido com o de 2006 que rebaixou a campeã Juventus e também tirou qualquer favoritismo de uma Azzurra igualmente forte e talentosa comandada por Marcelo Lippi. Outro título inesperado, quando o Brasil era favorito.

Aliás, chegar como principal candidato só fez bem ao Brasil no Chile em 1962. Ainda assim, com superação da ausência de Pelé. Garrincha e o “apito amigo” contra a Espanha ajudaram a construir o bicampeonato. O último, sendo o outro em 1934/38 dos italianos.

A Alemanha pode repetir o feito na Rússia. A conquista da Copa das Confederações reforçou a impressão de que a renovação está sendo bem conduzida por Joachim Low. Com Kimmich no lugar de Lahm e Toni Kroos suprindo a aposentadoria de Schweinsteiger. Mais Draxler, Brant, Stindl, Werner, Hector se juntando a Ozil, Muller, Hummels, Neuer.

Se em 2014 a chegada de Pep Guardiola ao Bayern de Munique foi influência clara no modelo de jogo alemão, desta vez a inspiração, ou variação do estilo, parece vir da Inglaterra, mas de um treinador italiano: o 5-4-1/3-4-3 do Chelsea de Antonio Conte. Para propor o jogo ou reagir de acordo com as circunstâncias. Um time inteligente.

Como já era há três anos, mas foi um tanto menosprezado pelo revés na Eurocopa dois anos antes na semifinal contra a Itália de Balotelli. A ponto de transformar a final da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha em uma espécie de “tira-teima” entre a campeã mundial e bi da Eurocopa e o anfitrião buscando recuperar protagonismo.

A seleção de Luiz Felipe Scolari venceu e foi mais uma a se iludir com a conquista. Como Dunga em 2009 e Parreira em 2005. A convicção de que o grupo estava fechado e o trabalho pronto só necessitando de manutenção foi ilusória. Porque o que define os rumos do Mundial é a temporada europeia que se encerra com a Copa.

Basta lembrar a queda de rendimento de Paulinho e Fred e o período de adaptação de Neymar no Barcelona que minaram as forças de um trabalho de um ano e meio, incompleto. Assim como o de Tite agora, que acabou de completar doze meses. Dois anos perdidos com Dunga que podem fazer falta.

Porque haverá menos testes e chances de observação. Ou tempo para o amadurecimento da proposta de jogo. É um processo que vai queimando etapas por necessidade. O treinador assumiu precisando de resultados e evolução rápida. Pelo próprio mérito, as nove vitórias seguidas nas Eliminatórias alçaram a equipe diretamente do risco de ficar de fora de sua primeira Copa do Mundo à condição de uma das favoritas.

Mais rápido que isso só em 1993, quando os 2 a 0 sobre o Uruguai com atuação antológica de Romário levaram o escrete canarinho do futuro incerto ao protagonismo. Em uma partida, por conta de um atacante genial que depois confirmou seu estrelato com a taça que não vinha há 24 anos e a Bola de Ouro como melhor do mundo.

Mas a grande favorita era a Itália de Roberto Baggio, o grande jogador do ano anterior. Assim como em 2002 as apostas recaíam sobre Argentina e França, que em 1998 superou em casa o Brasil de Ronaldo, candidatíssimo ao bi. Sob o comando de Platini, os franceses eram os favoritos em 1986. Mas havia um Maradona pelo caminho. Gênio que colocou a Argentina na final em 1990, mas havia uma Alemanha na decisão para confirmar a alternância de poder.

Resumo da ópera: falar em favoritismo no ano anterior é puro chute. Até porque este Mundial tende a não repetir os dois últimos, com as vencedoras tendo como bases as melhores equipes do mundo à época. Espanha do Barcelona e Alemanha do Bayern de Munique. Com entrosamento, movimentos já executados de memória. Seleções maduras, com craques no esplendor.

Mesmo os espanhois em 2010 não chegaram com tal status. Nema conquista da Euro 2008 minimizou o fato de não fazer parte do seleto grupo de campeões. A derrota para os Estados Unidos que tirou a chance de um duelo contra o Brasil de Dunga no ano anterior fez da grande seleção daquele período uma incógnita. Talvez por isso tenha triunfado.

Agora a Alemanha titular, em tese, tem apenas Neuer, Kimmich, Hummels e Muller do time bávaro. Na Espanha,  Barcelona e Real Madrid dominam naturalmente, mas o time merengue bicampeão europeu também cede apenas quatro: Carvajal, Sergio Ramos, Isco e Asensio. A França poderia se basear em PSG e Monaco, mas as mudanças na janela de transferência pulverizaram qualquer chance de ter uma ou duas equipes como referências.

O Brasil, como bem disse Renato Augusto numa coletiva recente, está “no bolo”. É candidato, como foi até no fiasco de 1990. Um ano antes, vencera a Copa América e Itália e Holanda, outras favoritas. Mas sucumbiu no Mundial pela queda técnica e lesões de seus grandes destaques: Bebeto, Careca e Romário.

Contexto, circunstâncias, o imponderável.Tudo isso pesa em um ano. Por isso é tão difícil pensar em junho de 2018. O dinamismo do mundo atual já é absurdo. No futebol mais ainda. Mais prudente celebrar a evolução brasileira e evitar falar em grupo fechado, sistema definido ou qualquer coisa que sugira uma estabilidade que não se sustenta. Serve apenas como linha mestra para não se perder no planejamento.

A Copa não começa agora. Melhor segurar a ansiedade e respeitar a sequência e o tempo de cada seleção. A pressa, neste caso, é ainda mais inimiga.


Barcelona, há vida sem Neymar. E Philippe Coutinho
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André Rocha

O Liverpool recusou a proposta do Barcelona que chegaria a 160 milhões de euros por Philippe Coutinho. O meia brasileiro era parte do plano do clube catalão para repor a saída de Neymar para o PSG. Ficou apenas com Ousmane Dembelé, contratado ao Borussia Dortmund.

Com Coutinho, Ernesto Valverde teria mais uma peça para agregar mais rapidez e intensidade ao estilo Barça, ideia que parece cada vez mais clara por conta dos jogadores que despertaram interesse e até pelo que vem apresentando neste início de temporada 2017/2018.

No Dortmund, Dembelé era o atacante a acelerar pelos flancos dentro da ideia de ataque posicional do treinador Thomas Tuchel. Exatamente o que quer Valverde. O francês não dribla nem é tão inventivo e artilheiro quanto Neymar, porém é mais vertical e capaz de mudar o ritmo das ações ofensivas.

Deve atuar pela esquerda no trio ofensivo, com Suárez e Messi alternando no centro e à direita. Mantendo também o trabalho defensivo, auxiliando Jordi Alba e formando uma linha de quatro ao se juntar aos três meio-campistas.

Um destes pode ser Paulinho, no vácuo das oscilações de Ivan Rakitic e do declínio físico de Andrés Iniesta. Para defender e, dentro da proposta de troca mais rápida de passes, infiltrar como elemento surpresa para finalizar. O entendimento com Messi pode ser bem interessante.

Assim como o movimento do argentino da direita para dentro abrindo o corredor para as ultrapassagens de Sergi Roberto, Aleix Vidal ou Nelson Semedo, lateral português contratado e ainda sem inspirar confiança. Mas potencialmente o melhor no apoio. Algo a ser trabalhado.

A combinação de características pode dar liga. Vigor físico para compensar o envelhecimento da base titular. Paulinho correndo por Busquets e Iniesta. Dembelé voando no entendimento com Messi e Suárez. Fatos novos para chacoalhar o que parece inerte.

É óbvio que coletivamente segue bem atrás do Real Madrid, como ficou claro nos duelos pela Supercopa da Espanha. Mas ao longo da temporada é possível se tornar mais competitivo e versátil. Principalmente se as baixas por lesões e suspensões não forem tão numerosas, já que o elenco segue curto e desigual.

Chances de título? No Espanhol, para recuperar a hegemonia terá que contar com uma queda de desempenho dos merengues, mas também uma hesitação do Atlético de Madrid de Diego Simeone.  Isso se não surgir uma surpresa como mais um obstáculo. Ou o Sevilla, agora com Eduardo Berizzo no lugar de Jorge Sampaoli no comando técnico, se colocar efetivamente como candidato a protagonista.

Na Liga dos Campeões vai depender dos cruzamentos no mata-mata, já que  não deve encontrar maiores problemas contra Sporting e Olympiacos e vai decidir a liderança do Grupo D com a Juventus. Tudo vai depender da evolução da equipe dentro da proposta de jogo que combina posse de bola e mais agressividade.

O Barcelona não carrega o favoritismo de outros tempos. Mas ainda há Messi. E vida sem Neymar. E Coutinho.


No novo PSG, Mbappé será Neymar e Neymar será Messi
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André Rocha

Imagem: Divulgação Paris Saint-Germain

Kylian Mbappé é uma contratação que sinaliza o futuro no Paris Saint-Germain. Inclusive o pagamento de cerca de 180 milhões de euros no meio do ano que vem para driblar o Fair Play financeiro da Fifa, por isso o empréstimo agora.

É óbvio que o atacante francês de 18 anos não vale isso. Ninguém poderia custar tanto, mas o mercado enlouqueceu de vez. Aditivado pelo dinheiro do Qatar, sempre de origem que gera dúvidas. Ainda mais de um país acusado de corrupção na “compra” da Copa do Mundo de 2022. A negociação é mais uma demonstração de força do clube.

Com isso, o PSG vai reunir em seu ataque Cavani, o grande artilheiro com personalidade para tomar à frente de Neymar nas cobranças de pênaltis até aqui. Mais o brasileiro, maior contratação da história, e agora a grande revelação do Monaco.

Campeão francês na última temporada com 15 gols e oito assistências, mais seis na Liga dos Campeões. Atraiu os olhos do mundo por combinar velocidade, recursos técnicos, habilidade e poder de decisão. Formando dupla com o colombiano Radamel Falcao no ataque dos 107 gols em 38 rodadas.

Num 4-4-2 na maior parte do tempo, Mbappé tinha liberdade para circular pelos dois flancos e buscar as infiltrações em diagonal. Principalmente partindo da esquerda, cortando para dentro e finalizando.

Só que no PSG, Neymar é o dono do setor, ainda que com liberdade de movimentação. Driblando, concluindo ou servindo os companheiros. Com Cavani absoluto no centro do ataque é possível imaginar o novo membro do ataque atuando pelo lado direito no 4-3-3 habitualmente montado pelo técnico Unai Emery.

Neste caso, as funções também tendem a mudar. Mbappé pode ser para Neymar o que o brasileiro foi para Messi no Barcelona. Ou seja, o ponteiro que ajuda mais no trabalho sem bola e aceita o papel de coadjuvante. Mas ao mesmo tempo é abastecido por passes da estrela com mais visão de jogo. Quantos gols de Neymar não saíram de assistências ou inversões de jogo de Messi a partir do lado direito!

Neymar não tem exatamente o DNA de “enganche” ou “dez” do argentino, muitas vezes peca pelo individualismo – como na vitória brasileira sobre o Equador em Porto Alegre, mas sabe armar jogadas. Basta lembrar as atuações pelo centro na Olimpíada do Rio ou no próprio Barça na ausência de Messi. Agora tem tudo para servir seu novo companheiro. Ser o ponta armador, deixando para Mbappé a função de infiltrar em diagonal com mais frequência para finalizar.

No provável 4-3-3 do PSG, Mbappé deve atuar pela direita, infiltrando em diagonal e voltando mais para ajudar na recomposição, dando liberdade à estrela Neymar, que pode abastecer como ponta articulador o novo companheiro de ataque (Tactical Pad).

Questão de adaptação do jovem atacante, autor do último gol da goleada da França por 4 a 0 sobre a Holanda. Iniciando e finalizando contragolpe letal. Explosão física e potencial de melhor do mundo.

Com o tempo, Mbappé deve ser deslocado naturalmente para o centro do ataque no novo clube, mas uma função de maior sacrifício agora pode torná-lo mais completo. Um aprendizado que será bom para todos. Incluindo o PSG, para fazer valer mais um investimento surreal que varreu o mercado no último dia da janela de transferências na Europa.

 


Philippe Coutinho para descomplicar o jogo e mexer com a cabeça de Tite
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André Rocha

O individualismo de Neymar travou a seleção brasileira por quase 60 minutos na Arena do Grêmio. Porque com Willian, e não Philippe Coutinho, o camisa dez jogou mais solto, com liberdade de movimentação e recuando para buscar a bola. Assumiu o papel de ponta articulador e não infiltrador.

Renato Augusto recuava para auxiliar a saída de bola e espetar Marcelo – como Toni Kroos faz no Real Madrid, sem nenhuma comparação entre os meio-campistas organizadores. Faltava, porém, rapidez na circulação da bola. Só Paulinho conseguiu a vitória pessoal e concluiu com perigo. Uma das quatro finalizações contra apenas uma dos equatorianos, três a zero no alvo. Em um universo de 75% de posse de bola. Pouco.

Também pela organização defensiva do Equador com duas linhas de quatro, Antonio Valencia e Fidel Martínez fechando os flancos e Fernando Gaibor tentando se aproximar de Enner Valencia, a referência de velocidade que fez Marquinhos e Miranda, depois Thiago Silva, trabalharem.

Neymar também atrapalhou prendendo a bola deixando o jogo mais tenso, violento. Sem fluência e com a conivência da arbitragem, que deixou de anotar faltas claras. Jogo duro.

Até Renato Augusto dar lugar a Coutinho e o Brasil se reorganizar num 4-2-3-1 tão esperado como alternativa. Móvel e fluido. Com toque mais fácil e veloz, até porque Neymar passou a trabalhar mais adiantado, longe da zona de criação. E também mais espaço depois de Paulinho abrir o placar completando escanteio e acalmando a Arena que pedia Luan.

Então veio o espetáculo com jogadas mais plásticas e o golaço de Coutinho após lindo chapéu de Gabriel Jesus. Mesmo sem ritmo do meia do Liverpool e o Barcelona na cabeça. Com 2 a 0, a brecha para testar Luan no lugar de Willian e agradar o torcedor do Grêmio. Neymar seguiu jogando sozinho e errando muito. Mas sem se omitir jamais. Como deve ser.

Nona vitória seguida em jogos oficiais, liderança garantida até o final das Eliminatórias. Mas o que valeu mesmo foi Coutinho descomplicar o jogo e mexer com a cabeça de Tite. A disputa pediu uma experiência e a resposta foi positiva. O 4-1-4-1 não pode ser um dogma.

(Estatísticas: Footstats)

 

 


O 3º ato de Neymar no PSG: sem espaços e espetáculo, mas ainda decisivo
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André Rocha

Para a quarta rodada da Ligue 1, segunda partida do Paris Saint-Germain no Parc des Princes, Unai Emery deixou Thiago Silva e Daniel Alves no banco, alinhou Rabiot a Thiago Motta dando liberdade a Pastore, substituto do suspenso Verratti no meio-campo.

Na prática, a execução do 4-2-3-1 perdeu força pela direita com Meunier na lateral direita e sem um meia a mais na aproximação com o trio de ataque.  Pouca mobilidade. Apenas Neymar girando e Di María e Pastore invertendo na ponta e no centro.

Mais difícil para furar o 5-4-1 do Saint Etienne bem montado pelo treinador espanhol Oscar Garcia. Naturalmente com um comportamento mais reativo do que nas três vitórias que o maior campeão da França alcançou neste início de temporada. Pragmático e objetivo, com poucos toques, saída rápida pela esquerda com Dabo e Maiga aparecendo na frente para finalizar. Nunca ultrapassando os 40% de posse – terminou com 39%.

Nos primeiros 45 minutos foram oito conclusões dos visitantes contra apenas uma no alvo do PSG: a cobrança de pênalti forte e precisa de Cavani. Uruguaio que sofreu a falta na área após receber passe de Neymar, numa das raras vezes em que o brasileiro encontrou espaços entre defesa e meio-campo do oponente. Quando conseguiu foi criativo.

Não houve brechas para infiltrações em diagonal e dribles em progressão. O Saint Etienne em nenhum momento desmanchou o sistema nem mudou a proposta, mesmo com a desvantagem.

A segunda finalização também foi nas redes. Jogada aérea com bola parada, cobrança de Neymar, Marquinhos ajeitou e Thiago Motta aproveitou. Descomplicando o duelo mais duro até aqui no campeonato nacional. Muito por demérito de um desempenho de baixa intensidade e poucas ideias para criar espaços do PSG, especialmente na primeira etapa. Também pelo trabalho defensivo cuidadoso do Saint-Etienne.

A ideia era nítida: defender no próprio campo para evitar uma goleada e só sair em transições rápidas. Correta e podia ter conseguido algo mais não fossem as boas defesas do goleiro Areola. Foram 12 finalizações contra 14 do PSG. Cedeu poucos contragolpes e o PSG só aproveitou um, no final com Cavani para fechar os 3 a 0. Iniciado por Neymar.

O camisa dez acertou oito dribles e teve 77% de aproveitamento nos passes. Mas buscou pouco a parceria com lateral Kurzawa, substituído pelo estreante Yuri Berchiche. Não desequilibrou desta vez, mas teve participação decisiva na construção do placar. Ilusão pensar que vai dar espetáculo sempre. O saldo até aqui, porém, segue positivo.

O 4-2-3-1 do PSG, com Di Maria e Pastore alternando à direita e Neymar sem muitas associações com o Kurzawa do lado oposto teve dificuldades para criar espaços entre as linhas no 5-4-1 do Saint-Etienne (Tactical Pad).

(Estatísticas: WhoScored)

 


Neymar, um extraterrestre na estreia em Paris
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André Rocha

Um começo discreto jogando mais pela esquerda no 4-3-3, só buscando o centro para abrir o corredor para as descidas do lateral Kurzawa. Bem diferente da mobilidade da estreia contra o Guingamp.

Mas bastou o Toulouse mostrar resistência se fechando em duas linhas de quatro compactas e abrir o placar com Max Gradel aproveitando falha de posicionamento de Daniel Alves para Neymar despertar na sua estreia com a camisa do PSG no Parc des Princes.

Dribles, duas bolas nas traves, tabelas, duas assistências, um pênalti sofrido e convertido por Cavani, dois gols. O segundo foi o último dos 6 a 2, já num clima de final de pelada em churrasco, mas fez a alegria do torcedor com a habilidade absurda do brasileiro.

Descomplicando com o auxílio luxuoso de Rabiot, autor do segundo gol, uma disputa que podia ter sido mais parelha. Principalmente quando Unai Emery trocou Thiago Motta por Pastore e perdeu Verratti expulso. Podia ter se complicado no trabalho defensivo.

Mas o próprio meia argentino acertou bela conclusão no ângulo depois do gol do zagueiro Jullien aproveitando vacilo de Thiago Silva. E Neymar sobrou em um universo de 66% de posse e 23 finalizações dos donos da casa contra seis. A mais bela em cobrança de escanteio como uma tacada de bilhar do camisa dez e fantástica virada de Kurzawa.

Está claro que o nível técnico e a capacidade de improviso da contratação mais cara da história destoam na Ligue 1. Um extraterrestre voando no primeiro ato em Paris.

(Estatísticas: Ligue 1)


No Barcelona, Paulinho vai correr e infiltrar para Messi pensar o jogo
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André Rocha

Foto: Getty Images

Sejamos francos: o Barcelona não competiu na última temporada. Só tornou a disputa no Espanhol minimamente equilibrada quando deixou a Liga dos Campeões. Reduziu a vantagem do Real Madrid para três pontos porque no confronto direto no Bernabéu o rival, com um homem a menos, resolveu se mandar para o ataque e deu espaços para Messi matar o clássico num contragolpe.

Na Liga dos Campeões seria eliminado nas oitavas de final pelo PSG não fossem a arbitragem catastrófica e a magia de Neymar nos minutos finais dos 6 a 1 ofuscando um revés fora por 4 a 0 que mascararam as deficiências da equipe. Algo que a Juventus na fase seguinte voltou a escancarar para o mundo com uma classificação relativamente tranquila, sem sofrer gols.

A rigor, o time catalão hoje simboliza um futebol bonito, cultuado no mundo todo e atração turística da cidade. Mas que nos grandes jogos, quando o adversário reduz os espaços, é um time sem grandes ideias, com um estilo já mapeado e bloqueado pelos rivais mais poderosos e que dependia fundamentalmente do talento de seu trio de atacantes sul-americanos.

MSN que perdeu o “N” e que busca no mercado com urgência um substituto – Dembelé do Borussia Dortmund e/ou Philippe Coutinho. Mas repor Neymar com um ponteiro ou meia rápido e habilidoso não basta. Porque Messi parece cada vez mais desconectado deste futebol atual de intensidade e ataque de espaços. Como um “último romântico”.

Repare no argentino em campo. Trota vagarosamente, às vezes caminha sem a bola. Quando esta chega a retém com sua técnica ímpar e define: toca ou parte, quase sempre da meia direita na direção da área adversária. Só acelera com a posse para buscar a jogada individual até a finalização ou servir um companheiro.

Mesmo com seu talento extraordinário na arte de concluir ou preparar que o premiou na temporada passada com a Chuteira de Ouro pelos 37 gols no Espanhol (54 no total) e mais 16 passes para gols, não tem bastado nas partidas decisivas. Porque já sabem qual o espaço a bloquear. Diante do muro, Messi tenta e bate na parede ou desiste e só toca de lado ou busca o passe em profundidade.

Na temporada 2016/2017 ele praticamente só teve a opção de Suárez neste tipo de jogada. Porque Neymar estava muito aberto pela esquerda para buscar a linha de fundo, Rakitic oscilou muito, Iniesta já está na reta final da carreira e André Gomes muito raramente se apresentou como uma alternativa segura.

É aí que entra Paulinho. Opção questionável por já estar com 29 anos, a mesma idade de Rakitic, vir da China e ter como única experiência na Europa um “flop” gigantesco no Tottenham. O valor de cerca de 40 milhões de euros na negociação, a quarta maior da história do Barça, também soa um exagero, mesmo que os 222 milhões de euros recebidos pela venda de Neymar inflacione naturalmente o mercado do clube.

Se o Barcelona queria o italiano Marco Verratti do PSG e perdeu Neymar, que antes de sair pediu a contratação do colega de seleção brasileira, qual a razão do interesse?

Exatamente porque Paulinho mostrou no Brasil de Tite que, num trio de meio-campistas como o Barça gosta de atuar, pode ser marcador e também ofensivo. O volante que ajudou Fernandinho, já com cartão amarelo, a parar Messi no Mineirão e o meia infiltrador que foi o primeiro a marcar três gols no Uruguai em Montevidéu.

Os 25 gols pelo Guangzhou Evergrande chamam mais atenção que as cinco assistências em 95 jogos. Apesar da filosofia de valorização da posse de bola, não foi o passe de Paulinho que atraiu a atenção de seu novo clube, mas a dinâmica.

Por isso a declaração do treinador Ernesto Valverde: “Não existe outro jogador como ele na equipe. Pode nos dar versatilidade”. Sinal de que o Barcelona quer seguir a onda do futebol mundial, liderada pelo Real Madrid, de ter jogadores capazes de alternar os ritmos e as propostas de jogo conforme a necessidade.

Diante de adversários bem compactos, Paulinho pode ser o meia a furar a defesa com vigor físico para receber o passe de Messi, que infiltra cada vez menos e quando o faz está bem vigiado por rivais concentrados em parar o camisa dez genial.

E como este participa cada vez menos na recomposição e até na pressão assim que a bola é perdida, há um jogador incansável para correr por quem precisar. Que ainda tem estatura para colaborar nas jogadas aéreas, na defesa e no ataque.

O Barcelona podia ter investido no marfinense Jean Seri, do Nice. O “Xavi africano” segundo o próprio meia catalão. Ou apostado em Carles Aleñá, joia de La Masia que tem a filosofia de jogo no sangue, como o titular para preservar Iniesta como fez com Xavi em sua última temporada no clube.

Preferiu pagar caro por Paulinho, que pode ser titular ou reposição de Rakitic. Ou mesmo fazer do croata um meia mais organizador. Se há muitas incertezas neste negócio uma coisa é certa: o brasileiro tem saúde para correr, defender, atacar e infiltrar enquanto Messi pensa o jogo do novo Barcelona.


Neymar no PSG: a tática e os desafios da maior contratação da história
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André Rocha

Neymar não vale 222 milhões de euros. Ninguém vale, como bem disse Zinedine Zidane, que já foi a maior contratação da história. Tempos de um mercado menos insano. Mas o Barcelona estipulou este valor astronômico de multa rescisória para se proteger e o Paris Saint-Germain pagou para ver.

E quer ver um craque para mudar de patamar, dentro e fora do campo. Fazendo gols e vendendo imagem. Camisas, produtos. Tudo. Comprando a briga de transformar o time francês definitivamente numa potência europeia.

Para isso o clube já sinaliza que o time montado pelo espanhol Unai Emery jogará em função de seu astro maior. O novo camisa dez partindo do lado esquerdo, fazendo dupla com o jovem lateral espanhol Yuri Berchiche, contratado à Real Sociedad. Com liberdade, porém, para circular por todo o ataque. Servindo os companheiros, mas também finalizando. Sem o sacrifício de defender e ser mais assistente de Messi e Suárez.

Com o desenho tático podendo variar entre o 4-3-3, o 4-2-3-1 e até o 4-4-2. Opções não faltam, como Matuidi, Draxler, Di María e Lucas Moura para se juntar ao brasileiro e Edison Cavani, o artilheiro da equipe na última temporada com 49 gols em 50 jogos. Mas, se preciso, até o uruguaio pode ajudar na recomposição e dar liberdade a Neymar, que funciona até como um atacante mais móvel, solto na frente.

Sair um pouco do lado esquerdo pode torná-lo ainda mais imprevisível, sem o vício de cortar da esquerda para dentro com o pé direito. Algo que pode, inclusive, ser útil para fazer Tite pensar em alternativas e tornar a seleção brasileira menos presa ao 4-1-4-1 que vem funcionando nas Eliminatórias. Assim como fez no Real Madrid com Cristiano Ronaldo, Di María pode ser o meia que compõe o setor esquerdo e permite que o ponteiro seja ainda mais atacante e decisivo.

Uma das muitas possibilidades de Unai Emery na montagem do PSG com Neymar: 4-3-3 que pode variar para o 4-4-2 com Neymar se juntando a Cavani na frente e Di María repetindo o que fez com Cristiano Ronaldo no Real Madrid: compondo o lado esquerdo para deixar o brasileiro com liberdade total (Tactical Pad).

A equipe francesa pode alternar também os ritmos, cadenciando com Verratti ou acelerando com Neymar. Com tantos jogadores versáteis e de movimentação, é possível criar ações de ataque que surpreendam na inversão de lado e encontrem Daniel Alves com liberdade pela direita para buscar a linha de fundo ou mesmo finalizar. É outro trunfo de Emery, além da experiência e do currículo vitorioso do lateral brasileiro.

O primeiro desafio é recuperar a hegemonia na França, ainda que o campeão Monaco, pelo menos até agora, não tenha perdido Fabinho e Mbappé na carona das saídas de Bernardo e Mendy para o Manchester City, Bakayoko para o Chelsea. o treinador português Leonardo Jardim ainda ganhou o meia belga Tielemans e o zagueiro holandês Kongolo. Com lucro superior a 100 milhões de euros nas transferências, talvez não precise perder mais ninguém nesta janela.

De qualquer forma, Jardim não contará com um de seus maiores aliados na última temporada: o fator surpresa. Já entra na Ligue 1 como o time a ser batido. Também ganha concorrentes além do surpreendente Nice de Mario Balotelli, terceiro colocado na última edição. O Lille de Marcelo Bielsa pode incomodar, mesmo com a “loucura” do argentino exaurindo as forças físicas e mentais do elenco no final da temporada e jogando fora qualquer chance de disputar efetivamente o título.

Claudio Ranieri, veterano italiano que comandou o Leicester City no seu conto de fada inglês, chega ao Nantes. O Olympique de Marseille renovou com Rudi Garcia, o Saint-Etienne foi atrás do espanhol Oscar García, ex-Red Bull Salzburg, para tentar recuperar o protagonismo perdido na história como o mais vencedor do país. O Lyon negociou o artilheiro Lacazette ao Arsenal e contratou Bertrand Traoré ao Chelsea. Deve pleitear no máximo uma vaga na Liga Europa.

Equipes para tentar equilibrar no aspecto tático uma disputa que tende a ser novamente desigual a favor do PSG no talento. Mesmo que a prioridade seja a Liga dos Campeões. Ou obsessão. Para desbancar o domínio do Real Madrid de Zidane e Cristiano Ronaldo. Além do atual bicampeão, a Europa apresenta ainda Bayern de Munique e Barcelona, mesmo com o baque da perda de uma peça do seu tridente sul-americano espetacular e sem muita margem para gastar o muito que recebeu, à frente no protagonismo.

Antes desta trinca de campeões das últimas quatro temporadas, ainda há fortes concorrentes, como Juventus e Atlético de Madri, os vice-campeões. Além de Chelsea e o Manchester United que retornam à Champions e o promissor Manchester City de Pep Guardiola. Disputa dura que a presença de Neymar torna mais acessível, porém não menos cruel. Ainda mais num torneio eliminatório guiado por sorteio. O cruzamento prematuro com um favorito, uma noite ruim e o sonho pode ruir.

Neymar chega a Paris para se unir a Daniel Alves e tornar o ambiente mais positivo e confiante. Mudar de tamanho para não se apequenar como na traumática eliminação para o Barcelona. Arbitragem à parte, foi a noite em que o PSG viu o craque brasileiro suplantar Messi, o gênio de uma era, e construir o que parecia impossível.

O protagonista e candidato a Bola de Ouro, a maior contratação da história do esporte que eles querem escrevendo capítulos inéditos, os mais vencedores de um clube com menos de meio século que ousa desafiar com seus milhões de euros os gigantes do futebol mundial.