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Cristiano Ronaldo já é Bola de Ouro e pode tirar de si o asterisco de Messi

André Rocha

06/07/2016 18h04

Depois de sofrer para criar espaços na linha de cinco defensores galeses no primeiro tempo, Portugal definiu a semifinal no segundo tempo em oito minutos com Cristiano Ronaldo e Nani, os atacantes do 4-1-3-2 luso (Tactical Pad).

Depois de sofrer para criar espaços na linha de cinco defensores galeses no primeiro tempo, Portugal definiu a semifinal no segundo tempo em oito minutos com Cristiano Ronaldo e Nani, os atacantes do 4-1-3-2 luso (Tactical Pad).

Portugal havia jogado um futebol indigente numa avaliação geral dentro da Eurocopa. Mas foi letal no início do segundo tempo da semifinal contra País de Gales que garantiu a primeira vitória em 90 minutos e a presença na final.

Cristiano Ronaldo decidiu. O melhor finalizador que este que escreve viu jogar. De cabeça, o terceiro na edição e o nono na história da competição, igualando Michel Platini. Depois iniciou a jogada, na hora de arrancar para a área desistiu e esperou o rebote. Decisão acertada. Dominou com liberdade e chutou para Nani escorar.

Dois a zero em oito minutos. Intervalo de três minutos entre os dois gols. Improvável depois de um primeiro tempo de 51% de posse dos galeses que penaram na articulação sem Ramsey. Os lusos haviam finalizado cinco vezes contra três, mas em 45 minutos apenas uma conclusão no alvo: de Bale para defesa de Rui Patrício.

Estava difícil infiltrar na linha de cinco defensores de Gales e mais a proteção de Allen e Ledley. Nani e Cristiano até tentaram, com o suporte de Adrien Silva, Renato Sanches e João Mário, os três meias à frente de Danilo, volante mais plantado para liberar os laterais Cédric e Raphael Guerreiro, que não desceram tanto. Talvez temendo a circulação de Bale nas costas.

O técnico Chris Coleman desmanchou o sistema original, preencheu o meio com Williams, colocou Vokes e Church na frente e despejou bolas na área portuguesa. Só deu espaços para os contragolpes que só não terminaram no terceiro gol porque Danilo perdeu à frente do goleiro Hennessey e o individualismo de Cristiano Ronaldo em algumas jogadas.

Natural para quem quer competir e decidir sempre. A quarta Bola de Ouro está garantida com título e artilharia da Liga dos Campeões no Real Madrid e agora Portugal na decisão continental. Mas mesmo com o favoritismo no outro lado da semifinal, convém não menosprezar a grande estrela da Europa e seus compatriotas.

Até porque a disputa com Lionel Messi pelo status de maior craque desta era ganharia um ingrediente especial e decisivo com um título importante pela seleção. Se vencer, Cristiano Ronaldo tira de si o asterisco que incomoda o rival argentino. O domingo pode ser histórico.

(Estatísticas: UEFA)

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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