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Atlético Mineiro 2018 com pé fundo no acelerador
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André Rocha

A estreia dos titulares do Atlético Mineiro em 2018, na segunda rodada do Campeonato Mineiro, confirmou a impressão da montagem do elenco para a temporada. Aliás, desde a saída de Rafael Carioca para o Tigres do México, ainda em agosto. Com Robinho e Fred fora do elenco, além de Marcos Rocha, que foi para o Palmeiras.

O Galo de Oswaldo de Oliveira será aceleração pura. Seja pelas laterais com Samuel Xavier e Fabio Santos, pelo meio com Arouca e Elias. Principalmente com o trio Roger Guedes, Cazares e Otero atrás de Ricardo Oliveira no 4-2-3-1 habitual do treinador.

Até o novo camisa nove – mesmo com 37 anos, três a mais que o antecessor Fred – é mais rápido e chama lançamentos. Com os três velocistas trocando o posicionamento a todo o momento e Elias aparecendo na área adversária para marcar dois gols. O primeiro logo aos oito minutos, facilitando o jogo em transições rápidas. Mais um do estreante Roger Guedes. 3 a 0 em 18 minutos alucinantes.

Era até esperado que, principalmente na segunda etapa, o time diminuísse a intensidade. São apenas 17 dias de preparação, com Oswaldo comandando uma pré-temporada “à moda antiga”, com fortes treinos físicos e coletivos. Natural a queda. A boa atuação da dupla Leonardo Silva e Gabriel na zaga  garantiu a meta de Victor.

Mas a primeira impressão foi boa. A dúvida é quando precisar alternar ritmos e ter paciência para furar bloqueios mais sólidos e organizados. Porque esse novo Galo joga com o pé fundo no acelerador.


Pimpão, sacrificado e iluminado no Botafogo 100% no Engenhão
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André Rocha

Os confrontos eliminatórios para entrar na fase de grupos da Libertadores sacrificou o primeiro turno do Botafogo no Carioca e também queimou etapas de preparação da equipe, que precisava se apresentar competitiva logo no início da temporada.

Por isso também o técnico Jair Ventura não teve tanto tempo para testar, experimentar e ensaiar o encaixe da principal contratação que mexeria na estrutura tática: Montillo entrou centralizado atrás do atacante mais enfiado.

Camilo foi jogado para o lado do campo. Inicialmente mais recuado. Contra o Estudiantes na abertura do Grupo 1, pela direita e mais liberado. Porque o lado forte do time argentino era o direito, com as descidas de Facundo Sánchez apoiando Solari, o meia aberto no 4-4-2 armado por Nelson Vivas.

A dupla na ala, mais o grande destaque do time, o colombiano Otero. Circulando às costas dos volantes Aírton e Bruno Silva e aparecendo também no setor de Victor Luis. Para ajudar o lateral esquerdo, Jair posicionou Rodrigo Pimpão no setor. Com responsabilidade de defender, mas também acelerar, procurar a diagonal, se juntar a Roger.

O Bota controlou a posse com 62%, mas finalizou três vezes, duas no alvo. Um chute de Camilo no final da primeira etapa e o golaço de Roger, completando de voleio outro voleio de Bruno Silva. O Estudiantes concluiu o dobro, três na direção da meta de Gatito Fernandez. Jogo duríssimo.

Porque Montillo não justificou o sacrifício dos colegas para que ele tivesse liberdade. Criou pouco. O time argentino foi se instalando no campo do ataque e, numa falta boba de Marcelo Conceição, zagueiro novamente improvisado na lateral direita que acertou o cruzamento para o primeiro gol, a cobrança perfeita de Otero.

Até Jair perder a paciência com Montillo, que também cansou. Entrou Sassá. Inicialmente com Camilo mantendo o posicionamento aberto, depois centralizado. Com Pimpão voltando ainda mais para realizar o trabalho defensivo.

Mas sem deixar de aparecer na área do oponente, como foi decisivo contra Colo Colo e Olimpia. Foi às redes novamente. O terceiro dele no torneio. Incansável em todo o campo. Sacrificado e iluminado.

Símbolo da entrega e do espírito competitivo de um Botafogo com 100% de aproveitamento no Engenhão e que será duro em qualquer campo, num grupo que já se mostra equilibrado na primeira rodada.

(Estatísticas: Footstats)


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