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Tabela e desempenho jogam o Fluminense na zona do desespero

André Rocha

01/11/2019 07h52

Foto: Agência Estado

Entrar no Z-4 em uma reta final de campeonato é sempre preocupante. Mas estar em 17º, olhar para cima e ver cinco times a apenas cinco pontos de distância com oito rodadas a disputar, em tese, não seria nada muito desesperador.

Menos para o Fluminense, que efetivou Marcão como treinador depois da traumática transição de Fernando Diniz para Oswaldo de Oliveira, teve uma reação imediata pelo tal "fato novo", mas agora se vê sem muitas soluções para reagir no campo. Ainda uma "herança" de Fernando Diniz, com momentos de posse de bola inócua e pouca eficiência nas finalizações e fragilidade defensiva, com os adversários precisando de poucas conclusões para irem às redes tricolores. E depender da regularidade de Paulo Henrique Ganso e Nenê não parece muito promissor.

Para piorar, a tabela aponta confrontos complicados: um clássico contra o Vasco no Maracanã na próxima rodada e depois cinco jogos fora e apenas três no Rio de Janeiro. A sequência: São Paulo no Morumbi, Internacional no Beira-Rio, Atlético Mineiro no Rio de Janeiro, CSA em Alagoas, Palmeiras no Maracanã, Avaí na Ressacada, Fortaleza em casa e Corinthians em Itaquera.

Ou seja, enfrenta concorrentes diretos para fugir da "confusão", o Palmeiras que ganha fôlego ao reduzir para oito pontos a distância para o líder e times envolvidos na disputa parelha pelas vagas na Libertadores de um G-6 que pode virar G-7 caso o Flamengo conquiste a edição 2019 do torneio continental. Todos inconstantes, mas em uma reta final de campeonato, principalmente em seus domínios, não vão dar muitas brechas para surpresas ao cruzar com um time na rabeira da tabela.

O melhor cenário seria tentar aproveitar uma possível queda anímica do Vasco por conta da derrota para o Grêmio por 3 a 1 em São Januário que freou a reação em busca do G-6, empurrar o Atlético Mineiro para baixo no confronto direto, torcer para encarar um Palmeiras já sem esperanças de título, o Avaí matematicamente rebaixado na antepenúltima rodada e Fortaleza e Corinthians sem maiores aspirações na reta final. E tentar pontuar nos jogos mais difíceis como visitante.

Possível, mas ainda assim bem complicado. Porque falta conteúdo de jogo e bateu o desespero com a sequência de quatro jogos sem vencer – derrotas para Athletico, Flamengo e Ceará, empate em casa com a Chapecoense.  E o pior: com duas rodadas por semana não há muito tempo para treinar e melhorar o rendimento. A tabela e a bola jogada atiram o Fluminense no desespero e hoje parece difícil que ele saia de lá até o dia oito de dezembro.

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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