Blog do André Rocha

Arquivo : premierleague

Futebol inglês: ou muda calendário e tradições, ou vira piada na Europa
Comentários Comente

André Rocha

Entre os oito classificados para as quartas-de-final da Liga dos Campeões, apenas um representado a Inglaterra: o Leicester City, atual campeão. Clube que teve como trunfo na temporada anterior estar totalmente focado na Premier League.

Agora, acusado de economizar suor na competição nacional por conta dos problemas de relacionamento com o ex-treinador, Claudio Ranieri, teve gás sobrando para a disputa do torneio continental e despachou o Sevilla no King Power Stadium.

O Chelsea, líder e virtual campeão inglês desta temporada, também leva vantagem na disputa da liga por não dividir atenções com nenhuma competição europeia. Segue vivo na Copa da Inglaterra depois de eliminar o Manchester United.

Time de José Mourinho que não deve ter reclamado muito. Campeão da Copa da Liga e o único do país ainda envolvido com a Liga Europa, luta para alcançar a zona de classificação para a próxima Champions League.

O campeonato inglês da primeira divisão é considerado o mais importante do planeta. Pelo equilíbrio de forças que passa fundamentalmente por uma divisão da receita mais justa e um aumento substancial das cotas de TV. Disputado em intensidade altíssima, num jogo físico que dura os noventa minutos e atrai os olhos do mundo pela imprevisibilidade.

O grande gargalo, porém, é o calendário, ainda fincado em tradições que fogem do contexto atual. Enquanto o mundo pára no final do ano, a bola rola no Boxing Day e em jogos encavalados. Tudo isso com o intuito de atrair os olhos do mundo, mas também garantir datas para as duas copas nacionais, enquanto a grande maioria dos países disputa uma só.

E ainda preservam o “replay”, jogo extra disputado em caso de empate na Copa da Inglaterra. O Manchester City perdeu tempo de preparação para a sequência da Premier League e da Liga dos Campeões para enfrentar o Huddersfield Town, da segunda divisão, pelas oitavas de final. Ao menos para esta temporada acabaram com os jogos extras nas quartas de final.

Mas é preciso rever ainda mais o calendário. Porque mais tradicional que as copas e os jogos na virada do ano é ver os times ingleses fortes na Liga dos Campeões. De 12 títulos, mas o último em 2012 com o Chelsea. Conquista improvável e baseada exatamente na prioridade dada ao torneio.

Desde 2008/09, quando colocou United, Chelsea e Arsenal nas semifinais, mas o título ficou com o Barcelona, só conseguiu emplacar um time entre os quatro primeiros: título com os Blues, vice dos Red Devils em 2011, o Chelsea de Mourinho entre os quatro em 2014 e o Manchester City na semifinal inédita na última edição contra o Real Madrid.

Para piorar, o Arsenal de Arsene Wenger leva um 10 a 2 no agregado do Bayern de Munique e é eliminado nas oitavas de final pela sétima vez consecutiva. Mesmo com alguns erros gritantes da arbitragem em Londres, não deixa de ser um vexame.

É muito pouco. Suscita dúvidas da real força da Premier League ver os espanhois dominando o continente há três temporadas com Barcelona, Real Madrid e Atlético de Madrid, mais o Sevilla tricampeão da Liga Europa. A Alemanha colocando Bayern de Munique e Borussia Dortmund novamente entre os oitos melhores.

E a Inglaterra apenas com o Leicester City, maior azarão do sorteio das quartas. Inusitado, mas tragicômico. O perigo é o futebol jogado no país virar piada na Europa.


Como Guardiola pode aproveitar Gabriel Jesus no Manchester City
Comentários Comente

André Rocha

Gabriel Jesus City apresentacao

Gabriel Jesus estreou no time profissional do Palmeiras com 17 anos. Como grande promessa e esperança. Era um jogo do Paulista de 2015, 1 a 0 no Bragantino em uma noite de sábado, a sexta vitória seguida da equipe de Oswaldo de Oliveira. Mas a torcida exigiu a presença da joia da base, o treinador atendeu e o garoto respondeu com personalidade.

Na seleção olímpica encarou a cobrança de uma torcida carente pós 7 a 1 e tratando como obrigação a medalha de ouro em casa. Sofreu no início complicado, mas encarou e terminou como um dos destaques, marcando três gols. Missão cumprida com o título.

Caminho aberto para se afirmar na seleção principal. Estreia no primeiro jogo sob o comando de Tite. Camisa nove diante do Equador em Quito com o país cinco vezes campeão mundial na sexta colocação das eliminatórias. Uma tremenda fria que Jesus aqueceu com dois gols e bela atuação nos 3 a 0.

Agora o garoto que chega a Manchester como um talento a ser lapidado com calma por Pep Guardiola está pronto para estrear no City, logo no momento mais complicado na temporada. Tratado como solução aos 19 anos. Exatamente no confronto com a equipe que começou a situar o técnico catalão na Inglaterra: o ótimo Tottenham de Mauricio Pochettino, que encerrou a sequência de seis vitórias dos citizens no início da Premier League e está na vice-liderança.

É bem provável que Gabriel Jesus não inicie a partida no Etihad Stadium. Mas se o treinador precisar do brasileiro tem várias opções de posicionamento para o atacante.

A começar pela mais básica: no centro do ataque, como alternativa a Kun Aguero, que sofre com as oscilações da equipe. Jesus pode acrescentar mobilidade e visão de jogo. O passe para Neymar marcar o segundo gol brasileiro sobre a Argentina nos 3 a 0 do Mineirão é ótimo exemplo. O entendimento com Kevin De Bruyne, David Silva e ponteiros como Sterling, Sané e Nolito pode ser rápido.

É possível também fazer dupla com Aguero, circulando entre a defesa e o meio-campo, trocando com o argentino para confundir a retaguarda adversária. Mas Guardiola teria que abrir mão dos ponteiros para alargar o campo e usar De Bruyne e Silva como meias abertos e articuladores num 4-4-2.

A hipótese mais provável, ao menos para este início, é Jesus na ponta esquerda, como na Olimpíada, infiltrando em diagonal. O brasileiro também atuou assim com Marcelo Oliveira, antes da chegada de Cuca. Só necessitaria de uma adaptação às ideias de Guardiola para os pontas, inclusive na pressão no campo de ataque e na recomposição.

Difícil é entender por que Guardiola, sem Fernando, Fernandinho e Gundogan, não resgata a ideia do início da liga com Bruyne e Silva como meio-campistas de área a área. Marcando e jogando. Para acionar o ataque, inclusive Jesus.

Tudo questão de tempo, paciência e trabalho com um técnico que tem muito a acrescentar ao enorme potencial do jovem avante. A camisa 33 pode começar a fazer história em Manchester já neste sábado.

Pep Guardiola pode utilizar Gabriel Jesus atuando pela esquerda , como no Palmeiras antes de Cuca e na seleção olímpica. Infiltrando em diagonal e voltando para fechar espaços na recomposição (Tactical Pad).

Pep Guardiola pode utilizar Gabriel Jesus atuando pela esquerda , como no Palmeiras antes de Cuca e na seleção olímpica. Infiltrando em diagonal e voltando para fechar espaços na recomposição (Tactical Pad).

 


Ritmo da Premier League é o maior inimigo de Guardiola na Inglaterra
Comentários Comente

André Rocha

Guardiola_City_crise

No eterno Fla-Flu do “Guardiolismo”, os detratores dirão que acabou a moleza, o campeonato inglês é mais equilibrado, tem melhores times e Barcelona e Bayern sobravam porque jogavam contra equipes bem mais fracas. E talvez tenham alguma razão.

Já os fãs incondicionais do técnico catalão defenderão alegando que a culpa é do pouco tempo de trabalho para implementar sua filosofia e dos erros individuais dos jogadores do Manchester City, que não estão no mesmo nível de excelência dos atletas que o técnico comandou anteriormente. Não estão errados.

Difícil encontrar apenas uma razão para justificar o mau momento do City de Guardiola na Inglaterra depois do ótimo início, de seis vitórias seguidas e a liderança da liga. Mas ao cruzar a visão de futebol do treinador e o que se vê nos campos da Inglaterra é possível afirmar que o maior inimigo até aqui é o ritmo da Premier League.

É algo difícil de quantificar mas que salta aos olhos. O jogo na Inglaterra tem técnica e variações táticas, mas não permite tanta fluidez. É naturalmente caótico. As transições são muito rápidas, saindo das zonas de perigo no próprio campo. Induz as disputas físicas. A pressão no homem da bola é constante. Há mais choques e a arbitragem não marca falta em qualquer contato.

Guardiola constroi seu jogo posicional com passes desde a defesa, com calma, até se instalar no campo de ataque com praticamente todos os jogadores. Na perda da bola, pressão imediata para retomar a posse em não mais que dez segundos.

Como fazer isso se o fluxo é quebrado na pressão, no choque ou na bola longa mais bem planejada e executada, focada no rebote? A saída de bola fica “suja”, os setores não se aproximam. Ou seja, é praticamente impossível ditar este ritmo. A essência do plano de Guardiola.

No Barça era Xavi quem controlava o tempo do jogo. As sístoles e diástoles do coração da equipe. No Bayern era Lahm. Primeiro no meio, depois como um lateral que jogava por dentro, participando na articulação. No City, Guardiola tentou com Fernandinho, Gundogan, David Silva, Yaya Touré. Sem sucesso, porém. E a questão não é a qualidade individual dos meio-campistas.

Simplesmente não há controle. No início, o time azul de Manchester surpreendeu com as novas ideias e pelo ritmo intenso que impôs, até pela necessidade de uma resposta rápida nos playoffs da Liga dos Campeões contra o Steaua Bucareste. Depois o time passou a ser estudado e o ritmo alucinante da Premier League acompanhou a intensidade do City.

Guardiola vai tentando se adaptar. Primeiro buscando criar superioridade numérica no meio com três zagueiros e Fernandinho e Gundogan qualificando o início da construção das jogadas. Na virada sobre o Barcelona pela Champions, a pressão absurda no campo de ataque e o contragolpe letal.

Nas derrotas para Chelsea, Leicester e agora Everton, os erros técnicos prejudicaram. Especialmente no passe que vira assistência ou na finalização. Mas a saída de bola continua sendo a questão mais complexa. Guardiola tenta acelerar, fazer a bola chegar mais rapidamente no campo de ataque para então fazer o jogo posicional.

Mas para isso é preciso espaçar mais os setores. Os laterais e os meio-campistas se adiantam para tornar o processo menos suscetível a erros. Só que deixam os zagueiros desprotegidos. Um equívoco e a retaguarda está exposta.

Qual a saída? Voltar à essência de suas ideias ou ceder totalmente e virar um técnico comum dentro do contexto da Premier League? Afinal, para que Guardiola foi contratado? Impor estilo ou aceitar a impotência diante do ritmo do jogo na Inglaterra?

Antonio Conte começou mantendo o padrão do Chelsea e fez sua equipe voar até a liderança colocando suas ideias. Só que a filosofia do treinador italiano é mais simples e flexível. Gosta de bolas longas, disputas físicas e na velocidade em todos os pedaços do campo. A solidez da linha de cinco atrás é uma diferença a favor.

O catalão está emparedado. Para piorar, a pressão e a visibilidade sobre o técnico mais estudado do planeta em um clube sem a história gloriosa de Barcelona e Bayern. Com mais equilíbrio, menos craques. Pouco tempo de trabalho. Fãs e detratores não deixam de ter razão.

Difícil é encontrar uma saída para Pep Guardiola voltar a acertar.

 

 

 


David Luiz não é líbero, nem sobra no Chelsea e pode voltar à seleção
Comentários Comente

André Rocha

David Luiz Chelsea

Bastou o técnico Antonio Conte utilizar o esquema com três defensores e encaixar David Luiz na zaga do Chelsea para começar a surgir aqui e ali a tese de que o brasileiro está rendendo porque atua protegido como líbero ou zagueiro de sobra.

Nem uma coisa, nem outra. Os Blues se defendem no 5-4-1, com a linha de cinco atrás formada por Moses, Azpilicueta, David Luiz, Cahill e Alonso. Marcam por zona, posicionados. Não é raro observar a equipe ser atacada pelo seu lado esquerdo e Alonso sair no combate, Cahill ficar na cobertura, Azpilicueta e David Luiz guardarem a área e Moses, o ala/ponta aparecer como lateral na diagonal de cobertura. Ou seja, a sobra naquela ação defensiva. O último homem a bloquear o ataque adversário.

De fato, David Luiz vem atuando mais protegido. Inclusive por ele mesmo, sem as saídas tresloucadas da defesa e um sistema de cobertura, tanto para armar o jogo quanto caçar os atacantes na intermediária. Conte usa a rapidez do zagueiro nas recuperações e coberturas e aproveita seu passe longo para acionar os atacantes de forma mais direta e prática.

Mas não é líbero. Para entender melhor é preciso resgatar os conceitos e a história desta função.

O primeiro time que se tem notícia de usar um jogador atrás da linha defensiva foi a Suíça do austríaco Karl Rappan na Copa de 1938, que eliminou a Alemanha de Hitler com seu “ferrolho”, espécie de 5-4-1. A estratégia, junto aos aspectos táticos do “Metodo” de Vittorio Pozzo nos títulos mundiais italianos de 1934 e 1938, formou a base do “Catenaccio” que Nereo Rocco implantou na Triestina, depois Milan nos anos 1940, e Helenio Herrera consagrou na Internazionale bicampeã europeia nos anos 1960.

O raciocínio era simples: em tempos de marcação individual e WM (3-2-2-3), três defensores cuidavam do trio de ataque. Pela direita, o “terzino destro” cuidava do ponta-esquerda, no centro o “stopper” marcava o centroavante e o “terzino sinistro” pegava o ponta-direita. Ou seja, uma vitória pessoal do atacante e só sobrava o goleiro.

O “libero” jogava na sobra da retaguarda. Mas com uma função primordial: aproveitar essa liberdade na construção do jogo. Se cada um pegasse o seu, quem marcaria esse jogador de trás? Era a chance de quebrar o sistema defensivo do adversário.

Apesar da origem italiana e a excelência de nomes como Giovani Trapattoni, Ivano Blason, Armando Picchi, Gaetano Scirea e Franco Baresi, ninguém exerceu melhor a função que um alemão: Franz Beckenbauer. Saiu do meio para estar em todo o campo, na seleção e no Bayern de Munique. Mas inspirado em um outro jogador da Azzurra: Giacinto Facchetti, lateral esquerdo da Internazionale e vice-campeão mundial em 1970.

“Ele marcava bem e atacava ainda melhor quando se projetava à frente, pela lateral. Pensei, então, que atuando atrás dos zagueiros, saindo para o jogo, eu teria a vantagem de atacar pelos dois lados”, lembra o Kaiser (trecho do livro “As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos”, de Mauro Beting).

David Luiz também não é zagueiro de sobra. Função que se confunde com o líbero no Brasil, especialmente depois da criação do sistema com três zagueiros nos anos 1980. Tempos também de marcação individual. Já que quase todos atuavam com dois atacantes, cada um era vigiado por um defensor e outro sobrava.

Brown na Argentina de Bilardo jogava atrás de Cuciuffo e Ruggeri, só aparecia no ataque em bolas paradas – como no gol da final da Copa de 1986 sobre a Alemanha. Já Morten Olsen na Dinamarca de Sepp Piontek, era o primeiro articulador, iniciando a saída de bola e aparecendo na frente.

Na seleção brasileira da Copa de 1990, com Sebastião Lazaroni, Mauro Galvão era chamado de líbero e, no ano anterior, chegou a ser comparado a Baresi pelas ótimas atuações com a camisa canarinho. Mas atuava na sobra.

“Era uma função diferente. Eu e os outros dois zagueiros tínhamos que cobrir os laterais, então eu não saía muito, ficava mais fixo”, explica o ex-defensor e agora técnico.

Valdir Espinosa, treinador de Galvão no Botafogo, lembra que no time campeão carioca de 1989, depois de 21 anos de jejum, o zagueiro cumpria mais a função de líbero: “No Botafogo ele armava o time de trás e tinha a cobertura do volante Carlos Alberto Santos. Eu repeti naquela equipe o que fiz no Grêmio campeão da Libertadores e Mundial em 1983: Hugo De Leon subia e o volante China ficava. Isso, sim, é ser líbero”.

Outros brasileiros atuaram desta forma, como Marinho Peres, no Barcelona de Rinus Michels e no Internacional de Rubens Minelli nos anos 1970, e Luis Pereira no Palmeiras no mesmo período e no início dos anos 1980. Todos inspirados em Beckenbauer. Marcando e armando o jogo.

David Luiz até cumpre as duas funções, mas em outro sistema, outra dinâmica. Atuando com mesma seriedade e simplicidade, pode voltar à seleção brasileira. Como opção, claro. Se até Thiago Silva precisa esperar sua vez por conta do ótimo momento de Marquinhos e Miranda sob o comando de Tite, imagine quem tem no currículo atuações pluripatéticas, como nos 7 a 1, tentando bancar o heroi, e no empate contra o Uruguai pelas eliminatórias, sofrendo como quase sempre contra Luis Suárez.

No 4-1-4-1 bem executado e com Casemiro na proteção, David Luiz pode simplesmente ser um defensor. Que cresce quando não se arrisca. Como no Chelsea das 12 vitórias seguidas e apenas dois gols sofridos nesta sequência de triunfos. Como sempre deveria ter sido.


Não deu pro Leicester! Arsenal vira e faz valer a história e o equilíbrio
Comentários Comente

André Rocha

O Leicester City não vencia o Arsenal desde 1994. Em Londres, o último triunfo foi em 1973. No turno, 5 a 2 para os Gunners. Junto com o Liverpool, os únicos a vencer o “líder-zebra” que teria que lutar contra a história e o melhor dos grandes na temporada.

Fez o que pôde até a expulsão do lateral Simpson. No primeiro tempo, mostrou a sua essência: duas linhas de quatro compactas, Okazaki e Vardy colaborando na marcação e o impressionante Kanté onipresente no meio-campo. Apenas duas faltas cometidas e nenhuma finalização na direção da meta de Schmeichel, fruto do posicionamento defensivo quase perfeito.

Bola roubada, saída rápida também em bloco. A equipe de Cláudio Ranieri fez Petr Cech trabalhar em cabeçada de Vardy e chute de Kanté. Finalizou cinco vezes contra quatro do Arsenal que teve 67% de posse. Na última, o pênalti discutível sofrido e convertido por Vardy – o 19º gol do artilheiro da Premier League.

Primeira etapa com Leicester compacto e eficiente na execução do plano de jogo de Ranieri; Arsenal teve a bola, mas criou pouco e não finalizou na direção da meta de Schmeichel (Tactical Pad).

Primeira etapa com Leicester compacto e eficiente na execução do plano de jogo de Ranieri; Arsenal teve a bola, mas criou pouco e não finalizou na direção da meta de Schmeichel (Tactical Pad).

E Mahrez? O franco-argelino foi marcado como o melhor jogador do campeonato e rendeu pouco. Só apareceu ao tentar cavar um pênalti. Pior: muitas vezes vacilava na recomposição deixava Simpson no mano a mano contra Monreal e Alexis Sánchez.

O árbitro Martin Atkinson, pressionado pelos jogadores do Arsenal também pelo toque no braço de Kanté dentro da área do Leicester na etapa inicial, forçou a barra na expulsão. Não era falta para o segundo amarelo.

Ranieri fez o óbvio: duas linhas de quatro e Vardy solitário na frente. É possível questionar a ordem nas substituições de Okazaki e Mahrez, mas os dois teriam mesmo que sair, até pela exaustão do japonês. Depois Albrighton também sentiu o desgaste. Wasilewski, King e Gray não mantiveram o nível dos titulares.

Impossível resistir ao Arsenal intenso e com ímpeto inesgotável para fazer valer em casa o peso da camisa e da história. Depois de trocar Koscienly por Chambers na volta do intervalo para evitar expulsão do titular no duelo com Vardy, Arsene Wenger aumentou a presença física na área do oponente com Walcott e Welbeck nas vagas de Coquelin e Chamberlain.

Leicester não resistiu com um homem a menos e Walcott e Welbeck a mais no ataque do Arsenal. Abafa e virada (Tactical Pad).

Leicester não resistiu com um homem a menos e Walcott e Welbeck a mais no ataque do Arsenal. Abafa e virada (Tactical Pad).

Cirúrgico. Abafa, 73% de posse, 23 finalizações – cinco no alvo. Gols dos substitutos em jogadas aéreas. A virada com Welbeck no último lance. Festa de final no estádio. Uma prova do respeito ao ainda líder Leicester, agora só dois pontos à frente.

Mais ainda, de fé no Arsenal que soube se comportar como grande e candidato ao título da liga que segue com o equilíbrio como tônica. Deve durar até o ato final.


< Anterior | Voltar à página inicial | Próximo>