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Barcelona, há vida sem Neymar. E Philippe Coutinho
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André Rocha

O Liverpool recusou a proposta do Barcelona que chegaria a 160 milhões de euros por Philippe Coutinho. O meia brasileiro era parte do plano do clube catalão para repor a saída de Neymar para o PSG. Ficou apenas com Ousmane Dembelé, contratado ao Borussia Dortmund.

Com Coutinho, Ernesto Valverde teria mais uma peça para agregar mais rapidez e intensidade ao estilo Barça, ideia que parece cada vez mais clara por conta dos jogadores que despertaram interesse e até pelo que vem apresentando neste início de temporada 2017/2018.

No Dortmund, Dembelé era o atacante a acelerar pelos flancos dentro da ideia de ataque posicional do treinador Thomas Tuchel. Exatamente o que quer Valverde. O francês não dribla nem é tão inventivo e artilheiro quanto Neymar, porém é mais vertical e capaz de mudar o ritmo das ações ofensivas.

Deve atuar pela esquerda no trio ofensivo, com Suárez e Messi alternando no centro e à direita. Mantendo também o trabalho defensivo, auxiliando Jordi Alba e formando uma linha de quatro ao se juntar aos três meio-campistas.

Um destes pode ser Paulinho, no vácuo das oscilações de Ivan Rakitic e do declínio físico de Andrés Iniesta. Para defender e, dentro da proposta de troca mais rápida de passes, infiltrar como elemento surpresa para finalizar. O entendimento com Messi pode ser bem interessante.

Assim como o movimento do argentino da direita para dentro abrindo o corredor para as ultrapassagens de Sergi Roberto, Aleix Vidal ou Nelson Semedo, lateral português contratado e ainda sem inspirar confiança. Mas potencialmente o melhor no apoio. Algo a ser trabalhado.

A combinação de características pode dar liga. Vigor físico para compensar o envelhecimento da base titular. Paulinho correndo por Busquets e Iniesta. Dembelé voando no entendimento com Messi e Suárez. Fatos novos para chacoalhar o que parece inerte.

É óbvio que coletivamente segue bem atrás do Real Madrid, como ficou claro nos duelos pela Supercopa da Espanha. Mas ao longo da temporada é possível se tornar mais competitivo e versátil. Principalmente se as baixas por lesões e suspensões não forem tão numerosas, já que o elenco segue curto e desigual.

Chances de título? No Espanhol, para recuperar a hegemonia terá que contar com uma queda de desempenho dos merengues, mas também uma hesitação do Atlético de Madrid de Diego Simeone.  Isso se não surgir uma surpresa como mais um obstáculo. Ou o Sevilla, agora com Eduardo Berizzo no lugar de Jorge Sampaoli no comando técnico, se colocar efetivamente como candidato a protagonista.

Na Liga dos Campeões vai depender dos cruzamentos no mata-mata, já que  não deve encontrar maiores problemas contra Sporting e Olympiacos e vai decidir a liderança do Grupo D com a Juventus. Tudo vai depender da evolução da equipe dentro da proposta de jogo que combina posse de bola e mais agressividade.

O Barcelona não carrega o favoritismo de outros tempos. Mas ainda há Messi. E vida sem Neymar. E Coutinho.


Philippe Coutinho para descomplicar o jogo e mexer com a cabeça de Tite
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André Rocha

O individualismo de Neymar travou a seleção brasileira por quase 60 minutos na Arena do Grêmio. Porque com Willian, e não Philippe Coutinho, o camisa dez jogou mais solto, com liberdade de movimentação e recuando para buscar a bola. Assumiu o papel de ponta articulador e não infiltrador.

Renato Augusto recuava para auxiliar a saída de bola e espetar Marcelo – como Toni Kroos faz no Real Madrid, sem nenhuma comparação entre os meio-campistas organizadores. Faltava, porém, rapidez na circulação da bola. Só Paulinho conseguiu a vitória pessoal e concluiu com perigo. Uma das quatro finalizações contra apenas uma dos equatorianos, três a zero no alvo. Em um universo de 75% de posse de bola. Pouco.

Também pela organização defensiva do Equador com duas linhas de quatro, Antonio Valencia e Fidel Martínez fechando os flancos e Fernando Gaibor tentando se aproximar de Enner Valencia, a referência de velocidade que fez Marquinhos e Miranda, depois Thiago Silva, trabalharem.

Neymar também atrapalhou prendendo a bola deixando o jogo mais tenso, violento. Sem fluência e com a conivência da arbitragem, que deixou de anotar faltas claras. Jogo duro.

Até Renato Augusto dar lugar a Coutinho e o Brasil se reorganizar num 4-2-3-1 tão esperado como alternativa. Móvel e fluido. Com toque mais fácil e veloz, até porque Neymar passou a trabalhar mais adiantado, longe da zona de criação. E também mais espaço depois de Paulinho abrir o placar completando escanteio e acalmando a Arena que pedia Luan.

Então veio o espetáculo com jogadas mais plásticas e o golaço de Coutinho após lindo chapéu de Gabriel Jesus. Mesmo sem ritmo do meia do Liverpool e o Barcelona na cabeça. Com 2 a 0, a brecha para testar Luan no lugar de Willian e agradar o torcedor do Grêmio. Neymar seguiu jogando sozinho e errando muito. Mas sem se omitir jamais. Como deve ser.

Nona vitória seguida em jogos oficiais, liderança garantida até o final das Eliminatórias. Mas o que valeu mesmo foi Coutinho descomplicar o jogo e mexer com a cabeça de Tite. A disputa pediu uma experiência e a resposta foi positiva. O 4-1-4-1 não pode ser um dogma.

(Estatísticas: Footstats)

 

 


No Barcelona, Paulinho vai correr e infiltrar para Messi pensar o jogo
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André Rocha

Foto: Getty Images

Sejamos francos: o Barcelona não competiu na última temporada. Só tornou a disputa no Espanhol minimamente equilibrada quando deixou a Liga dos Campeões. Reduziu a vantagem do Real Madrid para três pontos porque no confronto direto no Bernabéu o rival, com um homem a menos, resolveu se mandar para o ataque e deu espaços para Messi matar o clássico num contragolpe.

Na Liga dos Campeões seria eliminado nas oitavas de final pelo PSG não fossem a arbitragem catastrófica e a magia de Neymar nos minutos finais dos 6 a 1 ofuscando um revés fora por 4 a 0 que mascararam as deficiências da equipe. Algo que a Juventus na fase seguinte voltou a escancarar para o mundo com uma classificação relativamente tranquila, sem sofrer gols.

A rigor, o time catalão hoje simboliza um futebol bonito, cultuado no mundo todo e atração turística da cidade. Mas que nos grandes jogos, quando o adversário reduz os espaços, é um time sem grandes ideias, com um estilo já mapeado e bloqueado pelos rivais mais poderosos e que dependia fundamentalmente do talento de seu trio de atacantes sul-americanos.

MSN que perdeu o “N” e que busca no mercado com urgência um substituto – Dembelé do Borussia Dortmund e/ou Philippe Coutinho. Mas repor Neymar com um ponteiro ou meia rápido e habilidoso não basta. Porque Messi parece cada vez mais desconectado deste futebol atual de intensidade e ataque de espaços. Como um “último romântico”.

Repare no argentino em campo. Trota vagarosamente, às vezes caminha sem a bola. Quando esta chega a retém com sua técnica ímpar e define: toca ou parte, quase sempre da meia direita na direção da área adversária. Só acelera com a posse para buscar a jogada individual até a finalização ou servir um companheiro.

Mesmo com seu talento extraordinário na arte de concluir ou preparar que o premiou na temporada passada com a Chuteira de Ouro pelos 37 gols no Espanhol (54 no total) e mais 16 passes para gols, não tem bastado nas partidas decisivas. Porque já sabem qual o espaço a bloquear. Diante do muro, Messi tenta e bate na parede ou desiste e só toca de lado ou busca o passe em profundidade.

Na temporada 2016/2017 ele praticamente só teve a opção de Suárez neste tipo de jogada. Porque Neymar estava muito aberto pela esquerda para buscar a linha de fundo, Rakitic oscilou muito, Iniesta já está na reta final da carreira e André Gomes muito raramente se apresentou como uma alternativa segura.

É aí que entra Paulinho. Opção questionável por já estar com 29 anos, a mesma idade de Rakitic, vir da China e ter como única experiência na Europa um “flop” gigantesco no Tottenham. O valor de cerca de 40 milhões de euros na negociação, a quarta maior da história do Barça, também soa um exagero, mesmo que os 222 milhões de euros recebidos pela venda de Neymar inflacione naturalmente o mercado do clube.

Se o Barcelona queria o italiano Marco Verratti do PSG e perdeu Neymar, que antes de sair pediu a contratação do colega de seleção brasileira, qual a razão do interesse?

Exatamente porque Paulinho mostrou no Brasil de Tite que, num trio de meio-campistas como o Barça gosta de atuar, pode ser marcador e também ofensivo. O volante que ajudou Fernandinho, já com cartão amarelo, a parar Messi no Mineirão e o meia infiltrador que foi o primeiro a marcar três gols no Uruguai em Montevidéu.

Os 25 gols pelo Guangzhou Evergrande chamam mais atenção que as cinco assistências em 95 jogos. Apesar da filosofia de valorização da posse de bola, não foi o passe de Paulinho que atraiu a atenção de seu novo clube, mas a dinâmica.

Por isso a declaração do treinador Ernesto Valverde: “Não existe outro jogador como ele na equipe. Pode nos dar versatilidade”. Sinal de que o Barcelona quer seguir a onda do futebol mundial, liderada pelo Real Madrid, de ter jogadores capazes de alternar os ritmos e as propostas de jogo conforme a necessidade.

Diante de adversários bem compactos, Paulinho pode ser o meia a furar a defesa com vigor físico para receber o passe de Messi, que infiltra cada vez menos e quando o faz está bem vigiado por rivais concentrados em parar o camisa dez genial.

E como este participa cada vez menos na recomposição e até na pressão assim que a bola é perdida, há um jogador incansável para correr por quem precisar. Que ainda tem estatura para colaborar nas jogadas aéreas, na defesa e no ataque.

O Barcelona podia ter investido no marfinense Jean Seri, do Nice. O “Xavi africano” segundo o próprio meia catalão. Ou apostado em Carles Aleñá, joia de La Masia que tem a filosofia de jogo no sangue, como o titular para preservar Iniesta como fez com Xavi em sua última temporada no clube.

Preferiu pagar caro por Paulinho, que pode ser titular ou reposição de Rakitic. Ou mesmo fazer do croata um meia mais organizador. Se há muitas incertezas neste negócio uma coisa é certa: o brasileiro tem saúde para correr, defender, atacar e infiltrar enquanto Messi pensa o jogo do novo Barcelona.


Vasco é mais um que sofre para propor jogo. O espaço vale ouro!
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André Rocha

Mesmo em Volta Redonda, a torcida do Vasco compareceu empolgada com a recuperação da equipe utilizando os jovens das divisões de base. E Milton Mendes não decepcionou, escalando o quarteto ofensivo do 4-2-3-1 com Guilherme Costa, Mateus Vital e a badalada dupla de 17 anos: Paulinho e Paulo Vítor.

Só que a condição de favorito e a obrigação de atacar pelo mando de campo e a posição do Atlético Paranaense, lutando para sair da parte de baixo da tabela, criaram um cenário desfavorável, já uma marca deste Brasileiro: quem tem a bola e precisa propor o jogo, por necessidade ou pela cultura de fazer valer o mando de campo, se complica.

Fabiano Soares é um treinador reconhecido por sua capacidade de montar equipes que apostam em compactação defensiva. Mesmo sem encher o time de volantes. O 4-2-3-1 atleticano tinha o estreante Esteban Pavez à frente da retaguarda com Matheus Rosseto no centro, Pablo e Nikão nas pontas, Lucho González mais adiantado se aproximando de Ribamar. Nada defensivo pelas características dos atletas.

Formavam, porém, duas linhas de quatro bem próximas e mostrando coordenação nos setores. Ou seja, uma barreira. E aí pesou a falta de experiência e de um meia que pense mais para criar os espaços, ainda que Mateus Vital não seja tão vertical e rápido.

Na base brasileira ainda se valoriza muito o jogador que vai para cima, tem “alegria nas pernas”, os “ligeirinhos”. Mas estimula-se pouco o raciocínio e o senso coletivo para trabalhar e criar espaços. Não é problema apenas do Vasco, foi uma cultura criada para exportação que vai tentando ser transformada, mas ainda há muito a evoluir.

Na prática, o Vasco tentou criar espaços com toques curtos, aproximação e movimentação para acelerar no último terço. Mas, além da precipitação dos jovens na frente, a equipe de Milton Mendes se ressentia da ausência de um toque mais qualificado de trás. Desde a zaga com Rafael Marques e Jomar, passando pelos volantes Jean e Bruno Paulista.

O Atlético fazia o mesmo quando descia em bloco, com muita mobilidade. Mas foi mais perigoso e marcou o gol único da partida quando teve algo cada vez mais valioso futebol atual: espaço! Saída rápida de Pablo para Rossetto – meio-campista promissor, que defende e ataca com qualidade – e deste para Ribamar aproveitando falha de Henrique, que substituiu o lesionado Ramon ainda no primeiro tempo.

Com Thalles no lugar de Guilherme Costa, a referência para sair de cinco cruzamentos no primeiro tempo para 36 no segundo. Milton Mendes trocou Paulinho por Manga Escobar. Adiantou pouco, pois continuou só tendo velocidade batendo na parede.  Baixou a posse de 63% para 58%, subiu o número de finalizações para 16.  E tome bola na área!

Chance cristalina, porém, só no lance final, já nos acréscimos. Cruzamento de Manga que passou por Weverton e bateu na trave esquerda e, no rebote, Paulo Vitor disparou no travessão. Mais no desespero, no abafa final. Sem jogada trabalhada. Sem pensar, só correndo e lutando.

Assim só com espaços. Por isso ele vale ouro no Brasileirão. Estagnou o Vasco e aliviou o Atlético na tabela.

(Estatísticas: Footstats)


Garotada no ataque é a correção de rota do Vasco na temporada
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André Rocha

Antes do início do Brasileiro, as perspectivas do Vasco eram de segunda página da tabela, priorizando a manutenção na Série A. Já o dilema era como Milton Mendes poderia armar uma equipe intensa e jogando futebol atual com os veteranos Luis Fabiano e Nenê na frente.

Rapidamente o treinador percebeu que montar duas linhas de quatro e liberar as duas estrelas sobrecarregava os jogadores pelos lados, já que eles tinham que recompor e ainda aparecer na frente como referências de velocidade para receber os lançamentos. Sem contar a perda de vigor na pressão sobre os adversários na marcação adiantada.

Milton tentou deslocar Nenê pelo lado esquerdo para aproveitar a precisão do meia nos cruzamentos e não mexer em Mateus Vital na articulação central do 4-2-3-1. Não funcionou por sobrecarregar o lateral esquerdo Henrique. Ou seja, o problema apenas mudou de lugar.

O jeito era ser ofensivo em São Januário e buscar os pontos dentro de casa com linhas avançadas e aproveitando o melhor de suas “grifes”: a precisão de Nenê nos passes e nas bolas paradas e a presença de área e o poder de fogo de Luis Fabiano. Na intensidade da Série A parecia pouco.

E então Luis Fabiano se lesiona, Nenê resolve sair do clube e Milton recorre aos jovens da revigorada base cruzmaltina que já oxigenou os cofres do clube com a saída do talentoso Douglas para o Manchester City – negociação inevitável pelo potencial e visibilidade do meio-campista que joga de área a área.

Nos 2 a 1 sobre o Atlético Mineiro no Independência, Paulo Vítor e Paulinho, ambos com 17 anos, começaram jogando, Guilherme Costa, 23, entrou na vaga de Escudero na segunda etapa. Sem contar a sequência de Bruno Paulista, que não veio da base mas tem 21 anos e não permitiu que o rendimento do meio-campo tivesse uma queda brusca com a saída de Douglas. Nos gols vascaínos, o que faltava antes e agora sobra: rapidez e mobilidade.

Paulo Vítor, jogando mais adiantado, dispara, atrai a marcação da defesa adversária e deixa o caminho livre para Paulinho infiltrar em diagonal a partir da esquerda. No primeiro, passe de Escudero e toque sutil tirando do goleiro Giovanni. No segundo, contragolpe letal com assistência de Guilherme e golaço do camisa sete com a bola no ângulo.

A juventude no setor ofensivo é a correção de rota que o Vasco necessitava, ainda mais sem São Januário para explorar o mando de campo. Com mais viagens, mesmo que a Volta Redonda ainda no Rio de Janeiro, a equipe vai necessitar de mais fôlego e resistência.

Com jovens afirmados, mesmo com o retorno de Luis Fabiano ao centro do ataque, é possível sonhar com G-6, até pela “vantagem” de não ter nenhuma competição paralela a disputar. Ainda que, por ora, a meta inicial de seguir na primeira divisão logo depois do acesso seja mais realista e tire a pressão da garotada que só precisa de estímulo e minutos em campo.


A Ásia (e o Brasil) na rota de River Plate e Barcelona no Mundial
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André Rocha

Os favoritos Mazembe e América do México sucumbiram no Mundial Interclubes FIFA. O River Plate vai encarar o campeão japonês em Osaka pela semifinal. Porque o Sanfrecce Hiroshima enfiou três flechas mortais no campeão africano.

A equipe do técnico Hajime Moriyasu atua no 5-4-1 com bom posicionamento defensivo e trabalho coletivo coordenado. Ataca pela direita com o ala croata Mikic aproveitando o corredor deixado pelo brasileiro Douglas, que infiltra em diagonal para se juntar a Hisato, o único atacante.

Flagrante do Sanfrecce Hiroshima no 5-4-1 compacto e estreito que é forte pela direita com Kimic e Douglas (reprodução Fox Sports).

Flagrante do Sanfrecce Hiroshima no 5-4-1 compacto e estreito sem a bola que é forte na bola parada e pela direita com Kimic e Douglas (reprodução Fox Sports).

Eficiência mesmo só na bola parada. Na primeira etapa de apenas 48% de posse e quatro finalizações contra dez do Mazembe. Uma no alvo, a do zagueiro Shiotani. Outra no início da segunda etapa, de Chiba. Dois zagueiros, nos dois escanteios para a equipe até então.

Aos africanos, faltaram objetividade, movimentação e um pouco de respeito aos orientais. Quase num 4-2-4, o ‘”Todo Poderoso” ficou longe de repetir o feito de 2010. Jogou como se tivesse a convicção de que venceria a qualquer momento, inclusive deixando o veterano e folclórico goleiro Kidiaba no banco.

Muito individualismo, também desatenção na retaguarda. No terceiro do Hiroshima, troca de passes, mais uma descida de Kimic e gol de Asano, que entrara na vaga de Hisato. Belo gol.

Mazembe praticamente num 4-2-4 cedeu muitos espaços e falhou nas bolas paradas contra o bem coordenado campeão japonês (Tactical Pad).

Mazembe praticamente num 4-2-4 cedeu muitos espaços e falhou nas bolas paradas contra o bem coordenado campeão japonês (Tactical Pad).

Um risco para o campeão da Libertadores que busca o título inédito no atual formato do Mundial Interclubes. A equipe de Marcelo Gallardo sofre com a oscilação natural depois das conquistas continentais seguidas, incluindo a Sul-Americana de 2014. Da base vencedora perdeu Téo Gutierrez, Funes Mori e Cavenaghi.

O uruguaio Carlos Sánchez é o destaque, mesmo já negociado com o Monterrey. A queda de rendimento da equipe foi brusca. Eliminado nas semifinais da Sul-Americana para o Huracán e apenas a nona colocação no Argentino, com duas vitórias nas últimas dez partidas – seis derrotas. A semifinal requer atenção.

Também do Barcelona, apesar do favoritismo absoluto. Três empates seguidos contra Valencia, Bayer Leverkusen e La Coruña, a dúvida no aproveitamento de Neymar.

Uma esperança para o Guangzhou Evergrande, de Felipão, Paulinho, Ricardo Goulart, Robinho e Elkeson. Campeão asiático, invicto há 29 partidas oficiais, 25 com o técnico brasileiro. Virada na fibra sobre o campeão da Concacaf com assistência e gol de Paulinho, este no último lance que lembrou o marcado pelo Corinthians sobre o Vasco na semifinal da Libertadores de 2012.

Mas time espaçado, no 4-2-3-1. O volante Zheng tem bom passe e liderança como capitão, porém afunda muito com a última linha de defesa. Já Paulinho avança para se juntar ao quarteto ofensivo com os três brasileiros, mais Huang, que se sacrifica voltando para dar liberdade aos companheiros mais talentosos.

Time de Felipão avança Paulinho para se juntar ao quarteto ofensivo que não contou com um Robinho aceso. Guangzhou deixou muitos espaços entre as intermediárias (reprodução Fox Sports).

Time de Felipão avança Paulinho para se juntar ao quarteto ofensivo que não contou com um Robinho aceso. Guangzhou deixou muitos espaços entre as intermediárias (reprodução Fox Sports).

O América abriu o placar com Peralta, mas não aproveitou tanto os espaços entre as intermediárias. O time chinês não deve repetir contra o Barcelona, que na posse de bola empurra naturalmente o adversário para o próprio campo.

Convém plantar mais Paulinho e definir um dos brasileiros para defender os lados com Huang numa segunda linha de quatro compacta e estreita. Ou sacar Robinho e manter Long Zheng, o autor do gol de empate que fez o lado esquerdo com mais disciplina.

Nada que aumente as chances de surpresa na semifinal de quinta. Se Neymar pode fazer falta ao time catalão, ver Messi recuperando ritmo e a média de um gol por jogo é mais que um alento. Deve garantir a terceira final mundial do argentino, a quarta do Barcelona.

Para Scolari, não levar mais sete gols em um torneio FIFA já será lucro. Se conseguir o milagre apaga a mancha do Mineirão do currículo. Improvável.

Guangzhou no 4-2-3-1 que sacrifica Huang para liberar os três brasileiros e mais Paulinho; América do México foi superior em boa parte do jogo, mas faltaram gás e atenção no final (Tactical Pad).

Guangzhou no 4-2-3-1 que sacrifica Huang para liberar os três brasileiros e mais Paulinho; América do México foi superior em boa parte do jogo, mas faltaram gás e atenção no final (Tactical Pad).


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