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No clima de união da Primeira Liga, a agressão. Quem entende o Fred?

André Rocha

27/01/2016 22h00

Foto_Fluminense_CAP

Ídolo, 32 anos, quinto maior artilheiro da história do Fluminense, duas Copas do Mundo no currículo. Na estreia do time no Brasil, depois da Flórida Cup, a referência na frente e de experiência, jogando com três garotos no quarteto ofensivo – Danielzinho na vaga que provavelmente será de Diego Souza.

Logo dele o destempero. Desde o início no Raulino de Oliveira o enrosco com Léo, lateral direito do Atlético Paranaense. Trocaram empurrões, esbarrões…Mas quase sempre com iniciativa de quem deveria acalmar os companheiros. Até os adversários num jogo entre clubes aliados na Primeira Liga. Caráter amistoso, espírito de comunhão.

Mas Fred perdeu o controle. E o Flu o jogo, mesmo sem desvantagem numérica com a expulsão absurda de Léo, o agredido. Gol de Vinicius, perseguido pela torcida tricolor desde o primeiro minuto. Boa jogada de Eduardo, o substituto.

Sem Walter e André Lima, Marcos Guilherme alternou com Cryzan no centro do ataque e pela esquerda no 4-2-3-1 armado por Cristóvão Borges. Time com setores compactos, mas sem adiantar tanto a última linha – até porque seria uma temeridade com os lentos Vilches e Paulo André na zaga. Vale observar mais esta aparente mudança positiva na filosofia do treinador.

Saída de trás com bola no chão, sem ligações diretas. No meio, o ótimo Otávio ditando o ritmo e buscando acelerar o passe para os ponteiros entre os zagueiros e laterais adversários.

Mesma proposta do Fluminense de Eduardo Baptista, em desenho tático semelhante. A diferença era Fred, mais fixo na frente. Quase marcou completando jogada de Felipe Amorim, tentou ser participativo. Porém sentiu a inatividade, já que não entrou em campo nos Estados Unidos.

Cícero teve a chance de compensar na cobrança de pênalti, mas bateu mal e Weverton pegou. Com a camisa sete que era de Jean, o volante/meia tentou organizar e distribuir o jogo. Faltou coordenação coletiva. Natural no final de janeiro.

Com equipes completas, times no 4-2-3-1 com propostas semelhantes. A diferença era Fred, referência pouco móvel na frente. No Atlético, destaque para Vinicius como meia central.

Com equipes completas, times no 4-2-3-1 com propostas semelhantes. A diferença era Fred, referência pouco móvel na frente. No Atlético, destaque para Vinicius como meia central (Tactical Pad).

Só não dá para aceitar a atitude de Fred. Não foi a primeira vez, impossível esquecer da tola expulsão na final da Sul-Americana 2009 contra a LDU. Talvez não seja a última. Quem entende o centroavante histórico do Fluminense?

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.