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Nem desfalques importantes tiram a fome do líder Flamengo

André Rocha

07/09/2019 19h05

Rodrigo Caio forçou o terceiro amarelo contra o Palmeiras. Bruno Henrique, convocado por Tite, também. Mais De Arrascaeta no Uruguai. Três ausências importantes, uma em cada setor. Mais Berrío, a serviço da Colômbia, que seria uma opção interessante justamente pelos desfalques na frente.

Jorge Jesus então armou o Flamengo em Brasília para enfrentar o lanterna Avaí com Rhodolfo na zaga, Piris da Motta mais fixo à frente da defesa liberando Gerson pela esquerda e o garoto Reinier posicionado mais adiantado, próximo de Gabriel Barbosa. Em números algo próximo de um 4-4-1-1.

Só uma coisa não mudou no líder do Brasileiro: a fome. Intensidade para reagir rapidamente à perda da bola e pressionar e o firme propósito de atacar o tempo todo. Mesmo correndo riscos e fazendo Diego Alves trabalhar com duas belas defesas no primeiro tempo e levar bola na trave no segundo.

Porque havia um problema que foi minimizado ao longo do jogo, também pelas muitas limitações do time de Alberto Valentim: Gerson e Reinier procuravam o centro para trabalhar a bola e isolavam Filipe Luís pela esquerda. Atacando e defendendo. O Fla ficava naturalmente penso à direita, com Rafinha, Arão, Everton Ribeiro, Gabriel…

Mas foi por dentro que Piris da Motta trabalhou com Reinier e a nova joia rubro-negra serviu Gabriel Barbosa para o 15º gol do artilheiro do campeonato. Do lado oposto, cobrança de escanteio de Everton Ribeiro e cabeçada precisa de Pablo Marí no ângulo. Para abrir vantagem de dois gols e definir os 3 a 0 com bela jogada que passou por Arão e Gabriel devolvendo a assistência para o primeiro gol de Reinier pelo profissional. O grande personagem de mais uma vitória por três gols de diferença. A quarta seguida no Brasileiro.

Sem trégua de Jorge Jesus, porém. O treinador português que foi ver a vitória do time catarinense sobre o Fluminense no Maracanã na segunda-feira trocou Piris por Vitinho. Depois tirou Reinier e formou uma dupla de laterais na direita com Rafinha e João Lucas. Por fim, descansou Filipe Luís e mandou a campo Renê. Administrando a média de 60% de posse e nove finalizações contra oito. A diferença na mira: seis no alvo contra quatro.

Para confirmar a impressão das últimas rodadas: está difícil encarar o Flamengo. Mesmo descontando a venda de mando de campo do Avaí, a atuação coletiva foi segura. Com momentos de espetáculo, como o lindo passe de letra de Gerson para Willian Arão chutar no travessão na primeira etapa.

Sempre voltado para o ataque. A pergunta: até onde vai esse apetite?

(Estatísticas: Footstats)

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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