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Fluminense ganha corpo e goleia Paraná com força ofensiva de seus volantes

André Rocha

08/10/2018 21h57

O virtual rebaixado Paraná não é parâmetro para avaliações mais profundas, mas foi ao Maracanã para complicar através da retranca. Claudinei Oliveira plantou cinco homens na última linha, por vezes seis. Guardando com muito cuidado o seu setor direito.

Porque Ayrton Lucas e Everaldo são as melhores opções ofensivas do Fluminense de Marcelo Oliveira que preservou boa parte das ideias de Abel Braga. Depois de experimentar linha de quatro, resolveu voltar aos três zagueiros. Mas num 3-4-1-2 mais móvel com a entrada de Luciano na vaga do lesionado Pedro. Mesmo desequilibrado ao deixar o lado direito apenas com o ala Léo e apoio eventual de alguém do meio ou do zagueiro Ibañez.

Como acontece com a maioria dos times brasileiros,  o Flu sofreu para trabalhar a bola e buscar as infiltrações. Trocava passes e batia no muro, depois ensaiou apelar para os cruzamentos, mas sem uma referência no ataque com boa estatura ficou claro que seria arma interessante apenas nas bolas paradas, com os zagueiros aparecendo na área adversária.

A solução que resolveu o jogo nos 4 a 0 que alçam o Flu à oitava colocação – pelo menos até o Cruzeiro, com a mesma pontuação, enfrentar o Ceará no jogo adiado por conta do jogo na quinta pela Libertadores emendado com eleições gerais no país e final da Copa do Brasil – foi atacar com os volantes. Dois gols de Jadson, um de Richard. Jogando de área a área.

Na dificuldade para penetrar, os chutes mesmo diante de um forte bloqueio. O de Everaldo que desviou e encontrou Jadson no primeiro, o de Richard que desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Richard Costa. No início do segundo tempo, outro de Jadson. Pisando na área adversária. Em ritmo de treino no final, com Paulo Ricardo, Calazans e  Danielzinho ganhando minutos, mais um de Luciano consolidando a goleada.

Imposição do estilo com 61% de posse de bola e 15 finalizações. Quatro de Jadson, duas de Richard, metade no alvo. 32 cruzamentos, número alto. Mas definiu com bola no chão e arriscando de fora. Atacando com os volantes. Recursos que não são tão habituais para abrir retrancas. Funcionou também pelas muitas fragilidades do Paraná.

O Fluminense cumpriu sua missão e ganha corpo. Se afasta do Z-4 para se concentrar nas quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Nacional. Mas antes vai mais forte para o clássico contra o Flamengo sábado no Maracanã.

(Estatísticas: Footstats)

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.