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Gent faz a Bélgica voltar às oitavas da Champions League após 15 anos

André Rocha

10/12/2015 07h35

E o Gent fez história. Depois do Anderlecht na temporada 2000/01, um time belga alcança as oitavas-de-final da Liga dos Campeões – na época, uma segunda fase de grupos. Quinze anos depois, também repetiu a façanha de emendar três vitórias no torneio continental.

Na última, aproveitou um Zenit relaxado pela liderança absoluta com 100% de aproveitamento até então e desfalcado – inclusive Hulk, poupado. O técnico Hein Vanhaezebrouck também mexeu na equipe para a decisão da vaga em casa. Colocou o ala Saief e o meia Dejaegere no banco.

Mas não mudou o "W-4-1" costumeiro. A entrada do zagueiro brasileiro Rafinha adiantou Asare como ala. Nos 2 a 1 sobre o Lyon, eles formaram com Nielsen e Mitrovic uma linha de quatro. Uma opção para o decorrer da partida. De início, sempre três atrás.

Na frente, Simon criou uma opção de velocidade pela esquerda. Decisiva. Contra o frágil zagueiro português Luís Neto, opção de André Villas-Boas para também atuar com um trio de defensores, o rápido nigeriano deitou e rolou.

Fez o cruzamento para a cabeçada de Depoitre e serviu Milicevic no gol da vitória histórica que poderia inclusive ter virado goleada se o domínio do primeiro tempo, com 62% de posse de bola e oito finalizações contra duas, tivesse ao menos resultado em mais um gol. Como a chance inacreditável desperdiçada por Depoitre à frente do goleiro Lodygin.

A retaguarda ainda inspira cuidados. No sexto gol de Dzyuba no torneio, um show de horrores na pixotada de Kums e Nielsen errando a cabeçada, com a bola caindo nos pés do artilheiro russo. Se o nível técnico não é dos melhores, convém fazer o mais simples e prático.

Ainda mais no cruzamento das oitavas. O risco de encarar um Real, Barcelona ou Bayern de Munique é mais que palvável. Independentemente do adversário, o Gent seguirá sendo tratado como zebra.

Foi assim na fase de grupos. Valencia vai jogar a Liga Europa, o Lyon assistirá a seqüência da maior competição de clubes do planeta pela televisão. Se o sorteio não for tão cruel, quem sabe não há vida no mata-mata?

Melhor não duvidar do Gent.

Na vitória sobre o time misto do Zenit, o mesmo 3-2-4-1 do Gent, mas com o nigeriano Simon acelerando pela esquerda e servindo Depoitre e Milicevic nos gols da vitória (Tactical Pad).

Na vitória sobre o time misto do Zenit, o mesmo 3-2-4-1 do Gent, mas com o nigeriano Simon acelerando pela esquerda e servindo Depoitre e Milicevic nos gols da vitória (Tactical Pad).

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.