Blog do André Rocha

Arquivo : Santos

Santos de Jair Ventura é o time mais previsível do Brasil
Comentários Comente

André Rocha

O Santos está nas quartas de final da Copa do Brasil e terminou com líder do Grupo 6 da Libertadores. Começou mal o Brasileiro, mas em seis rodadas e com uma parada para a Copa do Mundo pela frente o impacto é menor. O clube, porém, vive uma crise. Quase existencial.

Jair Ventura fala em “cobrança por show”, Gabigol critica vaias da torcida. Mas o fato é que a desconfiança que existia em relação à capacidade do treinador fazer sua equipe jogar com posse de bola no campo de ataque quando necessário, mesmo com elenco mais qualificado em relação ao Botafogo, se transformou num fato. Inquestionável.

Muito simples jogar tudo na conta da ausência de um “camisa dez” para justificar a criatividade quase nula e dependência de espaços e falhas do adversário para chegar na frente em condições de finalizar. Mas o que falta ao time, de fato, é o chamado jogo entre linhas.

Eduardo Sasha e Gabigol, mais que o garoto Rodrygo, tentam compensar voltando pelo centro para ajudar Vitor Bueno ou Jean Mota na articulação. Mas há pouca mobilidade e fluência entre a defesa e o meio-campo adversários. Sem triangulações, busca do homem livre. O time roda a bola, que chega nos laterais Daniel Guedes ou Victor Ferraz e Dodô e sai o cruzamento. Ou a tentativa de um lançamento às costas da defesa para um dos três atacantes. Ou tentar na bola parada. Sem espaços o time toca, gira e até finaliza, mas não consegue criar a chance cristalina, que facilita a conclusão.

Com isso temos o time mais previsível do Brasil entre os grandes clubes. Não é ser “retranqueiro”, mas sim sofrer para jogar como protagonista. Algo obrigatório na maioria dos jogos pela camisa santista, a condição de grande. O “DNA” vem na carona, na cultura do clube e na preferência do torcedor. A questão está longe de ser estética. O desempenho simplesmente não satisfaz, apesar dos resultados nos torneios de mata-mata que vão dando sobrevida ao treinador.

Jair sempre cita Diego Simeone como sua referência. O treinador argentino também conviveu com problemas para fazer seu Atlético de Madri criar espaços. Resolveu com mudança no perfil de contratações e de captação nas divisões de base, mas também na dinâmica da equipe. Hoje Griezmann é um dos “reis” do jogo entrelinhas na Europa, circulando fácil às costas do meio-campo do oponente. Questão de tempo, aprendizado, evolução.

É óbvio que a volta de Bruno Henrique e a contratação de um meia criativo podem dar um encaixe melhor à equipe e Jair Ventura, um jovem treinador em ascensão, pode evoluir e encontrar soluções criativas tornar a posse de bola da equipe mais objetiva. Mas o rendimento ofensivo até aqui beira a indigência.

Em um grupo que se mostrou acessível, apesar de clubes tradicionais como Estudiantes e Nacional, marcar apenas seis gols no mesmo número de partidas chega a ser ridículo. Nenhum no fraquíssimo Real Garcilaso. Apenas um ponto conquistado contra o time peruano. Justamente pela dificuldade por conta da obrigação de atacar. Sintomático.

Nas estatísticas do torneio continental é apenas o 18º que mais finaliza. Os melhores números estão nos passes certos: 92,2%  de efetividade, o sexto melhor. Muito por conta dos toques laterais, simples. Que são importantes, mas apenas como uma circulação de bola em busca do essencial: a infiltração. De preferência no funil, na zona mais perigosa – pode dentro ou nas penetrações em diagonal. Raridade no alvinegro praiano.

Uma das camisas que mais “fedem” a gol no planeta vive um período de ocaso. O primeiro passo para a mudança é admitir o problema, ainda que só internamente. A carência é de ideias, mais que de peças. O Santos precisa voltar a se reconhecer em campo.

(Estatísticas: Footstats)


É o melhor Grêmio que vi jogar, mesmo que não se torne o maior da história
Comentários Comente

André Rocha

Renato Gaúcho costuma dizer que o Grêmio em que jogou nos anos 1980 era melhor que o atual porque na época havia mais craques. Opinião que merece respeito. Afinal, ele atuou em um e dirige o outro. Mas este que escreve viu, inclusive em estádio, jogar a equipe campeã da Libertadores em 1983, finalista do torneio continental do ano seguinte e do Brasileiro em 1982.

Podia ser competitiva, guerreira, eficiente. Mas na bola jogada a equipe atual sobra. Inclusive em comparação com outras, com a também campeã da América em 1995. Começando pelo meio-campo, com Maicon, Arthur e Luan. Jogadores muito melhores que China, Bonamigo, Osvaldo, Vilson Tadei, Tita…Também Dinho, Emerson, Arilson, Luis Carlos Goiano, Carlos Miguel…

É bonito ver o atual campeão sul-americano jogar. E que bom quando Renato Gaúcho coloca os titulares também no Brasileiro. Infelicidade do Santos, que saiu da Arena em Porto Alegre com um 5 a 1, fora o baile.

Não que a equipe de Jair Ventura tenha se entregado desde o início. Procurou fechar bem os espaços, com duas linhas de quatro compactas e deixando Gabigol e a joia Rodrygo mais adiantados. Conseguiu relativamente bem, apesar da dificuldade para sair jogando diante da pressão do time da casa.

Até Maicon colocar no ângulo de Vanderlei em chute de fora da área, mais um recurso de uma equipe cada vez mais completa. Infelicidade no gol de Jean Motta logo na sequência, em chute que desviou em Kannemann. Mas tranquilidade e confiança para seguir jogando e construir a goleada na segunda etapa.

Everton, outra vez Maicon em cobrança de falta, André e Arthur. Jogando ao natural. Tocando, girando, dando opção para o jogador que está com a bola. Execução do 4-2-3-1 cada vez mais ajustada. Acelerando e desacelerando quando preciso. 61% de posse, 18 finalizações – metade na direção da meta de Vanderlei. 574 passes, com 93% de acertos.

O Grêmio gosta da bola e o futebol agradece. Se renderá mais taças o futuro dirá. Mas é o melhor Grêmio que vi jogar, mesmo que não se torne o maior da história.

(Estatísticas: Footstats)

 

 


Corinthians sofre sem seu “camisa dez” nas conquistas recentes: o tempo
Comentários Comente

André Rocha

Foto: Daniel Augusto Jr. /Agência Corinthians

Sim, muitos vão dizer que o verdadeiro trunfo corintiano é o “apito amigo”. Tema recorrente. E chato. Porque sempre o alvo é quem está vencendo no período. Já foi o Flamengo, o São Paulo, o Palmeiras, o Fluminense…Agora o maior campeão dos últimos dez anos no Brasil. Coincidência?

O vício de colocar tudo na conta da arbitragem é tão grande que já contaminou até a Liga dos Campeões, cada vez mais popular e com mais jogos transmitidos em TV aberta. O alvo? Claro, o Real Madrid bicampeão e em mais uma final. Um choro que parece inesgotável. Este que escreve prefere ficar com as declarações dos alemães Hummels e Muller após a eliminação do Bayern de Munique: culparam os próprios erros, a incompetência por não transformar 33 finalizações em mais de três gols no confronto. Sem “bengala”. Não por acaso são campeões do mundo.

Voltemos ao Corinthians. Duas derrotas seguidas, para Atlético Mineiro e Independiente. Perdendo os 100% e a liderança no Brasileiro e se complicando no Grupo 7 da LIbertadores, embora siga no topo da classificação e ainda com boas chances de garantir vaga nas oitavas de final.

Momento natural de oscilação na temporada. Todos passam por isto. E o elenco curto, desequilibrado e já desgastado por disputar o estadual até o fim sofre mais. Responsabilidade da gestão, que conta com estádio próprio, receita alta de TV e, mesmo assim, não consegue se equilibrar nas finanças e investir proporcionalmente.

Venceu em 2017 porque contou com o verdadeiro “camisa dez” do Corinthians nas conquistas recentes: o tempo. Para descanso e treinamentos. Do corpo e da mente. Fundamental para a equipe que prioriza o trabalho coletivo, a intensidade e a concentração.

Não houve como Fabio Carille corrigir com um mísero treinamento os muitos erros do revés no Estádio Independência no fim de semana. A preparação para o duelo com o “Rei de Copas” e atual campeão da Sul-Americana em Itaquera teve que ser na base da conversa e dos vídeos. Porque se a ideia é que o treino tenha a intensidade e a dinâmica do jogo, ainda que mais curto, o risco de lesão é praticamente o mesmo de uma partida oficial.

Ano passado não teve essa “roda viva”. Eliminado na Copa do Brasil pelo Internacional antes das oitavas de final e priorizando o Brasileiro durante a disputa da Copa Sul-Americana, o Corinthians teve semanas e semanas cheias de preparação, enquanto os rivais se degladiavam em outras frentes. Abriu vantagem no início e depois administrou até o fim.

O mesmo que ocorreu em 2011, no começo desta trajetória vencedora na década. Eliminado pelo Tolima antes mesmo da fase de grupos do torneio continental e sem a possibilidade de disputar a Copa do Brasil, concentrou esforços no Brasileiro e se impôs contra um Vasco campeão da Copa do Brasil e que se dividiu até o fim entre a principal competição nacional e a Copa Sul-Americana.

No ano seguinte, prioridade absoluta para a Libertadores e, depois da conquista, o Brasileiro foi uma longa preparação de Tite e seus comandados para o Mundial de Clubes. O último brasileiro a superar o vencedor da Liga dos Campeões.

O foco fez a diferença também em 2015. Eliminado nas oitavas da Libertadores e da Copa do Brasil, Tite teve tempo para ajustar seu 4-1-4-1 acrescentando conceitos ofensivos que estudou em seu 2014 “sabático” e fez o time voar na reta final jogando bem e bonito. Mais uma taça para a coleção.

Não é impossível terminar 2018 com mais uma conquista além do bi paulista. A mentalidade vencedora desenvolvida nos últimos anos não pode ser desprezada e se for possível priorizar algo com chances reais de conquista as chances aumentam consideravelmente. A parada para a Copa do Mundo deve ajudar na recuperação do gás para o segundo semestre.

Mas sem tempo entre aviões, hoteis e estádios, a missão fica bem mais difícil. Para qualquer um. Não é por acaso que o único time campeão brasileiro e da Libertadores na mesma temporada tenha sido o Santos de Pelé em 1962/1963. Mas fazendo apenas cinco jogos na Taça Brasil em 1962 e quatro no ano seguinte. E vencer a Copa do Brasil e o Brasileiro é um feito apenas do Cruzeiro de Vanderlei Luxemburgo e Alex em 2003. Campeão da Libertadores e da Copa do Brasil? Não existe. Culpa também de um calendário inchado e que é conivente com a estrutura federativa que sustenta CBF e federações.

Se fracassar, o Corinthians ao menos trará um alento para sua torcida e quem gosta mais de futebol do que de reclamar de arbitragem: sem taças não tem “mimimi”. Ou até terá, porque virou mania nacional. Afinal, dói menos diminuir quem dá a volta olímpica no final.

 


Grêmio e Atlético-PR: um zero a zero para só se falar de futebol
Comentários Comente

André Rocha

A maior prova de respeito do Renato Gaúcho campeão da América por Fernando Diniz e seu Atlético Paranaense foi o Grêmio completo, concentrado e repetindo a marcação implacável no campo de ataque da final da Libertadores contra o Lanús.

Só assim para impor a superioridade de quase dois anos de trabalho do atual treinador. Mais de três se pensarmos em um estilo que veio com Roger Machado e ganhou polimento, consciência e objetividade com Renato. Não porque Diniz seja um gênio ou mago. Apenas quer seu time jogando futebol durante noventa minutos, em qualquer estádio.

A atuação mais consistente do time que pratica o melhor futebol do país terminou sem gols, apesar das 20 finalizações – apenas seis na direção da meta do goleiro Santos. O Atlético Paranaense se recuperou na segunda etapa e só não impôs mais dificuldades pela expulsão de Camacho.

Com inferioridade numérica e atletas já desgastados por uma disputa intensa, Diniz não foi romântico nem suicida. Priorizou o ponto na Arena do Grêmio. Porque isso faz parte do futebol competitivo. Assim como a revolta pela primeira etapa de domínio absoluto do adversário. E certamente o discurso de Renato exaltando o grande jogo seria bem diferente se fosse numa partida de ida de um mata-mata sem gol qualificado, por exemplo. O pragmatismo também faz parte do jogo. Só não precisa ser o elemento único.

Algumas ideias básicas precisam ser resgatadas no Brasil. A primeira é de que a busca por um futebol ofensivo, capaz de envolver o adversário e chegar à meta do oponente nada tem de romântico ou idealista. Muito menos é algo condicionado a quanto o clube pode gastar contratando os mais valiosos jogadores. Ou seja, um privilégio das potências europeias. É apenas uma das muitas formas de se praticar o esporte bretão e buscar o objetivo final que é a vitória. Com suas virtudes, defeitos e riscos.

Diniz vai um pouco além, quer seus jogadores resgatando aquele prazer original de ter a bola e se divertir dentro da responsabilidade de um trabalho. Algo que tantos fazem nas mais diversas atividades humanas em todo o planeta. E está provado que o rendimento aumenta exatamente quando no exercício profissional o indivíduo nem lembra que é pago para fazer aquilo. Faria até de graça se não tivesse contas para quitar.

Um contraponto nesse ambiente em que parece que tudo tem que ser sofrido. Nesta mesma segunda rodada do Brasileirão tivemos um clássico nacional entre Palmeiras e Internacional no Pacaembu. Gol único de Dudu no primeiro tempo. Celebração? Para o jogador não havia clima para isto diante de tanta tensão e cobrança. O momento máximo do mais emocionante dos esportes não passava de uma obrigação. Onde estava o prazer?

A mentalidade imediatista e que trata o resultado como um fim em si mesmo dificulta o entendimento de que o jogo é um processo. Eventualmente acontece num clique, na reunião e identificação imediata dos talentos. Também é possível vencer trabalhando mal e na base do sofrimento. Mas o que o Grêmio consegue fazer não se constroi de uma hora para outra. O Atlético está no início de sua trajetória.

Precisa ter margem de erro para o aprendizado e a correção. No Brasil parece um pecado mortal. A urgência é tão grande que se o time gaúcho tivesse vencido por um a zero com o chute de Luan no primeiro tempo que parou no travessão depois de um equívoco na saída de bola atleticana para muitos já seria motivo para demitir Diniz. A perda de um ponto dentro de um campeonato com 38 rodadas é mais importante que a consolidação de um modelo de jogo que pode render mais vitórias e pontos lá na frente. Que já conquistou quatro em duas rodadas.

Talvez por isso o zero a zero. Para que seja lembrado apenas pelo futebol praticado. Sem a arbitragem ou qualquer outra questão periférica como protagonista. Onde os desenhos táticos foram quase irrelevantes diante da dinâmica, da mobilidade e também da simplicidade de alguns movimentos que mostraram o óbvio: se um companheiro dá opção, o passe fica mais fácil. E passando o time progride em direção à meta adversária de forma mais coordenada. Não precisa ser gênio, nem craque. Apenas querer e saber fazer.

A partida parou pouco e o tempo passou rápido para quem assistiu com olhos de ver. Sem a ânsia do gol. Do “jogaço” em que não há uma bola na rede como consequência de jogada construída. Para muitos, se houver oito gols, quatro para cada lado, marcados de forma aleatória, na ligação direta ou na furada grotesca do zagueiro é o que vale. Legítimo apreciar apenas a emoção instantânea do futebol. Extrair só a adrenalina.

O que se pede aqui não é unanimidade nem ditadura de uma maneira de jogar. Há várias e todas com seu valor. O post só espera respeito à essência do esporte que é o jogo. O que Grêmio e Atlético Paranaense praticaram com excelência em Porto Alegre. Mesmo sem os maiores orçamentos do país. Mesmo sem bolas nas redes.

(Estatísticas: Footstats)


São Paulo e Internacional: gigantes ancorados no passado precisam despertar
Comentários Comente

André Rocha

Em 2006, Internacional e São Paulo decidiram a Libertadores. Dois anos depois, o tricolor paulista era tricampeão brasileiro e o Colorado vencia uma Copa Sul-Americana com Tite no comando técnico.

Uma década se passou desde então e a eliminação da dupla na Copa do Brasil antes das oitavas de final, quando entram os times envolvidos com Libertadores, é emblemática. Ainda que os méritos de Atlético Paranaense e Vitória sejam enormes.

Simbolizam clubes que depois de um período muito vitorioso acreditaram na utopia de ostentarem uma fórmula vencedora no cíclico futebol brasileiro. Confundiram manutenção da linha de trabalho com “continuismo”. Hoje se veem dando voltas em torno do próprio rabo.

No Internacional, de 2002 a 2016 orbitaram no comando Fernando Carvalho, Giovanni Luigi e Vitório Piffero, culminando com a página mais triste da história do clube: o rebaixamento. Só assim para vingar uma candidatura de oposição. Mas nem tanto assim, já que Marcelo Medeiros, o atual presidente, trabalhou na direção das categorias de base na gestão de Fernando Carvalho.

É claro que a década não pode ser considerada perdida. Além do bem sucedido plano de sócio-torcedor e a modernização do Beira-Rio, o Inter conquistou outra Libertadores em 2010 e impôs um domínio estadual com oito conquistas, seis consecutivas. A importância dada ao Gauchão até se entende pela rivalidade com o Grêmio.

O período sem conquistas relevantes do tricolor, incluindo um rebaixamento em 2005, talvez tenha acomodado ainda mais o Colorado. Só com a virada na “Era Renato Gaúcho” desde a Copa do Brasil em 2016, coincidindo com o próprio rebaixamento,  para a constatação do mau momento vir forte. Mas mudar a direção do olhar não é fácil. Mais simples continuar tratando o passado como referência e ainda depender do talento de Andrés D’Alessandro aos 37 anos.

O mesmo vale para o São Paulo. De 2006 a 2014 com Juvenal Juvêncio. Depois Carlos Miguel Aidar até a renúncia e a chegada de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Sempre os mesmos cardeais no poder, blindados por um estatuto antiquado e protecionista.

Ultrapassado por Corinthians e Palmeiras com suas arenas e pelo Santos na Era Neymar. Sem o poder do Morumbi como único grande palco na cidade para jogos e espetáculos. Mas principalmente pela fé de que bastava seguir a mesma receita de bolo para tudo voltar aos “bons tempos”.

Nestes dez anos, apenas a Sul-Americana de 2012 como conquista com alguma relevância. Nenhum estadual. Ainda a seca histórica na Copa do Brasil, que em 2019 completa 30 anos. Pior é a sensação de que um gigante de seis títulos brasileiros, três Libertadores e três Mundiais está, na prática, se tornando um time médio.

As trocas seguidas de treinadores e jogadores demonstram uma incerteza quanto ao futuro. Paradoxalmente, o clube sempre parece mirar o passado atrás de um porto seguro. Contar com Raí, Ricardo Rocha e Lugano na diretoria é um exemplo claro. Só que eles não entram mais em campo. E as decisões nestes primeiros meses não parecem muito diferentes das práticas dos antecessores.

É preciso despertar. Também ter a humildade de aprender com os rivais. Se Corinthians e Grêmio hoje possuem uma identidade no futebol, São Paulo e Internacional continuam sem face. Ou com um rosto envelhecido desejando o vigor do passado. Sem ruptura ou reinvenção.

Só ficou a grandeza da história. Mas de gigantes ancorados, que ainda não se convenceram que o tempo não pára e é preciso seguir em frente, sem o olhar fixo no retrovisor.


Qualquer projeção para o Brasileirão é chute, puro e simples
Comentários Comente

André Rocha

Todo ano era a mesma tortura. Fim dos estaduais e logo aparecia alguém pedindo projeções para o Brasileirão. Título, vagas na Libertadores, rebaixados. Em maio. Para um campeonato que acaba no fim de novembro. Com uma janela de transferências que parece nunca fechar. Agora Libertadores, Sul-Americana e Copa do Brasil durando o ano todo.

E quem é pago para analisar tinha que recorrer ao tiro no escuro. Para ser cobrado depois porque para muita gente quem trabalha com futebol tem que ser adivinho e cravar o que vai acontecer, mesmo com tantas variáveis possíveis. Como se jornalistas de Economia ou Política tivessem que prever todas as oscilações de mercado ou diplomáticas e traçar um cenário preciso até o fim do ano para serem considerados minimamente competentes.

Na era dos memes e da zoeira que sempre carrega um pouco de covardia, mas dá para tirar de letra, o que é dito ou escrito tem que valer por seis meses. Se errar logo vêm os mantras “tá fácil ser jornalista”, “por isso não exigem diploma” e outras pérolas dos “jênios” da internet. Os profetas do acontecido que ficam calados no conforto do anonimato para garantirem que sabiam lá atrás e quem é pago para isso tinha que carregar a mesma certeza.

Mas como imaginar o que virá? Mesmo descontando toda a imprevisibilidade do esporte, no Brasil é ainda mais complicado. Imaginem os guias da competição já furados com as prováveis saídas de Everton do Flamengo para o São Paulo, de Maycon do Corinthians para o Shakhtar Donetsk e de Roger do Internacional para o Corinthians.

Sem contar que o time que joga o melhor futebol do país, o Grêmio, até por sua cultura copeira, deve novamente poupar jogadores na competição por pontos corridos e priorizar Libertadores e Copa do Brasil. E o Corinthians, atual campeão e favorito natural, desta vez não terá o respiro do ano passado e também dividirá esforços. Com elencos mexidos o tempo todo.

E os grandes orçamentos, como Flamengo e Palmeiras, regidos pelos humores e arroubos de dirigentes-torcedores, embalados por redes sociais? Com escolhas mais políticas que técnicas. Sem ideias ou norte, ao menos por enquanto. Só agora começam a entender a importância de ter uma identidade, como o Cruzeiro de Mano Menezes vai tentando implementar, mas também muito condicionado a resultados, até pelo alto investimento na formação do elenco.

São Paulo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Internacional, Atlético Mineiro, Bahia, Chapecoense, Vitória e o Atlético Paranaense de Fernando Diniz formam um “blocão” de incógnitas que podem circular entre zona de Libertadores e Z-4. Como de costume, Ceará, Paraná e América-MG, os times que subiram além do “gigante redimido”, são cantados como bolas da vez para cair pela famosa dificuldade de se manter depois do acesso. Ainda que Enderson Moreira e Marcelo Chamusca tenham trabalhos consolidados em seus clubes e possam, sim, tornar suas equipes competitivas. Quem vai saber?

Para completar, um campeonato com seus desequilíbrios por forças das circunstâncias. Como um time encarar os reservas do Grêmio e outro sofrer diante da equipe principal de Renato Gaúcho focada naquela rodada específica. Ou o time beneficiado pela perda do mando de campo do adversário. Três pontos que podem fazer toda diferença. Na tabela ou no estado de ânimo de uma equipe.

Por isso o equilíbrio que gera a emoção que muitos confundem como qualidade ou virtude. Será que nossos times vão usar a concentração e a organização não só para defender e teremos times atacando melhor? Ou será novamente o campeonato do futebol reativo, de contragolpe? Nenhum time vive e viverá mais este dilema do que o Santos do DNA ofensivo, mas agora comandado pelo pragmático Jair Ventura.

Com pressão por resultados, viagens e mais viagens e pouco tempo em campo para treinar é difícil imaginar algo mais elaborado. Por mais que os treinadores da nova safra tentem. E ainda tem o vestiário, ambiente sempre espinhoso e que diz muito da verdade do campo. Por isto a lacuna ainda não preenchida pelos jovens comandantes buscando afirmação para substituírem de vez os da “Velha Guarda”.

A sorte está lançada. Vejamos quem será o mais competente, contando também com a proteção tão bem-vinda do acaso. Palpites? Ainda bem que desta vez ninguém pediu nada ao blogueiro. Projeção a esta altura é chute, puro e simples. Melhor analisar rodada a rodada. Até porque quem pensa jogo a jogo sempre está mais perto da taça nesta loucura que é o Brasileirão.

 


Palmeiras é favorito, mas pode dar o que o Santos de Jair precisa: espaços
Comentários Comente

André Rocha

Um terminou a fase de grupos com a melhor campanha e nas quartas-de-final enfiou 8 a 0 no placar agregado sobre o Novo Horizontino. Tem um dos elencos mais qualificados do país e o artilheiro da competição: Borja, com 6 gols, mas que vai ficar de fora das semifinais pelo absurdo no calendário brasileiro de se jogar em datas FIFA. Melhor ataque, time que mais finaliza, desarma certo e só fica atrás do Corinthians na efetividade dos passes.

O outro ficou com a terceira pior campanha entre os grandes paulistas, um ponto apenas à frente do São Paulo claudicante de Dorival Júnior e no primeiro mata-mata sofreu, não marcou gols sobre o Botafogo de Ribeirão Preto e precisou da disputa de pênaltis, com cobranças bizarras, para conseguir a classificação.

Agora Palmeiras e Santos se cruzam e, obviamente, há um claro favorito. Até por ter vencido por 2 a 1 no Allianz Parque no primeiro duelo de 2018. Mas há um detalhe que tem passado batido nas prévias do clássico: o contexto pode entregar uma arma ao Santos.

O time de Jair Ventura vem sendo criticado pela dificuldade de propor jogo e criar espaços em sistemas defensivos mais fechados. Mesmo com mais dinâmica no meio-campo com Léo Cittadini e Jean Mota nas vagas de Renato e Vecchio, a movimentação não cria jogo entre as linhas do adversário e a equipe fica engessada, previsível. Sem recursos, é a que mais levanta bolas no estadual.

Só que mesmo no Pacaembu com maioria santista no sábado, a tendência é que o Palmeiras busque a ocupação do campo de ataque no ritmo de Lucas Lima, com Marcos Rocha e Victor Luiz apoiando Bruno Henrique e mais o quarteto ofensivo que novamente terá Keno e Dudu pelos flancos e Willian mais centralizado, porém com constante movimentação. Como consequência, deve ceder o que Jair Ventura mais precisa: espaços.

É óbvio que o volume de jogo e a intensidade impostas pela equipe de Roger Machado podem criar muitos problemas para um time ainda buscando ajuste. Mas se conseguir compactar setores num 4-1-4-1 com um bom trabalho de recomposição pelos flancos de Eduardo Sasha e Rodrygo e entrega sem a bola do garoto Diogo Vítor, que deve entrar na vaga de Jean Mota, o Santos pode complicar a provável proposta alviverde.

Especialmente com Gabriel Barbosa, o “Gabigol”, que não estava em campo no jogo da fase de grupos, para cima de Antonio Carlos e Thiago Martins, mesmo com a proteção de Felipe Melo. É atacante inconstante e com dificuldades na leitura de jogo, mas com campo para explorar as costas da defesa adversária ou no um contra um para cortar e finalizar de canhota é um perigo. Já marcou seis gols na história do clássico.

Em tese, o Palmeiras tem tudo para se garantir em mais uma decisão do Paulistão. Mas o Santos de Jair Ventura tem uma chance e os espaços como trunfo. Ainda que não honre o DNA ofensivo do clube, o time merece respeito.

Palmeiras no 4-2-3-1 deve tomar a iniciativa, mesmo no Pacaembu com maioria santista. Mobilidade na frente, Lucas Lima articulando e apoio constante dos laterais Marcos Rocha e Victor Luiz que vai exigir concentração de Sasha e Rodrygo na recomposição. Mas com espaço para acelerar contragolpes, o Santos de Jair Ventura, provavelmente num 4-1-4-1, pode complicar a proposta alviverde com Gabigol para cima de Antonio Carlos e Thiago Martins. Roger Machado vai precisar da maior proteção de Felipe Melo para a sua zaga (Tactical Pad).

(Estatísticas: Footstats)


Pelé foi o atleta na era de jogadores. Messi é o jogador na era de atletas
Comentários Comente

André Rocha

Foto: FIFA

O título é quase um slogan para uma ideia porque, obviamente, havia muito, mas muito mesmo, de jogador em Pelé e Messi tem que ter muito de atleta para brilhar no futebol atual.

Mas vale a imagem para retratar duas eras. Ainda que Cristiano Ronaldo seja um rival que Pelé nunca teve, nem Garrincha no Botafogo. Em duelos no país e no continente. O artilheiro do Real Madrid pode até terminar como o jogador deste período se terminar a carreira com mais títulos de Liga dos Campeões e prêmios individuais que o argentino.

Com os 600 gols de Messi, as comparações com Pelé vieram à tona novamente. Tarefa sempre complicada medir valores de épocas diferentes. Porque se é difícil imaginar o atleta do século nos campos atuais em um futebol que reduziu tempo e espaço drasticamente, não é menos complicado vislumbrar o gênio do Barcelona se virando contra adversários dopados, violentos e sem as câmeras de TV para registrar qualquer excesso de truculência e intimidação em campo e proteger o talento. Sem contar o peso do uniforme, da bola, a qualidade dos gramados, etc.

Mas há um fator que os aproxima e ao mesmo tempo ilustra o que os tornam tão diferentes: Messi hoje é o jogador de linha que menos corre no futebol mundial no seu mais alto nível. Cerca de oito quilômetros por jogo, bem abaixo da média de 12. Mais ou menos o que estudos calculam, sem os recursos de hoje, que Pelé percorria quando voava nos gramados, acima da média de seis quilômetros nos anos 1960.

Contexto. Algo necessário para entender fenômenos. Pelé é do tempo em que jogar na Europa não era condição para se medir entre os melhores. Sem internet e globalização, o que o mundo sabia do Santos era o mesmo que o Brasil sabia de Real Madrid, Barcelona, Milan…O melhor time das galáxias para um menino vivendo no Rio de Janeiro era o alvinegro praiano, que lotava o Maracanã quase sempre.

Usar gols em amistosos na totalização dos mais de mil do “Rei” é justo, coerente. Para faturar e poder manter o melhor do planeta, o Santos viajava muito, com cotas para o clube e para seu astro maior. Algumas vezes desprezando a Libertadores. Enfrentando as grandes equipes europeias, não só nos torneios de pré-temporada por lá – ilusão que nos foi vendida aqui quando Vasco, Flamengo, São Paulo e outros conquistavam os torneios Ramon de Carranza e Teresa Herrera com os europeus voltando de férias e os brasileiros no meio do ano, muito mais bem preparados.

Eram partidas em que os do Velho Continente desafiavam a equipe a ser batida, o Santos. Sim, é quase impossível um jovem visualizar isto. Mas o mundo não foi criado em 1995 com a Lei Bosman.

Messi merece todas as menções como o grande jogador de sua geração. É quase um artesão da bola. Cada gesto é feito com capricho e precisão. Como Roger Federer no tênis, o cuidado e o carinho a cada golpe. Cristiano Ronaldo, então, é Rafael Nadal. Atlético, feroz e minimalista. A genialidade está em encurtar o caminho.

Aqui vale outro paralelo interessante. Pelé era mais atleta e profissional no tempo dos românticos. Não por acaso tantos, ainda que informalmente, na conversa do bar, o coloquem abaixo de Mané Garrincha, um símbolo mais alinhado ao “zeitgeist” (espírito do tempo) dos 1960. Alimentado pelo protagonismo na Copa de 1962, quando Pelé ficou fora de combate. Assim como hoje muitos preferem Cristiano Ronaldo, mais pragmático, focado em resultados. Se acha o melhor porque tem vencido mais. Inclusive com a seleção.

Eis o paradoxo de Messi. É lúdico vê-lo em campo muitas vezes trotando ou mesmo caminhando, à espera do momento para receber a bola entre as linhas do adversário e aí acelerar em direção à meta do rival. O problema nas últimas temporadas em jogos grandes é quando a concentração do oponente é tamanha que os espaços ficam reduzidos demais e o argentino não consegue desequilibrar nos momentos e no torneio mais importante – a Liga dos Campeões. Nem vencer. Aconteceu contra Atlético de Madri e Juventus. Não fosse o despertar de Neymar na reta final dos 6 a 1 e também os erros de arbitragem, pararia no PSG em 2017. Isso fica ainda mais complexo na quase sempre descoordenada seleção argentina.

Por isso Pelé é mais relevante para a história do esporte. Ainda que o tempo seja cruel e, com os que o viram e defendem até hoje seu reinado partindo deste mundo e os que ficam cada vez mais icônicos e falando em “melhor da história” sem conhecê-la, isto tenda a se tornar mais dramático.

Simbolicamente, Pelé foi Messi E Cristiano Ronaldo. Talento e trabalho. Magia e explosão. Longo período no mais alto nível. Interferiu mais na evolução do jogo. Um visionário que já pensava em recordes. Como sobrava fisicamente, empilhava gols na segunda etapa das partidas, com os adversários já extenuados.

Crescia nos jogos grandes, mas pulverizava os pequenos. Craque de “liga” – no caso, o Paulista, campeonato mais próximo da fórmula dos pontos corridos e supervalorizado por uma cultura mais local – e de “mata-mata”. Ou só “mata”, como nas duas Copas do Mundo em que foi protagonista e campeão. Outra vantagem sobre os dois gênios da atualidade.

Por ora é agradecer pela tecnologia que nos permite achar na internet muita coisa do homem que imortalizou e criou a mística da camisa dez, além do lendário filme “Pelé Eterno”. Jogos na íntegra ou quase isso que dão uma dimensão do que foi o ícone, quase sinônimo de futebol por tantos anos. Até hoje para os que viram jogar, mesmo que por puro saudosismo.

Mais gratos ainda devemos ser pelos tempos atuais. No caso deste que escreve, por reunir numa mesma época o melhor jogador que viu ao vivo: Messi. Também o melhor finalizador, Cristiano Ronaldo. De quebra, Pep Guardiola, o melhor treinador. Um privilégio que merece ser desfrutado sem perder tempo com radicalizações e cultura de ódio no saudável e subjetivo exercício da comparação. De hoje e de ontem. Celebremos o futebol!


Garotada, torcida única e “Venturabol”. O Santos dos contrastes no Pacaembu
Comentários Comente

André Rocha

Foi diferente ver o Pacaembu com torcida única do Santos contra o time mais popular de São Paulo. Não que o alvinegro praiano não possa desfrutar da vantagem que os rivais têm de mandar seus jogos na maior cidade da América Latina. Muito menos que sua gente não tenha capacidade de lotar estádios maiores que a Vila Belmiro. Foi apenas inusitado. Um contraste com os domingos de Morumbi dividido de outros tempos. Não exatamente melhores, mas diferentes.

Tão estranho quanto a visão distorcida de que Jair Ventura é o José Mourinho da nova geração de treinadores no Brasil. O seu Botafogo não dava a bola para o adversário, mesmo jogando em casa, e abusava do pragmatismo se defendendo independentemente do contexto da partida.

A crítica ao jovem técnico é comum a tantos outros no país: suas equipes precisam de espaços para atacar. Quando é preciso criá-los se complica. E aí apela para o recurso mais simples: roda a bola de um lado para outro até cruzar na área. Uma espécie de “Venturabol”.

É preciso entender que não há nenhum preconceito contra as bolas levantadas. A questão é que quando elas não são consequência de uma ação ofensiva bem trabalhada na qual o jogador pelo flanco chega ao fundo em condições de servir seu companheiro. O cruzamento mais comum é aquele que quase sempre está mais para o zagueiro que para o atacante.

Daniel Guedes cruzou 20 bolas no empate em 1 a 1 com o Corinthians. Acertou duas. Jean Mota foi mais eficiente: de 12 no total acertou três. Total de 47, com nove acertos. Números comuns, na média brasileira de quem precisa atacar. Mas que refletem a opção por uma jogada que, da forma com que é executada, não tem eficiência, nem eficácia. Mesmo quando a equipe termina a partida com 53% de posse de bola.

Só quando Cássio largou nos pés do jovem Diogo Vítor, 21 anos. Que entrara na vaga de Rodrygo, de 17, em sua estreia como titular substituindo o suspenso Gabigol. Para empatar e salvar o time da derrota que parecia encaminhada pelo chute de Renê Júnior ainda no primeiro tempo.

Revés que poderia ter sido decretado na segunda etapa com oportunidades desperdiçadas pelo time de Fabio Carille, novamente com Jadson e Rodriguinho mais soltos, alternando na função de “falso nove”. Inicialmente parecia que a queda de energia no estádio, a terceira em três meses, tinha beneficiado os visitantes.

Mas os garotos salvaram o time da derrota. Que poderia ter se transformado em virada se aos 45 minutos o árbitro Luiz Flávio de Oliveira marcasse dentro da área, como de fato aconteceu, a falta de Balbuena em Léo Cittadini anotada fora. Cittadini, outro que chegou menino ao Santos e no clássico, substituindo Renato, tornou o meio-campo mais dinâmico e o time mais agressivo. Foram 15 finalizações, três a mais que o Corinthians – seis para cada lado no alvo. Mesmo sem Gabigol, suspenso.

O Santos sempre parece mais forte quando usa a garotada. Mesmo se não abrir a defesa adversária respeitando a tradição do clube, com bola no chão, técnica e habilidade. Mais um contraste histórico no domingo de Pacaembu com jeito de Vila Belmiro.

(Estatísticas: Footstats)


Só Palmeiras vence, mas todos precisam de mais naturalidade na Libertadores
Comentários Comente

André Rocha

O Palmeiras foi a Barranquilla e aproveitou bem o homem a mais desde os nove minutos de jogo para fazer 3 a 0 e ser o único brasileiro a vencer na abertura da fase de grupos da Libertadores. Mas todos precisam de algo importante para fazer qualquer coisa na vida: naturalidade. Há muito peso envolvido na disputa do torneio continental e acaba mudando comportamentos de jogadores e treinadores. Confira a análise no vídeo abaixo.