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Flu empurra Cruzeiro para o precipício. Número de vitórias é drama celeste

André Rocha

26/11/2019 07h32

Eduardo Carmim / Photo Premium

O Fluminense venceu o CSA em Maceió por 1 a 0, gol de Yonny González. Subiu para 38 pontos, com dez vitórias. Mesmo número de triunfos do Ceará, o 16º colocado com um ponto a menos que o tricolor. O Botafogo, com 39 pontos, venceu 12 vezes. Já o Cruzeiro terminou a 34ª rodada no Z-4 com 36 pontos.

Em uma rodada complicada, levando 4 a 1 do Santos na Vila Belmiro, seria compreensível, pelo contexto, a descida à zona de rebaixamento, mas se mantendo com esperanças na briga para fugir do inferno nunca frequentado pelo time celeste.

O que está complicando a vida dos mineiros é o número de vitórias, primeiro critério de desempate em caso de igualdade nos pontos. Apenas sete em 34 rodadas. Duas com Mano Menezes em 15 rodadas, o mesmo número nos sete jogos sob o comando de Rogério Ceni e três em 13 partidas depois da chegada de Abel Braga.

Um número ridículo. Mascarado inicialmente pelas campanhas no mata-mata, prioridade do clube. Depois agravado pela escolha infeliz por Ceni, para o Cruzeiro e também na carreira do treinador. Agora já no desespero, vendo o pesadelo se aproximar, a confiança está mais que abalada. Mesmo com elenco experiente, a perna "encurta" na hora de decidir e a equipe acaba apelando para cruzamentos a esmo. O abalo emocional torna tudo ainda mais complicado.

É obrigação vencer em casa o CSA virtualmente rebaixado, tentar se aproveitar da baixa mobilização de Vasco e Palmeiras, sem grandes aspirações na competição, e torcer para o Grêmio já estar com a última vaga do G-4 já garantida na penúltima, quando for visitá-lo em Porto Alegre. Para buscar pelo menos duas vitórias e um empate e torcer contra Fluminense, Ceará e Botafogo. Nesta edição, 43 pontos devem ser suficientes para garantir a permanência na Série A.

O tricolor encara o Palmeiras de "luto" pela perda precoce das chances de título no Maracanã, depois visita o rebaixado Avaí, recebe o Fortaleza e fecha contra o Corinthians, que já deve ter sua vida definida na última rodada e tem jogado em clima de fim de ciclo à espera de Tiago Nunes.

O Ceará enfrenta o Flamengo de "ressaca" no Rio de Janeiro, recebe Athletico e Corinthians em Fortaleza e sai contra o Botafogo esperando que o duelo não se transforme em uma decisão no Nílton Santos. Porque o time de Alberto Valentim sai contra Chapecoense e Atlético Mineiro e recebe o Internacional. Talvez a tabela mais acessível do quarteto que tenta fugir da "confusão".

Se houver qualquer empate nos pontos, o Cruzeiro certamente vai lamentar o desleixo em quase metade da competição por pontos corridos, a má condução com Rogério Ceni e a escolha conservadora, de gestão de vestiário, com Abel. A crise política e financeira torna tudo mais complexo. Um combo de equívocos que empurra o gigante para o precipício.

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.