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Zé Ricardo, exclusivo: "Teremos trabalho para repor as perdas no Botafogo"

André Rocha

2010-01-20T19:04:00

10/01/2019 04h00

Foto: Dudu Macedo/FotoArena/Estadão Conteúdo

O saldo da temporada 2018 pode ser considerado positivo para o Botafogo. Campeão estadual com Alberto Valentim, garantiu vaga na Sul-Americana com a nona colocação, sem os sustos que Vasco e Fluminense passaram para assegurar permanência na Série A. Fruto do trabalho de Zé Ricardo, que assumiu em agosto, o time oscilou naturalmente e se recuperou na sequência de cinco vitórias e um empate entre a 32ª e a penúltima rodada. Talvez o melhor momento do Alvinegro no ano.

Mas 2019 chega apresentando novo desafio de reformulação, com perdas importantes e busca de reposição dentro da realidade do clube no mercado. Em entrevista exclusiva, o treinador lamenta as mudanças e as dificuldades financeiras, mas busca caminhos para manter o nível de rendimento nas competições. Comenta também sobre sua passagem pelo curso da CBF (Licença PRO) e a interação com técnicos consagrados.

BLOG – O que esperar do Botafogo em 2019 com elenco tão mexido?

ZÉ RICARDO – O Botafogo terminou o ano passado com uma "cara" e jogando um bom futebol. Certamente iriam aparecer propostas para alguns jogadores e outros, naturalmente iriam sair por movimentos do mercado. Com as dificuldades financeiras que o clube passa, temos que mostrar criatividade para remontar o elenco e continuar performando. Acredito numa equipe competitiva e com muito espirito coletivo. Pode demorar um pouco, mas dessa forma esperamos alcançar rendimento e, consequentemente resultados.

BLOG – O modelo de jogo, que ganhou encaixe na reta final do Brasileiro, vai mudar em função das alterações no grupo de jogadores?

ZÉ RICARDO – Certamente teremos que observar o rendimento que terão os novos atletas e aqueles que deverão ter mais minutos em campo, mas buscaremos manter aquilo que estávamos construindo no trimestre final de 2018.

BLOG – Qual impacto na gestão do grupo com perdas de liderança como Jefferson, Igor Rabello e Rodrigo Lindoso?

ZÉ RICARDO – Muito grande! Três atletas com tempo de clube, líderes (cada qual com seu perfil) e que faziam parte de um "corpo" da equipe. É lógico que teremos trabalho para repor as perdas, mas entendemos que isso faz parte do futebol brasileiro e, com algumas exceções, as equipes conseguem não manter por muito tempo seus jogadores de destaque.

BLOG – Você começou no Flamengo precisando propor jogo, mas sempre ressaltou a necessidade de um sistema defensivo forte. No Vasco e Botafogo, pela diferença na capacidade de investimento, seus times puderam atuar mais vezes na base das transições. Como você se sente mais confortável?

ZÉ RICARDO – Cada elenco tem seu perfil e cada clube tem o seu estilo e história e necessidades (momento). Levando esses aspectos em consideração é que busco sempre o equilíbrio das equipes que trabalho.

BLOG – Para terminar, como foi a interação com os colegas no curso da CBF agora no final do ano – Tite, Mano, Dunga e outros? O que você leva para o seu trabalho nesta temporada?

ZÉ RICARDO – Foi uma troca fantástica! Imagine que em determinado momento estávamos todos reunidos junto com Tite, Mano, Dunga, Falcão e Parreira (esses dois últimos como palestrantes) numa mesma sala, trocando experiências e informações. Além disso, uma turma muito interativa que fez com que o tempo do curso passasse de forma rápida e agradável.

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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