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Lopetegui demitido! Surreal crise espanhola aumenta favoritismo do Brasil
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André Rocha

Bastava deixar tudo encaminhado com transparência e bater o martelo depois da Copa do Mundo para o Real Madrid anunciar Julen Lopetegui como o sucessor de Zidane no comando técnico.

Na Europa não costuma ser tão problemático esses anúncios que no Brasil poderiam provocar crises demolidoras. Como Pep Guardiola anunciado no Bayern de Munique e no Manchester City com a temporada rolando e Jupp Heynckes e Manuel Pellegrini ainda treinando as equipes. Ou Antonio Conte acertado com o Chelsea ainda comandando a Itália na última Eurocopa ou Louis Van Gaal fechado com o Manchester United disputando a Copa do Mundo de 2014.

Mas desta vez criou uma quebra de confiança dentro do grupo da seleção espanhola, que já tem suas tensões naturais entre jogadores de Real e Barcelona. Uma inacreditável falta de tato e sensibilidade. Do Real por ter acertado com o treinador sem avisar à Federação Espanhola e anunciado oficialmente às vésperas do Mundial e, principalmente, de Lopetegui por ter aceitado a proposta depois de esconder a negociação, tendo o contrato renovado recentemente até 2020. Atitude infeliz que  ejetou o treinador do comando da Roja. Demissão anunciada na véspera da abertura da Copa.

Algo inédito, que abala muito o favoritismo espanhol. A seleção que apresentou melhor futebol em 2018. Consolidando os dois anos do ciclo de sucessão de Vicente Del Bosque. Praticamente o mesmo tempo de trabalho de Tite. Mas suficiente para resgatar o estilo e o espírito que se esvaiu depois da conquista da Eurocopa 2012. Agora se transforma em um enorme ponto de interrogação.

Pensando com o olhar brasileiro, é um forte concorrente que, ao menos em tese, se enfraquece para a disputa do Mundial. E já estreando contra Portugal de Cristiano Ronaldo. No pior dos cenários de uma derrota no primeiro jogo, ainda assim não deve ser problema conseguir a classificação disputando vaga com Irã e Marrocos. Mas num hipotético duelo nas oitavas contra um Uruguai ou até diante da anfitriã Rússia já pode se complicar.

Porque é uma troca de comando traumática e sem tempo para buscar uma solução bem pensada. Rubiales está no cargo há poucos meses sucedendo Angel Villar. Prometeu anunciar um nome amanhã. Tão caótico quanto surreal.

Perde o Mundial, ganha o Brasil de Tite. Uma possível final pode ter outro adversário. O futuro dirá.

 


Copa do Mundo deve combinar características da última Euro e da Champions
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André Rocha

A Copa do Mundo tem sua abertura na quinta-feira com a anfitriã Rússia diante da Arábia Saudita. O primeiro duelo já deve dar a tônica do que provavelmente será a fase de grupos na maioria das partidas.

Uma seleção favorita pela camisa, história, tradição e/ou um grupo mais qualificado de jogadores contra uma equipe tratada como “zebra” fechando espaços no próprio campo. Com a cada vez mais frequente linha de cinco ou mesmo a tradicional com quatro defensores, porém com os pontas recuando como laterais formando um cinturão guardando a própria área. Todos os movimentos estudados por departamentos de inteligência cada vez mais equipados e qualificados.

Então o time que ataca busca uma jogada individual mais perto da área do oponente, ou uma virada de bola rápida que surpreenda o sistema defensivo. Se não for possível, os chutes de média e longa distância, a jogada aérea com bola rolando ou parada e o desarme no campo de ataque com transição rápida viram as possíveis soluções para ir às redes. Tudo isso atento ao balanço defensivo para não dar ao rival os espaços tão desejados às costas da retaguarda.

Fica tudo muito condicionado ao primeiro gol. Se a seleção que defende marca aí o bloqueio fica ainda mais sólido, com todos os jogadores num espaço de 20 metros em linhas quase chapadas, como no handebol. Já se o favorito abre o placar aumenta exponencialmente a chance do jogo mudar e os espaços e mais gols aparecerem.

Foi o que aconteceu na última Eurocopa, na França em 2016, com algumas partidas de fato entediantes para quem aprecia uma trocação de ataques e gols e se apega ao esporte mais pela emoção que pelo jogo em si. Apenas oito placares com vantagens iguais ou superiores a dois gols num total de 36 partidas. Média de 1,2 por jogo.

Sim, desta vez haverá Messi, Neymar, Suárez, James Rodríguez, Salah, Guerrero, o jovem Mbappé que surgiu ano passado na França e outros talentos desequilibrantes. Mas também um trabalho defensivo ainda mais concentrado e aprimorado para bloquear a técnica e o improviso.

Por outro lado, se os favoritos em cada grupo conseguirem suas classificações o torneio tende a passar por uma transformação, como a que ocorre quase todo ano na Liga dos Campeões. A partir da primeira “seleção natural” o nível já sobe bastante. Mesmo com a presença de algumas surpresas que se conseguem a vaga a partir das quartas é porque houve mérito.

Imaginemos a partir das oitavas os duelos envolvendo as favoritas Alemanha, Brasil, Espanha e França, mais os talentos belgas, o Uruguai de Cavani, Suárez e agora meio-campistas mais qualificados. Inglaterra, Colômbia, Croácia…A Polônia de Lewandowski e a promissora Dinamarca do meia Eriksen. E ainda Messi e Cristiano Ronaldo no Mundial que provavelmente será o último da dupla de extraterrestres jogando no mais alto nível. Conduzindo Argentina e Portugal. Mas ao contrário do universo dos clubes sem o favoritismo de Barcelona e Real Madrid, o que torna tudo mais imprevisível e eletrizante. Mesmo sem o peso de Holanda e Itália, esta a única ausente do seleto grupo de campeãs. Em jogo único. Segue ou vai para casa.

A torcida é para que este que escreve esteja enganado em sua previsão da primeira fase e os jogos eliminatórios sejam acima das ótimas expectativas. Mas caso o blogueiro tenha razão viveremos uma montanha russa de impressões. Para o deleite dos saudosistas – como se nas décadas anteriores os Mundiais não tivessem peladas homéricas, inclusive com a seleção brasileira – e reclamões de plantão na “chata” primeira fase e depois a apoteose de jogaços na reta final deixando a média positiva.

Seja como for, Copa do Mundo é como pizza. Até quando é ruim é boa e vale a pena. O maior evento esportivo do planeta que felizmente acontece de quatro em quatro anos e não se banaliza, ao menos por enquanto. Que tudo enfim comece na Rússia!


O passado e o presente no Flu de Abel. O mais belo futebol do país em 2017
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André Rocha

Abel Braga não fala em amplitude, mas manda abrir o jogo. Para ele, profundidade é buscar o cruzamento mais perigoso, do fundo para trás. Intensidade é “atitude”. Desequilibrar no último terço é “partir para cima”. Valorizar a base é “botar a garotada”.

E daí? Nenhum time brasileiro em 2017 joga mais bonito que o Fluminense. Pode não ganhar o Carioca ou o Brasileiro, talvez nem se classificar para a próxima fase da Sul-Americana. Porque é um time em formação, suscetível a oscilações naturais. Três meses de trabalho.

Mas como é bom ver o volume de jogo tricolor. Ainda mais no remodelado gramado do Maracanã. Mesmo sem Gustavo Scarpa. Mas com Wellington Silva e Richarlison fazendo o que os melhores treinadores do planeta esperam de seus ponteiros: partir para cima e desmontar na base do drible e da criatividade a retaguarda postada e marcando por zona.

No 4-3-3 que Abel enxerga, embora o observador tenda a ver um 4-1-4-1 pela recomposição da dupla pelos flancos. Mas no ritmo do jogo atual é mesmo um esquema com três atacantes. À moda antiga, com um centroavante típico como Henrique Dourado

Também meio-campistas que sabem jogar. Orejuela e Sornoza, dois achados equatorianos que variam tão bem os passes, curtos ou longos, e aumentam essa impressão de um estilo plástico e vistoso. Com os laterais Lucas e Léo descendo alternadamente. O jogo brasileiro nas veias.

Posse de bola sempre acima de 60%, mesmo antes da expulsão de Gonzalo Freitas que desmanchou o organizado 4-4-2 do Liverpool com última linha posicional, como a do Corinthians de Tite e agora de Carille. Aberta pela precisão das inversões de jogo e por conta da habilidade dos ponteiros.

Na jogada de Wellington, gol de Dourado. Bela virada de Richarlison, dois a zero no primeiro tempo. Placar talvez insuficiente para a volta. Barato para as 25 finalizações, cinco no alvo. Os 43 cruzamentos também foram um exagero, era possível trabalhar mais pelo centro.

Mas também foi agradável às retinas ver Lucas Fernandes, Pedro e Marquinhos Calazans, todos jovens, entrando no segundo tempo com ousadia. Time leve e solto, arriscando as jogadas. É possível que falte mais competitividade ou consistência defensiva em um jogo decisivo. O foco, porém, está no desempenho. Ainda que Abel fale em caráter e respeito às cores tricolores.

Pouco importam os termos. Passado ou presente. Porque o Fluminense joga o futebol mais bonito do país e isso é mais que promissor.

(Estatísticas: Footstats)


Seleção de Tite é o Brasil que dá certo
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André Rocha

Era o que se dizia nos sombrios anos 1980 sobre Nelson Piquet, depois Ayrton Senna no automobilismo. Mais recentemente, Carlos Alberto Parreira já não foi tão feliz ao se referir à CBF.

Mas na crise em todas as instâncias que vive o Brasil, ver a seleção de Tite com a segurança de quem sabe o que precisa fazer, unindo serenidade, conhecimento e confiança, é inspirador.

Compensando os erros de um Marcelo em noite nada produtiva. Falha grotesca no recuo para Alisson que Cavani entrou na frente para sofrer e converter o pênalti que abriu o placar. Pela primeira vez o Brasil de Tite saía atrás. No Centenário. Com nove minutos de jogo.

Mas a organização transmite segurança. As linhas próximas no 4-1-4-1 dão opções de passe para sair da marcação pressão do rival. Conceitos bem assimilados não permitem que a equipe se desmanche mentalmente.

Arrancada de Neymar, Paulinho recebe entre as linhas e empata com um golaço. Uma das três finalizações em 45 minutos, duas no alvo. Com 76% de posse. Ainda com dificuldades para conter o jogo físico uruguaio que proporcionou seis finalizações, mas apenas uma na direção da meta do Alisson.

O segundo tempo foi um primor. Roberto Firmino, nitidamente desconfortável na primeira etapa, enfim acertou o pivô, girou e finalizou. No rebote, o segundo de Paulinho. O contestado meio-campista que completou o triplete no último lance da partida e consolidou sua condição de melhor em campo. Atuando mais à frente com o recuo de Renato Augusto para ajudar Marcelo no combate e na saída de bola.

Entre eles, a pintura de Neymar ganhando de Coates e tocando por cima de Martín Silva em um contragolpe mortal. Para coroar uma atuação essencialmente sólida. Finalizou menos, mas de onze acertou sete e colocou quatro nas redes. Precisou de só cinco desarmes certos contra 16 uruguaios. Porque o posicionamento é preciso.

Classificação garantida para o Mundial da Rússia. No continente está claro que não há concorrentes. É hora de encarar as principais seleções do mundo para o polimento e as observações que faltam.

Por ora, os resultados sustentados pelo desempenho são um alento. Em tempos tão cinzentos, o Brasil de Tite é um facho de luz que iluminou a noite em Montevidéu.

(Estatísticas: Footstats)


Diegos, Souza e Ribas, são trunfos de Tite para mudar o jogo e manter foco
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André Rocha

Um Diego, o Souza, não é centroavante no Sport, embora já tenha atuado como referência na frente no próprio time pernambucano, no Vasco e em outros clubes. O outro, o Ribas, por suas características, obrigou o técnico Zé Ricardo a desfazer no Flamengo o 4-1-4-1, sistema de sua preferência e também o de Tite, e deixar o meia mais centralizado e adiantado num 4-2-3-1.

Se Tite sempre afirma que procura escolher os jogadores com o pensamento de que eles cumpram na seleção as funções que exercem nos clubes, a convocação da dupla para as vagas dos lesionados Gabriel Jesus e Lucas Lima – este também em má fase –  seria uma incoerência, certo?

Pode ser. E quase invariavelmente há polêmicas e divergências a cada lista divulgada. Mas está claro que Tite os trata como reservas. E a ideia é utilizá-los para mudar o jogo, se for preciso.

Porque Gabriel Jesus até sabe fazer trabalho de pivô – e estava aprimorando no ataque posicional de Pep Guardiola no Manchester City. Mas na seleção sua principal virtude era aproveitar os espaços às costas da defesa e usar sua velocidade e rapidez de raciocínio e execução.

Roberto Firmino, o provável substituto para os jogos contra Uruguai e Paraguai, segue a mesma linha e não vem sendo tão efetivo nas finalizações pelo Liverpool. Então, se precisar de presença física na área e faro de gol, Tite conta com Diego Souza, um dos artilheiros do Brasileiro do ano passado com 14 gols.

O mesmo vale para o Diego do Flamengo, que não se enquadra nas características de meio-campista que Tite aprecia como os centrais da linha de quatro à frente do volante mais fixo. Não é reposição a Renato Augusto, o mais cerebral.

O meia rubro-negro é jogador de condução de bola e finalização. Não passe e controle. E sofre diante de marcações mais compactas e estreitas, porque precisa dominar, girar para depois decidir o que fazer com a bola. Por isso teve dificuldades na Europa nos últimos anos. Tite alega que ele entrou bem diante da Colômbia, mas era o segundo tempo de um amistoso festivo.

Ainda assim, se ele precisar em um momento de sufoco, de um meia que pise na área adversária e acrescente presença física e contundência, Diego tem muito acrescentar. Já marcou dez gols em 24 jogos pelo Flamengo.

Convocar os dois depois do amistoso no Engenhão contra a Colômbia serve também e principalmente como um aviso importante. Palavras do próprio treinador na coletiva depois da divulgação dos nomes: “Então quero passar uma mensagem aos atletas: prepare-se, jogue muito nos seus clubes, tenham um bom preparamento físico. Atleta de alto nível a exigência é essa. Precisamos disso. Aí está a oportunidade. Diego no lugar do Gabriel é a oportunidade”.

É o remédio que Tite enxerga para evitar acomodação e grupo fechado, problemas brasileiros na preparação desde o último título mundial em 2002. Agora não tem Copa das Federações, ou das Ilusões, para vencer e se considerar preparado para o Mundial. É uma vantagem.

A outra é manter todos focados e atentos. Os Diegos aproveitaram suas chances e entraram no radar.


Suárez, o melhor centroavante do mundo a serviço do líder Uruguai
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André Rocha

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Ele é o atacante que todos sonham para seu time: se entrega como um jogador essencialmente tático, tem ótima leitura de jogo, não é individualista, muito menos estrela que desagrega elencos. Trabalha demais para potencializar o talento para marcar gols e servir os companheiros, praticamente na mesma medida. Não foge das pancadas.

Luis Suárez chegou aos 18 gols nas Eliminatórias nos 4 a 0 sobre o Paraguai em Montevidéu. Marcou um de pênalti sofrido por ele mesmo. Agora é o segundo maior artilheiro das disputas por vagas na América do Sul para a Copa do Mundo, a um gol de Hernán Crespo. Ficou de fora das quatro primeiras rodadas pela suspensão da FIFA. Terá mais dez para igualar e superar este recorde. Com naturalidade.

Também serviu os dois de Cavani como um autêntico ponteiro, uma jogada de cada lado. Ou seja, jogou para a equipe e ainda reclamou quando Oscar Tabárez resolveu poupá-lo depois de levar uma pancada dura com a goleada já construída.

Com 46, ostenta também a artilharia da seleção uruguaia, em 86 jogos. Mais 20 assistências. Um fenômeno que alça a Celeste à liderança das Eliminatórias. É mais um que no auge tem a falta de sorte de ser contemporâneo dos dois extraterrestres Messi e Cristiano Ronaldo.

Em números e desempenho, porém, a concorrência desde que chegou ao Barcelona ficou mais dura. Não por acaso, faturou a Chuteira de Ouro da Europa, com incríveis 40 gols no Espanhol, disputando com os dois gênios. Com Messi, foi líder também em assistências. Sintomático.

Porque não pára de evoluir. Sabe proteger, atacar o espaço, infiltrar em diagonal – especialmente na seleção, armada no 4-4-2 e fazendo uma dupla à moda antiga com Cavani. Posicionamento perfeito, velocidade, visão de jogo. O sangue nos olhos é a cereja do bolo. Ou, para ele, nada mais que a obrigação.

A humildade em campo também está nas palavras. “Pensava que não tinha qualidade para jogar no Barcelona”, revelou em entrevista à TV holandesa KPN. O perfeccionismo sempre carrega algo de neurótico. Mas na dose certa pode dar ótimos resultados.

Suárez quer ser melhor a cada dia. Sem um pingo de narcisismo –  é o menos midiático do trio MSN do Barça e, também por isso, corre o risco de nem figurar entre os três finalistas da Bola de Ouro 2016 – e um mar do suor uruguaio. Por isso é, hoje, o melhor centroavante do mundo.


Empate em Recife é o de menos. Até quando o David Luiz? Outro 7 a 1?
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André Rocha

A seleção brasileira fazia sua melhor atuação coletiva em jogos oficiais nesta segunda passagem de Dunga. Saída de bola com qualidade, transição com Renato Augusto distribuindo bem os passes e o trio Willian-Neymar-Douglas Costa acelerando no último terço do campo, aproveitando as fragilidades da retaguarda do Uruguai sem Godín e Giménez, com Victorino e Coates.

Trabalho facilitado pelo gol de Douglas Costa antes do primeiro minuto na Arena Pernambuco. Com Fernandinho na área uruguaia. Meia no 4-1-4-1 mantido depois da vitória sobre o Peru. Desta vez sem Neymar procurando o espaço de Douglas à esquerda. Pelo centro, boa visão de jogo do camisa dez. Nem tanto o passe que Renato Augusto aproveitou a falha de Álvaro González com bela finta em Muslera. Golaço.

Até a inversão às costas de Filipe Luís – valorizado por Dunga desde a primeira convocação pelo melhor desempenho defensivo em relação a Marcelo – e o toque de Sánchez que encontrou Cavani. Porque David Luiz ficou apenas olhando a bola.

Gol que equilibrou as ações já na primeira etapa de 59% de posse e seis finalizações brasileiras contra quatro – três no alvo para cada lado.

Seleção brasileira repetiu o 4-1-4-1 que envolveu as duas linhas de quatro uruguaias até a falha defensiva que recolocou a Celeste no jogo com o gol de Cavani (Tactical Pad).

Seleção brasileira repetiu o 4-1-4-1 que envolveu as duas linhas de quatro uruguaias até a falha defensiva que recolocou a Celeste no jogo com o gol de Cavani (Tactical Pad).

Início da segunda etapa. Passe para Suárez e o David Luiz disperso na cobertura como quase sempre demorou a chegar. Chute nem tão forte do camisa nove, bola defensável que Alisson aceitou. Empate.

Na conta de David Luiz. Sem perseguição. Apenas constatação. Se Thiago Silva foi descartado pela frágil liderança na Copa do Mundo e a falha na Copa América, o que falta para outro zagueiro menos destrambelhado e aleatório nas tomadas de decisão ganhar a chance de construir uma seqüência na defesa brasileira?

A virada celeste quase saiu em outro erro imperdoável do camisa quatro que o artilheiro do Barcelona só não aproveitou porque desta vez Alisson foi bem. Falhas capitais que desestabilizaram uma boa atuação.

Dunga tentou com Coutinho, Ricardo Oliveira e, no final, Lucas Lima uma resposta ao movimento de Oscar Tabárez que trocou Cristian Rodríguez por Álvaro González já depois do intervalo. Desmontou o 4-4-2 e repaginou num 4-1-4-1 abrindo Cavani à esquerda. Depois tirou Sánchez e colocou Stuani, ponteiro que também teve sua chance à frente de Alisson.

Uruguai repaginado num 4-1-4-1 foi mais equilibrado no segundo tempo e poderia ter virado na falha de David Luiz que Suárez não aproveitou. As substituições de Dunga não surtiram efeito (Tactical Pad).

Uruguai repaginado num 4-1-4-1 foi mais equilibrado no segundo tempo e poderia ter virado na falha de David Luiz que Suárez não aproveitou. As mudanças de Dunga na frente não surtiram efeito (Tactical Pad).

Saldo final: Brasil com 58% de posse, mas só mais duas conclusões contra oito uruguaias. Sintomático.

Faltou um pouco de Neymar, suspenso para o jogo contra o Paraguai, para ao menos tentar descomplicar no talento. Faltou consistência a Willian, Renato Augusto e Douglas Costa. Faltou calma na adversidade. O empate frustra, mas até fica em segundo plano.

Porque David Luiz está sobrando. Não dá mais para ele. Até quando a insistência? Outro 7 a 1?


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