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Flamengo paga pela desconcentração contra um Galo jogando final de Copa

André Rocha

2018-05-20T19:21:24

18/05/2019 21h24

Os titulares do Flamengo foram ao Independência tratando uma das maiores rivalidades interestaduais do país, se não for a maior, como um jogo qualquer. Talvez acreditando que repetiria com naturalidade a vitória do ano passado – um placar "mentiroso" para quem assistiu à partida, vencida no sufoco com gol de Everton Ribeiro completando jogada de Vinicius Júnior.

Bom início rubro-negro, novamente com Arrascaeta por dentro, Everton Ribeiro e Bruno Henrique nas pontas e Gabriel Barbosa no centro do ataque. Mas Rodrigo Caio, de atuação perfeita na quarta contra o Corinthians pela Copa do Brasil, vacilou na saída de bola e terminou a jogada no chão depois do drible e finalização precisa de Cazares. Meia que formou com Luan e Chará o trio de meias atrás de Ricardo Oliveira.

Um Galo ligado e elétrico compensando com fibra alguma desorganização defensiva que dava espaços para as infiltrações em diagonal de Bruno Henrique, que empatou o jogo em seguida na jogada individual. Com Gabriel Barbosa errando praticamente tudo e cada vez com menos confiança, o ataque do Fla depende demais de seu ponteiro esquerdo.

Ainda assim, parecia que conseguiria se impor na segunda etapa depois da expulsão de Elias por entrada duríssima sobre Renê no final do primeiro tempo. Mas entrou ainda mais disperso e autossuficiente. Em cobrança de lateral de Guga, vacilo de Léo Duarte e golaço de Chará. Com explosão no campo e no estádio para deixar bem clara a diferença anímica e de consciência da importância da partida.

Abel empilhou atacantes: Berrío, Lincoln e Vitinho nas vagas de Gabriel, Arrascaeta e Léo Duarte. Totalmente desorganizado e dependente dos cruzamentos de Pará e Renê (50 bolas levantadas em 90 minutos!), os visitantes abafaram, finalizaram 12 vezes (19 vezes no total) e fizeram de Victor um dos destaques da partida. Mas podiam ter entregado mais futebol. E atenção.

O Galo se fechou num 4-4-1 que recuava até Vinícius, o substituto de Cazares – Ricardo Oliveira já havia saído no intervalo para a entrada de Adilson, a reposição a Elias na proteção da retaguarda. Com entrega absoluta segurou os 2 a 1 e comemorou como final de Copa do Mundo. Porque entendeu a grandeza de um clássico nacional e a relevância para não se desgarrar da briga pelo topo da tabela. O Fla de novo fica devendo quando exigido em um cenário mais complicado.

(Estatísticas: Footstats)

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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