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Corinthians, hepta de 1990 a 2017. Um título a cada quatro anos não é acaso
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André Rocha

Heptacampeão brasileiro. Maior vencedor de 1971 para cá. Ou desde 1990, na conquista do time de Nelsinho Baptista e Neto. Passando pelo bi de 1998/1999 com a equipe de Vanderlei Luxemburgo herdada por Oswaldo de Oliveira. O tetra com Tevez, Mascherano, Nilmar, Roger e Antonio Lopes recebendo o time de Marcio Bittencourt em 2005. Depois a “Era Tite”, começando em 2011 mais pragmático, quatro anos depois com criatividade e um futebol mais envolvente.

A conquista do time de Fabio Carille pode ser incluída neste período, já que o ex-auxiliar seguiu princípios de jogo e de gestão de elenco do atual treinador da seleção brasileira. Mais ou menos como Oswaldo de Oliveira e Luxemburgo há 19 anos.

A primeira vez que a CBF foi buscar no clube o melhor treinador do país. Depois de Luxa, Parreira em 2003 pela relação sempre próxima do campeão mundial de 1994 com a entidade, mas também pela temporada vencedora no ano anterior – campeão do Rio-São Paulo, Copa do Brasil e vice brasileiro. Mano Menezes em 2010 pelas conquistas de Paulista e Copa do Brasil. Por último, Adenor Leonardo Bacchi. Com dois anos de atraso, perdidos com Dunga.

Não é por acaso. Se fora de campo a gestão nunca foi exemplar, mesmo com sonhos realizados como o CT Joaquim Grava e o estádio próprio em Itaquera, dentro de campo o Corinthians teve excelência. Em técnica e tática.

Desde 2008, com Mano a partir do inferno na Série B, construiu uma identidade. Coisa rara no país. Baseada em organização defensiva, intensidade, concentração e mentalidade vencedora. O ápice em 2012 com Tite e o sonhado título da Libertadores e o último Mundial Interclubes conquistado por um sul-americano. Os dois comandantes se revezaram até Tite deixar o clube para investir no sonho de dirigir a seleção.

Um hiato com Cristóvão Borges e Oswaldo de Oliveira, retomada da linha de trabalho e de conduta com Carille. Do turno invicto e quase perfeito com 82% de aproveitamento, a queda brusca a partir da vigésima rodada e a confirmação da conquista na reta final. Com três rodadas de antecedência, desde a quinta no topo da tabela. Líder por 30 rodadas, ilustrando a superioridade durante todo o campeonato. Se os concorrentes priorizaram outras competições, que aplaudam o vencedor.

Nos últimos quatro triunfos para o título, a vantagem mínima em três partidas para agradar o “maloqueiro sofredor”. Sem brilho, mas com fibra. E a confiança de quem venceu tanto recentemente e confia em sua ideia de jogo. Mesmo recheada com muito pragmatismo na reta final.

Contra o Fluminense, a primeira virada, a mais importante. Em casa, para celebrar com sua gente.

Susto com Henrique abrindo o placar no primeiro ataque tricolor, gols de Jô para consagrar o artilheiro do campeonato com 18 gols e o grande protagonista na campanha inteira. Sustentando o ataque e o time quando a defesa vacilou, Rodriguinho oscilou, Romero cansou, Jadson e Maycon despencaram em desempenho e perderam espaços para Clayson e Camacho. Mas o camisa dez ressurgiu para marcar o gol dos 3 a 1.

Apesar da campanha de extremos, foi o melhor pelos gramados do país na principal competição nacional. Mais uma vez. Com uma maneira de jogar e levar a taça para casa. O sétimo título em 28 edições, um a cada quatro anos. Que sirva de exemplo para os demais. Até porque se continuarem dormindo, o domínio vira dinastia.

 

 


Vanderlei Luxemburgo parou no tempo. Por isso ninguém corre mais por ele
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André Rocha

Foto: Carlos Ezequiel Vannoni/Agência O Globo

Vanderlei Luxemburgo está na história do futebol brasileiro por tudo que conquistou, pelo personagem polêmico, multifacetado e com momentos hilários. Por ter comandado o Real Madrid galáctico.

Ele também tem razão, apesar da empáfia, quando se denomina um “cara de vanguarda”. Especialmente nos anos 1990 nenhum treinador brasileiro foi mais criativo e visionário. Desde o primeiro 4-1-4-1 que se tem registro no Brasil (leia mais AQUI), passando pelo uso do “falso nove” com Evair recuando para armar jogadas e abrir espaços para as infiltrações de Edmundo e Edilson, depois Rivaldo, no Palmeiras bicampeão brasileiro 1993/94. Ainda que não seja algo totalmente original, já que o treinador se inspirou no movimento de Roberto Dinamite com os pontas Mauricinho e Romário, este no início da carreira, no Vasco de 1985 a 1987.

Ou Rincón recuando como volante para qualificar a saída de bola no Corinthians 1998, num 4-2-2-2 típico da época que, na prática, se convertia num losango com Vampeta e Ricardinho nos lados e Marcelinho mais solto. O 4-3-1-2 que virou sua marca nos anos 2000 por distribuir melhor os jogadores, como dizia José Mourinho, então melhor técnico do mundo.

No Real Madrid, assim que chegou encontrou o melhor posicionamento para Beckham e Zidane – pelos lados, à frente do “volante-volante” Thomas Gravesen e atrás de Raúl na ponta do losango. Na frente, Owen e Ronaldo. O time que venceu o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho por 4 a 2 no Bernabéu e deu uma esperança de reação em busca do título, mas não houve tempo.

Luxemburgo também teve sacadas interessantes na sua aventura em 1995 de deixar o Palmeiras dominante para comandar o Flamengo de Kléber Leite e Romário. Como posicionar o canhoto Sávio pela ponta direita para usar o recurso de cortar para dentro e finalizar – ninguém tinha pensado nisso antes. Ou alternar Fabinho e Charles Guerreiro como volante e lateral pela direita e Válber e Branco do lado oposto para dosar as energias e, ao menos tempo, confundir a marcação.

Também as polêmicas do ponto eletrônico de Ricardinho no Corinthians e, no Santos, de entrar em campo com 12 jogadores e tirar um só no gramado para dificultar o trabalho do Corinthians no clássico. Sempre pensando à frente, em alguns momentos pelo típico prazer de ser (ou parecer) mais “malandro” que todo mundo.

Além das questões táticas e estratégicas, as palestras motivacionais marcaram sua trajetória e sempre foram elogiadas pelos jogadores que comandou. Algumas bizarras com o olhar de hoje, mas eficientes na proposta de fazer com que seus atletas entrassem concentrados e até “mordidos” para, se preciso, deixar até a vida no campo. Foi pioneiro também no uso do terno e do traje elegante à beira do campo. De fato, um treinador à frente do seu tempo no Brasil.

O pecado de Luxemburgo foi deitar sobre seus louros, desviar um pouco a atenção do campo e tentar ser um “manager” como Alex Ferguson interferindo em negociações. Difícil entender até hoje como um profissional bem remunerado e que dizia sempre que seu objetivo era trabalhar na Europa não se esforçou para aprender sequer o espanhol para adquirir fluência. Seu “portunhol” é piada até hoje em Madrid, assim como seus treinos em caixa de areia e a utilização do 4-2-2-2 na temporada 2005/2006.

Parou no tempo e seus trabalhos foram perdendo qualidade e capacidade competitiva. Quando os conceitos de Pep Guardiola e as respostas de Mourinho, Ancelotti, Klopp e outros treinadores fizeram o futebol evoluir 20 anos em cinco a partir de 2008/09, o brasileiro não percebeu essa revolução. Continuou vendo tudo como antes, como sempre ressalta em suas entrevistas e participações em programas de rádio e TV.

Ficou para trás, preso ao passado. Se não nota, não aplica. Muito menos cria metodologias para que suas equipes joguem, de fato, um futebol atual. Vive do nome, do impacto da mudança quando chega a um clube com sua “grife”. Mas logo que a chacoalhada em motivação passa não há conteúdo para melhorar o desempenho.

O Sport foi só mais uma equipe espaçada, muitas vezes atacando com quarteto ofensivo de um 4-2-3-1, mais um volante ou um lateral. Cinco na frente, cinco atrás. Distantes. Porque Guardiola e outros atualizaram e aprofundaram os conceitos de compactação dos setores de Arrigo Sacchi no Milan do final dos anos 1980, ainda a referência de Luxemburgo, que acha que nada aconteceu.

Para piorar, o temperamento e a vaidade exacerbada de quem já foi e ainda se acha o número um faz com que ele perca força também na gestão do vestiário. Muitos jovens de 19, 20 anos que comanda eram crianças quando ele venceu seu último título relevante: o Brasileiro de 2004 com o Santos. Difícil entender tanta “marra”. A consequência: enquanto outros boleiros veteranos de sua geração conseguem se manter como “paizões”, ele dificulta o relacionamento.

Complica mais ainda reclamando pela imprensa, criticando assessores e outras polêmicas, tantas desnecessárias. Nas vitórias que consegue no início do trabalho chama todos os méritos para si. Quando vem a má fase, a transferência de responsabilidade aparece. “Eu venci, nós empatamos, eles perderam”.

Em Recife o aproveitamento foi fraco: 40%. Em 34 partidas, 11 vitórias, oito empates e 15 derrotas. A última pela Sul-Americana para o Junior Barranquila na Ilha do Retiro, por 2 a 0. Se no Brasil está difícil se impor, que dirá nos torneios continentais que nunca venceu, nem nos tempos áureos.

Agora complicou de vez para Vanderlei Luxemburgo se reinserir no mercado. Porque ninguém mais corre por quem parou no tempo. Dentro e fora de campo. Uma pena.


Luxemburgo, não falta talento ou drible no Brasil. Só não sobra mais espaço
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André Rocha

Vanderlei Luxemburgo participou do “Boa Noite Fox” nesta segunda-feira no canal Fox Sports e mais uma vez ressaltou que não vê nada diferente no futebol atual, defendeu a qualidade dos técnicos brasileiros e questionou a utilização no país da literatura portuguesa sobre o esporte.

A discurso mais enfático, porém, recaiu sobre a falta de qualidade técnica e da capacidade de improviso do jogador atual em relação aos que o treinador veterano comandou nos anos 1990 e no início da década passada.

“Qualquer time que jogasse em 25 metros de campo eu faria seis, sete gols por causa da qualidade e do drible”. Em seguida afirmou que mesmo no futebol mundial não há mais grandes jogadores e, de novo, insistiu dizendo que no Brasil não existe mais o craque que fura a defesa, com passe ou drible.

O curioso foi que no meio da argumentação ele deixou escapar: “Não tem esse jogador que enfrenta a defesa nesses 20 metros de campo. Os caras descobriram isso aí e então acabou”.

Eis o ponto. O próprio Luxemburgo deu a resposta exata para o problema, mesmo levando sua tese para outro caminho.

É sempre dever lembrar Johan Cruyff: “Com espaços qualquer um joga futebol”. Luxemburgo sempre ressalta a condição física do atleta para justificar esta dificuldade. Mas não é só isso.

A diferença está no espaço. A começar pelos gramados, padronizados em 105 x 68 metros. O corte foi na largura. Então é preciso trabalhar mais para esgarçar a defesa adversária. Mais ainda quando o trabalho defensivo passa a ser feito por zona, tendo a bola e o espaço como referências.

Ou seja, quem tem a bola recebe pressão, o oponente fecha as linhas de passe e se os jogadores estão mais próximos fica mais difícil driblar e seguir, porque a cobertura chega mais rapidamente. O defensor também evoluiu no enfrentamento, principalmente no posicionamento do corpo na diagonal, deixando o corredor para o fundo, mas fechando o funil. A ação mais perigosa.

Antes a marcação era baseada em perseguições individuais. Então se o atacante vencesse seu marcador abria-se um clarão à sua frente porque restava apenas o zagueiro da sobra que já chegava vendido. Em estádios como Mineirão e Serra Dourada esse espaço, que já era generoso, se transformava num latifúndio.

Nunca saberemos como Edmundo, Edilson, Marcelinho e outros comandados por Luxemburgo se comportariam diante deste cenário mais complexo. Mas basta resgatar os vídeos na íntegra que estão na internet para perceber que as linhas mais espaçadas e o jogo menos intenso facilitavam o trabalho do jogador mais habilidoso.

Talvez seja essa falta de percepção que complique a vida do treinador brasileiro, aqui e para buscar mercado nos principais centros. A necessidade de trabalhar a parte ofensiva e não deixar a cargo do improviso do jogador. Posse de bola de um lado do campo, inversão rápida e, aí sim, encontrar um atacante com habilidade no um contra um. Não dá mais para deixar por conta da aleatoriedade e da invenção. Ela também precisa ser treinada ou preparada.

Luxemburgo citou Paulo Henrique Ganso como meia genial que encontra espaços em retaguardas bem trancadas. Mas o meia, hoje no Sevilla, já enfrentava dificuldades por aqui com o jogo mais intenso e a marcação mais próxima. Não pode ser referência. Ou melhor, seria até o melhor exemplo da tese de que talentos do passado, se não se adaptassem, teriam dificuldades hoje.

O Brasil tem Douglas Costa, Willian, Philippe Coutinho, Neymar, Malcom e tantos outros atacantes habilidosos. Jogando em nossos campos há Dudu, Guerra, Jadson, Lucas Lima, Bruno Henrique, Everton Ribeiro, Cueva, Diego, Wellington, Gustavo Scarpa, Robinho, Cazares, Thiago Neves, Luan (Grêmio)… Todos com capacidade de improviso e qualidade técnica para desequilibrar.

O desafio é superar, sem o suporte coletivo, sistemas defensivos que cada vez mais se alinham ao mais alto nível do futebol jogado no planeta. Exatamente porque falta a Luxemburgo e muitos outros treinadores soluções para que eles usem o talento na zona decisiva sem marcação e cobertura.

Alguns técnicos desestimulam o drible com medo da perda da bola e do contragolpe adversário. Então é mais simples mandar levantar a bola na área, com os pés ou as mãos nas cobranças de lateral. Sem triangulações ou diagonais bem executadas. Sim, falta tempo na rotina de duas partidas por semana. Também não há estabilidade no cargo para arriscar mais.

Está claro, porém, que em muitos casos a carência é mesmo de conhecimento para fazer diferente. Porque o futebol está em constante mutação, sempre evoluindo. Quem não consegue enxergar acaba ficando para trás. Só fica o saudosismo.

 

 


Na vitória do recorde, as duas faces do Corinthians invicto e absoluto
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André Rocha

O primeiro tempo dos 3 a 1 sobre o Sport em Itaquera que consolidaram o recorde de 47 pontos em um turno de Brasileiro com 20 clubes foi um símbolo da trajetória invicta do Corinthians.

Vanderlei Luxemburgo tentou alargar a última linha da defesa de Fabio Carille abrindo Everton Felipe e Osvaldo nas extremas e enfiando André e Diego Souza praticamente num 4-2-4. A solução corintiana foi recuar Romero como lateral pela direita e manter os quatro defensores bem próximos.

Mas foi o cruzamento de duas estatísticas que demonstra a evolução defensiva que, dentro do caos que é o futebol, vai tangenciando a perfeição. Com apenas 38% de posse de bola, o time paulista acertou 13 desarmes e não cometeu faltas. Isso mesmo, ZERO.

Só foi cometer a primeira aos nove minutos da segunda etapa. De Jô no campo de ataque. Já com 2 a 0 no placar. O primeiro com Arana completando cruzamento de Fagner. Ou seja, os dois laterais que sabem se comportar como defensores foram os protagonistas do gol que abriu o placar.  Na saída do segundo tempo, bola recuperada, Rodriguinho disparou e marcou um golaço. Na quinta finalização, terceira na direção da meta de Magrão.

Depois jogou mais solto, focado no desempenho e tentando proporcionar espetáculo ao seu torcedor. Só cometeu mais uma falta. E, lógico, permitiu que o Sport criasse oportunidades. Praticamente impossível não cedê-las num jogo tão dinâmico. Mas o Corinthians trabalha para sempre dificultar a finalização do oponente. Quando nem isso é possível, ainda que por mérito do outro lado, Cássio aparece para garantir a meta. Só não pôde evitar o chute impressionante de Thallyson. O nono gol sofrido em um turno.

Campanha fantástica pelo desempenho coletivo que faz Pedro Henrique superar suas limitações como substituto de Pablo para não comprometer atrás e ainda aparecer no ataque para aproveitar a cobrança de escanteio de Clayson, outro que entrou no time organizado e confiante e manteve o alto rendimento.

Recordes ficam para a história, ainda mais se o título coroá-los no final. Mas o Corinthians do primeiro tempo, perfeito defensivamente, deu a impressão de que começava muito cedo a se agarrar a um pragmatismo resultadista. Depois da vantagem construída, porém, procurou mostrar futebol. Tabelou, triangulou, arriscou algumas jogadas plásticas.

Mesmo dando espaços que podiam ter sido mais bem aproveitados pela equipe pernambucana se André não tivesse perdido três chances claras. Os visitantes finalizaram 12 vezes contra nove do vencedor – sete a quatro no alvo. O Corinthians colocou três nas redes. Eficiência é a outra chave para o domínio corintiano. Aliada à concentração.

A vantagem na tabela deve transmitir confiança para jogar ao natural e buscar evolução. Não aderir ao pensamento medíocre de definir “jogos para ganhar e não jogar”. O melhor sempre é jogar bem para merecer os resultados. O Corinthians mostra suas duas faces para construir com méritos inquestionáveis a liderança absoluta em 19 rodadas.

(Estatísticas: Footstats)


Na estreia de Luxemburgo, a clara divisão entre jogo tático e o aleatório
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André Rocha

Vanderlei Luxemburgo comandou um treino no Sport para o jogo de volta, em casa, pela Copa do Brasil. Na prática, a única contribuição seria na motivação natural pela mudança no comando técnico. Não há como alterar o modelo de jogo em dois dias.

Por isso a nítida superioridade do Botafogo enquanto o jogo se desenvolveu mais no aspecto tático e estratégico que no psicológico. Mesmo com o sentido desfalque do suspenso Bruno Silva no meio-campo, Jair Ventura manteve a estrutura tática com João Paulo no lado direito e Aírton e Lindoso no centro da segunda linha.

Velocidade nos contragolpes. Até com Roger mais rápido que a lenta dupla Matheus Ferraz e Durval. Assim marcou o golaço no toque por cobertura. Também acelerou e passou para Pimpão marcar o gol absurdamente mal anulado, que podia ter definido a partida e o confronto. Nitidamente atrás da linha da bola.

O Sport adiantava as linhas num 4-2-3-1 que sofreu com um problema que vem desde os tempos de Eduardo Baptista: os ponteiros, no caso Everton Felipe e Rogério, recuam muito para fechar os flancos e deixam Diego Souza e André na frente, que não conseguem fazer a transição ofensiva ganhar velocidade. O time rubro-negro não tem fluência.

Piorou com a tola expulsão de Rogerio, repetindo a final da Copa do Nordeste. Luxemburgo, que tirou Everton Felipe e colocou Lenis ainda no primeiro tempo, preparava Marquinhos para a vaga do ponteiro e precisou esperar e mudar a substituição, tirando Fabricio, improvisado na lateral direita.

E aí veio o erro do Botafogo. Com vantagem no placar e um homem a mais, desconcentrou. Perdeu intensidade e vontade de contra-atacar. O Sport tentava pela obrigação, mas sem nenhuma coordenação. Até achar o gol com Durval na jogada aérea.

O jogo resolvido virou drama por entrar na aleatoriedade. O time visitante recuou demais, trocou Roger por Guilherme, que pecou pelo individualismo em dois contragolpes. O Sport, no grito da torcida, despejou bolas na área – foram 34 cruzamentos no total. Fez o goleiro Gatito Fernández trabalhar.

O Botafogo viveu no fio da navalha e só respirou nos acréscimos, com o nítido cansaço no gramado encharcado da equipe de Luxemburgo, que já notou que vai precisar subir a ladeira para tornar o Sport competitivo. Na disputa tática, o Botafogo sobrou. Mas deixou o jogo ser arrastado para a “loucura” e quase volta para casa sem a vaga nas quartas da Copa do Brasil.

Impressionante como acontece em todo mundo essa virada de chave na reta final das partidas. No Manchester United era chamado de “Fergie Time”. Quando a organização vai para o espaço e tudo fica na base da emoção. E aí não basta ser bem treinado.

Jogo dividido. Um a um. Obra do futebol tão plural e imprevisível.

(Estatísticas: Footstats)

 


As entrelinhas do acerto do Vasco com Milton Mendes
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André Rocha

No sábado à tarde, Eurico Miranda atendeu a ligação deste blogueiro sem disfarçar a irritação ao responder sobre o interesse do clube na contratação do técnico Milton Mendes.

“Não confirmo nada”, foi a resposta seca. O feeling de quem conhece há décadas o modus operandi do presidente vascaíno era de que o vazamento contrariou o dirigente e o anúncio era questão de tempo.

Com a confirmação de forma oficial no dia seguinte, depois do empate sem gols com o Botafogo no Engenhão, a escolha do novo técnico deixa algumas mensagens nas entrelinhas.

A primeira é que Vanderlei Luxemburgo, nome que surgiu com força e parecia o preferido da torcida pelo que se ouvia nas ruas e notava nas redes sociais e enquetes em portais, não desperta mais tanta confiança.

Primeiro porque nas entrevistas e participações em programas de TV suas declarações de que o futebol continua o mesmo, sem novidades ou evolução no jogo em si, impressionam qualquer um que acompanhe minimamente o que se faz no mundo todo, especialmente nos grandes centros.

Em segundo lugar, e principalmente, há sempre a dúvida: será que o treinador consagrado de outrora vai aceitar trabalhar apenas no campo ou vai dar pitaco em questões administrativas, na estrutura e tomar a frente em negociações de jogadores?

Para um centralizador como Eurico, este pode ter sido o fator decisivo para descartar Luxemburgo. Mais do que o conflito CLT x multa contratual na parte burocrática ou declarações polêmicas do técnico contra a FERJ quando trabalhou no Flamengo.

A escolha de Milton Mendes, que iniciou a carreira de jogador no Vasco, certamente passa pela identificação com o clube, tão valorizada por Eurico, mas também por uma característica do novo comandante: costuma dar respostas rápidas em seus trabalhos. Assim foi no Atlético Paranaense e especialmente no Santa Cruz.

Assumiu em março de 2016, emendou nove vitórias e sete empates, conquistou Copa do Nordeste e Pernambucano, chegou a liderar o Brasileiro nas primeiras rodadas. Ganhou respeito por seu discurso otimista, a elegância no trato com a imprensa e os métodos modernos.

Exige setores compactos e organização, independentemente da escalação com jogadores mais ofensivos ou marcadores. No Vasco deve partir de duas linhas de quatro dando liberdade a Nenê e Luis Fabiano, a estrelas do elenco. Como fez no Santinha com Grafite.

Depois a queda foi vertiginosa, deixando o time pernambucano na zona de rebaixamento, da qual não saiu mais. Preocupante em um trabalho a longo prazo. Mas Eurico quer uma recuperação a ponto de ainda conquistar o Carioca.

Tricampeonato estadual que seria a marca da sua volta ao clube. Ainda que manchada por um rebaixamento. E hoje, olhando o cenário nacional, as pretensões cruzmaltinas para o segundo semestre seriam apenas de se manter na Série A.

É o maior desafio da carreira de Milton, sem dúvida. Por isso não deixa de ser uma enorme incógnita. Até porque a torcida, impaciente com Cristóvão Borges, esperava um técnico tarimbado e com currículo respeitável para lidar com um elenco experiente. Mas pode dar certo.

O que deixa um rastro de dúvida é a influência de Carlos Leite nas decisões do clube. Negociou Luxemburgo e fechou com Milton, ambos agenciados pelo empresário. A contratação de Cristóvão Borges também teve sua indicação.

Por mais que não haja provas e sempre se parta da presunção da inocência, fica no ar a pergunta: será que os jogadores de Carlos também não terão preferência na montagem do elenco e até na escalação do time titular?

Questões que começam a ser respondidas na prática por Milton Mendes a partir da sua apresentação oficial marcada para hoje, segunda-feira, em São Januário. Eliminado da Copa do Brasil e precisando de pontos na Taça Rio para disputar a fase final do Carioca, o Vasco precisa reagir rápido. Para isso contratou o técnico certo, ao menos na teoria.

Mas como será o amanhã?

 


Não é piada! O primeiro 4-1-4-1 no Brasil quem montou foi…Luxemburgo
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André Rocha

Foto: luxemburgo.com.br

Foto: luxemburgo.com.br

Virou meme na internet e até vídeo musical no Youtube a participação de Vanderlei Luxemburgo no Bem Amigos. O tema já foi tratado neste blog – leia AQUI.

Mas de tanto o treinador falar no sistema 4-1-4-1 este que escreve foi pesquisar, inicialmente por curiosidade, qual teria sido a primeira execução no Brasil do esquema como se pratica hoje, ou o mais próximo disto. Ou seja, dois ponteiros voltando na linha dos meias e os quatro à frente de um volante e atrás de um centroavante.

O Flamengo de 1981, tão citado por Vanderlei nas entrevistas, poderia ter sido o precursor. Mas o próprio técnico Paulo César Carpegiani afirmou para Mauro Beting no livro sobre esta equipe que o desenho tático era um 4-2-3-1 pois, para ele, Adílio era mais um segundo volante auxiliando Andrade do que um meia que se juntava a Zico, com Tita e Lico pelos flancos. O blogueiro e coautor da obra, lançada pela Editora Maquinária em 2011, até discorda. Mas como questionar o treinador que armou a equipe?

Sendo assim, avançando na história do esporte no Brasil passamos por alguns times atuando na prática no 4-5-1, como o Corinthians de Sócrates em 1984, o Fluminense tricampeão carioca de 1983 a 1985 e campeão nacional em 1984, além do Bahia campeão brasileiro de 1988, mas não com a mesma distribuição das peças. Até chegar novamente ao Flamengo, campeão carioca em 1991 e brasileiro no ano seguinte.

Comandado por Carlinhos, tinha os jovens Paulo Nunes e Nélio nas pontas voltando com os laterais até o campo de defesa rubro-negro se necessário e dando liberdade para Junior armar o jogo e municiar o artilheiro Gaúcho. O volante entre as linhas era Uidemar. Obviamente tudo dentro da dinâmica e do ritmo do futebol no início dos anos 1990.

Só que esta estrutura foi montada pelo antecessor de Carlinhos. Um jovem técnico que saiu do clube de forma intempestiva, reclamando da estrutura da Gávea. Segundo ele, faltava até bola para treinar. Quem? Vanderlei Luxemburgo, contratado no início de 1991 depois de ganhar notoriedade com o título paulista pelo Bragantino no ano anterior.

O grande dilema de Luxemburgo era encontrar a melhor posição para Junior, o Leovegildo. Hoje comentarista da TV Globo e na época com 37 anos. Meio-campista que funcionava melhor voltando para armar o jogo. Mas não era volante, nem meia ofensivo. Neste período as funções eram bem distintas. Ou seja, Júnior recuado comprometia a marcação, adiantado não entrava na área adversária com a frequência de um camisa dez. Como resolver?

Luxemburgo teve a sacada: os pontas Alcindo e Marcelinho – sim, o que depois ganharia o “Carioca” e algumas rusgas com Luxemburgo – voltariam marcando os laterais adversários até a linha de fundo e liberariam os laterais do Fla para marcarem mais por dentro, deixando o posicionamento da última linha mais estreito, como funciona hoje. Isso fazia com que um volante apenas fosse suficiente para proteger a retaguarda.

Bola roubada, Junior, que não precisava se dedicar tanto no combate, recebia limpo e tinha opção do lateral ou do ponteiro passando em velocidade, do meia ao seu lado ou do pivô de Gaúcho. O time chegava no ataque para finalizar com, no mínimo, três jogadores e um deles não precisava necessariamente ser o camisa cinco veterano.

O primeiro ensaio foi na disputa da Libertadores, mas com Zinho fechando mais o meio que voltando até o fundo. Com a lesão do camisa onze, o técnico passou a usar jogadores mais agudos e velocistas. Deu certo num 3 a 0 sobre o Vasco no Maracanã pelo Brasileiro. Assim o Fla teve um esboço de reação no campeonato nacional, sem conseguir a classificação para as fases finais em tempos de mata-mata. Depois se recuperou vencendo a Copa Rio, torneio que dava vaga à Copa do Brasil, e iniciando bem o Carioca.

O genioso e, na época, genial Luxemburgo saiu reclamando para comandar o Guarani e chegou Carlinhos, que tentou algumas vezes voltar para o 4-4-2, mas as lideranças da equipe – Gilmar Rinaldi, Wilson Gottardo, o próprio Júnior e Gaúcho – sempre convenciam o treinador a retornar ao 4-3-3. Na prática um 4-1-4-1. Pensado e iniciado por Vanderlei, que talvez nem lembre mais disto.

Não é piada. Em 1991, Luxemburgo foi mesmo um “cara de vanguarda”.

O 4-3-3, na prática um 4-1-4-1, que Luxemburgo armou pela primeira vez no Flamengo no Brasileiro de 1991 - vitória por 3 a 0 sobre o Vasco. Os pontas Marcelinho e Alcindo recuando para dar liberdade a Junior. Sacada do jovem treinador que seria a base tática do time rubro-negro campeão carioca em 1991 e brasileiro no ano seguinte (Tactical Pad).

O 4-3-3, na prática um 4-1-4-1, que Luxemburgo armou pela primeira vez no Flamengo no Brasileiro de 1991 – vitória por 3 a 0 sobre o Vasco. Os pontas Marcelinho e Alcindo recuando para dar liberdade a Junior. Sacada do jovem treinador que seria a base tática do time rubro-negro campeão carioca em 1991 e brasileiro no ano seguinte (Tactical Pad).


Luxemburgo nunca vai entender Guardiola
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André Rocha

 

luxemburgo bem amigos

Vanderlei Luxemburgo foi um dos convidados de Galvão Bueno no programa “Bem Amigos” do Sportv. Há tempos este que escreve não assiste a uma entrevista do treinador.

Simplesmente porque já se sabe tudo que ele vai dizer. Em resposta ao questionamento habitual nos últimos anos de ser um técnico ultrapassado, Luxemburgo sempre usa os mesmos exemplos: Alex Ferguson e Arsene Wenger e a longevidade no Manchester United e no Arsenal, o Flamengo de Zico e o Brasil de 1970 para tentar justificar uma suposta falta de novidades no futebol atual.

Também os próprios movimentos de “vanguarda”. O recuo de Evair como “falso nove” no Palmeiras bicampeão brasileiro de 1993/94, a velocidade e o futebol ofensivo no mesmo alviverde em 1996 e o recuo de Rincón como volante para qualificar a saída de bola no Corinthians em 1998. Todos louváveis, inovadores para a época e que consagraram um dos maiores técnicos da história do nosso futebol. Mas do século passado.

Sempre o passado. Como se nada tivesse acontecido desde 2004, ano de sua última conquista relevante: o título brasileiro com o Santos. Desconsiderando a revolução do futebol nos últimos anos. Sempre que pode menosprezando, ainda que nas entrelinhas, o principal agente desta transformação: Pep Guardiola.

É óbvio que as ideias em si do técnico catalão não são novas. A rigor, a última ideia verdadeiramente original no futebol mundial foi o famoso “arrastão” da Holanda em 1974 – o movimento coletivo para abafar o adversário que estava com a bola para induzí-lo ao chutão e colocar os companheiros em impedimento no campo de ataque.

Guardiola combinou conceitos de Johan Cruyff, Arrigo Sacchi, Marcelo Bielsa, Ricardo La Volpe, Juan Manuel Lillo, Cesar Menotti, Louis Van Gaal e outros para formular novos métodos de treinamento e produzir um modelo de jogo no Barcelona que combinava posse de bola, marcação por pressão e compactação dos setores. Porém atualizados, alinhados ao que se faz no século XXI. Uma combinação de estilos que mudou o esporte para sempre, tanto pelo que conquistou quanto pelo que exigiu de movimento dos concorrentes e fez o jogo evoluir trinta anos em oito.

Luxemburgo desconsidera o estudo e o trabalho. Fica preso à ideia original. Como quem prova pão refinado, elaborado em uma panificadora com os processos industriais e artesanais mais modernos e teima que tudo é pão e tem a coragem de afirmar que fazia o mesmo no forno da própria casa. Ou quem aprende as letras e os números e conclui que nada mais precisa estudar porque todo o resto é uma derivação.

Durante o programa, o técnico se irritou com os comentaristas convidados. Só ele tem razão. Mas teve que ouvir calado a crítica sutil de Galvão Bueno ao citar técnicos que estudaram e aprenderam a ser comunicar em vários idiomas e, por isso, construíram carreiras sólidas no exterior. Já Luxemburgo afirmou durante anos que seu sonho era trabalhar na Europa, mas passou vergonha no Real Madrid em 2005 com seu portunhol grotesco.

Tanta arrogância impossibilita uma autocrítica verdadeira, de quem não entrega resultados e desempenho porque parou no tempo. Mesmo no Brasil que está longe de ser o centro mais atualizado. Ou até na China, país no qual protagonizou o maior vexame de sua carreira ao ser demitido por um clube da segunda divisão.

O técnico observa o futebol de hoje sem os olhos do aprendiz. Talvez porque o jogo em si nem esteja mais entre as suas prioridades. Por isso nunca vai entender Guardiola. Nem Thomas Tuchel, Mauricio Pochettino ou quem mais vier no futuro. Porque está preso às próprias lembranças e de lá não vai sair. Uma pena.


Qual é o seu Brasil x Argentina inesquecível? O meu, um amistoso histórico
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André Rocha

Será o 101º confronto entre os maiores rivais da América do Sul – 39 vitórias brasileiras, 36 argentinas e 25 empates. Nas partidas oficiais – Copa América, Copa das Confederações e Copa do Mundo – a vantagem é da albiceleste: em 37 partidas, 16 vitórias contra 12 brasileiras e nove empates.

Qual o seu jogo inesquecível? Para este que escreve, que começou a acompanhar futebol com algum discernimento a partir de 1981, há algumas vitórias marcantes: os 3 a 1 na Copa do Mundo da Espanha em 1982 e 2 a 0 na Copa América de 1989 no Maracanã.

A mais emblemática, porém, foi em um amistoso. Setembro de 1999. Dois confrontos – não era o “Clássico das Américas”. No primeiro, 2 a 0 para a Argentina no Monumental de Nuñez no dia 4, um sábado. Gols de Verón, em falha do goleiro Dida, e Crespo. Um passeio da equipe de Marcelo Bielsa.

Na volta em Porto Alegre, o primeiro registro na memória: apesar de toda pressão, Vanderlei Luxemburgo não mexeu na escalação. Apenas fez ajustes e trabalhou o aspecto motivacional para a disputa no Beira-Rio no feriado da Independência.

Deu certo. Um massacre brasileiro: 4 a 2. Três de Rivaldo, um do Ronaldinho – o Ronaldo Fenômeno, ainda chamado no diminutivo, dando ao jovem parceiro a alcunha de “Gaúcho”. Mudança de “atitude” e também tática: desmanche do habitual 4-3-1-2 de Luxemburgo à época, recuo do Gaúcho junto a Rivaldo e Ronaldinho mais à frente.

A Argentina de Bielsa se confundiu. “El Loco” já trabalhava com a montagem da retaguarda de acordo com o ataque rival. Então sofreu com Vivas, Ayala e Samuel ora contra apenas um centroavante, ora enfrentando o trio ofensivo, sem sobras. Às costas de Zanetti, que batia com Zé Roberto, e Sorín, duelando com Vampeta, já que González substituiu Cláudio López para ficar aberto à esquerda e voltar com Cafu.

Emerson pegava Verón e Roberto Carlos esperava Ortega, mais pela direita. Tempos de perseguições individuais que quase sempre geravam um “efeito dominó”. Como Redondo era o típico “cinco” à frente da defesa, não acompanhava a movimentação de Rivaldo, que seria o melhor do mundo naquele ano. O camisa dez deitou e rolou. Marcou cinco gols legais para três serem validados pelo árbitro Oscar Ruiz.

Em tempos de perseguições individuais, cada um pegou o seu no clássico sul-americano. Menos Redondo, que não acompanhou Rivaldo, que deitou e rolou e seria eleito o melhor do mundo em 1999 (Tactical Pad).

Em tempos de perseguições individuais, cada um pegou o seu no clássico sul-americano. Menos Redondo, que não acompanhou Rivaldo, que deitou e rolou e seria eleito o melhor do mundo em 1999 (Tactical Pad).

Por que é histórico? Luiz Felipe Scolari, então treinador do Palmeiras, foi a Porto Alegre e viu o espetáculo do trio Rivaldo-Ronaldinho-Gaúcho. Em 2002, os protagonistas do quinto título mundial brasileiro na Ásia sob o comando de Felipão.

Anos depois, já com a rivalidade com Luxemburgo arrefecida, o técnico gaúcho admitiu que ali nasceu a ideia de juntar os três “Rs” no ataque canarinho. O blogueiro também não esqueceu. Confira no vídeo abaixo o jogo na íntegra:

E você, tem um clássico memorável entre estas seleções? Conte na caixa de comentários.


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