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Primeiro Cruzeiro de Deivid tenta ser mais móvel e rápido que o de Mano

André Rocha

20/01/2016 22h53

Foi o teste inicial, amistoso de pré-temporada. Cedo. Mas já deu para perceber algumas mudanças conceituais no Cruzeiro de Deivid em relação ao de Mano Menezes. Especialmente nos primeiros 60 minutos com a maioria dos titulares na vitória por 2 a 0 sobre o Rio Branco-ES em Cariacica.

A começar pelo retorno de Mayke. Apoiando bem aberto, muitas vezes colado à linha lateral dando amplitude e procurando o corredor para buscar profundidade. Também porque Alisson cortava para dentro, procurando De Arrascaeta e Willian para as tabelas, trocando com Marcos Vinícius. Com mobilidade. Todos girando e dando opção. Ou tentando no início do trabalho.

Sem a bola, duas linhas de quatro compactas fazendo pressão no campo de ataque em alguns momentos da partida, para dosar as energias. Deu algum trabalho a Fábio, mesmo com as limitações do oponente. Natural pelas pernas pesadas por conta do desgaste dos fortes treinamentos físicos.

No meio, Henrique e Ariel Cabral construindo o jogo. Passes curtos e longos, controlando ou acelerando. Apoio alternado, sem a figura definida de "primeiro" ou "segundo" volante. Coisa do passado. Assim como a definição clara do desenho tático – 4-2-3-1, 4-4-1-1, 4-4-2. O que importa é o modelo de jogo, a participação coletiva.

Apesar da manutenção da base, é preciso acertar a coordenação. Mas valeu a jogada pela direita com Mayke e Arrascaeta, Alisson servindo Willian e Marcos Vinicius conferindo. Deslocamento, criação do espaço, profundidade, rapidez nos últimos vinte metros. Precisão no primeiro gol.

No segundo tempo, Dedé retornou na vaga de Manoel e Sánchez Miño estreou no lugar de Marcos Vinicius. Por 15 minutos. O time ficou mais seguro, porém menos rápido. Serviu para testar antes das muitas substituições que dificultam a avaliação em qualquer amistoso, de clube ou seleção.

Neste modo "aleatório", Gabriel Xavier criou pela direita com o pé canhoto, Matías Pisano quase acertou belo chute rasteiro e Rafael Silva, ex-Vasco, mostrou que pode ser útil entrando em diagonal da esquerda para fechar a conta.

Placar que importa pouco. Valeram mais as ideias que Deivid pretende colocar em prática. Com todos os descontos, o primeiro ensaio de 2016 foi positivo.

4-2-3-1, 4-4-1-1, 4-4-2. O desenho pouco importa. No Cruzeiro de Deivid valem as ideias e a proposta de trabalho coletivo no primeiro teste da temporada (Tactical Pad).

4-2-3-1, 4-4-1-1, 4-4-2. O desenho pouco importa. No Cruzeiro de Deivid valem as ideias e a proposta de trabalho coletivo no primeiro teste da temporada (Tactical Pad).

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.