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Na bola parada, Vasco é time da virada. Flu precisa entender sua realidade

André Rocha

20/07/2019 13h16

A proposta de jogo do Vasco ficou clara desde o primeiro minuto: marcação pressionada para deixar o Fluminense desconfortável e acelerar as transições ofensivas explorando os espaços às costas da defesa tricolor. Aproveitando o "abafa" do torcedor em São Januário.

Mas sem Rossi, suspenso, o ataque de Vanderlei Luxemburgo entrega pouco. Já o Flu tem Pedro, o fator de desequilíbrio no final do primeiro tempo de superioridade cruzmaltina. Aproveitando a jogada de Gilberto, que roubou no campo de ataque e serviu o centroavante. Sem Ganso, também suspenso, Diniz contou com a estreia de Nenê para tentar organizar as ações de ataque. Sofreu pela falta de entrosamento, obviamente.

Mais sofreu mesmo com limitações na retaguarda. Mesmo com o zagueiro Nino salvando gol certo e tentando compensar os problemas de seus companheiros de zaga. Primeiro Digão levando o vermelho por dois amarelos, depois Frazan, que substituiu Nenê para recompor a zaga e acabou também expulso diretamente por falta em Pikachu na direção do gol. O Flu pode alegar exagero da arbitragem, mas foram lances de interpretação. É preciso ter mais cautela.

Também foco em resultados neste momento. O Fluminense tem proposta corajosa e arrojada, seus jogos são divertidos. Mas em determinados momentos é necessário um pouco de pragmatismo para pontuar. São seis partidas sem vitória e o risco real de rebaixamento no cenário atual. Ainda mais em um elenco tão desigual – o que, por exemplo, o goleiro Agenor faz em um time de Série A?

Melhor para o Vasco, respirando na fuga do Z-4 – meta real até aqui bem administrada por Luxemburgo. Com 46% de posse finalizou 13 vezes, seis no alvo. Contra apenas quatro. Virou na bola parada, primeiro com Leandro Castán em rebote de Agenor, depois na cobrança de falta de Bruno César, que entrou na vaga de Yan Sasse. Paradoxalmente, com desempenho abaixo em relação ao primeiro tempo, porém com mais eficiência nas finalizações.

No aperto, os três pontos importam mais. O Vasco entendeu a importância do clássico. O Flu precisa acordar para sua realidade.

(Estatísticas: Footstats)

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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