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Sem Marí e com Léo Pereira, Flamengo perde técnica e ganha velocidade

André Rocha

29/01/2020 01h45

Imagem: DIvulgação / Flamengo

O Flamengo não conseguiu repetir 1982 e manter os onze campeões da Libertadores para a temporada seguinte. Pablo Marí vai para o Arsenal por empréstimo – 5 milhões de euros com opção de compra em definitivo no meio do ano –  realizar o sonho de jogar a Premier League que não conseguiu pelo Manchester City. Sem contar a preferência da família por voltar para a Europa. Compreensível.

Os dirigentes rubro-negros agiram rápido e contrataram Léo Pereira do Athletico-PR, por sete milhões de euros. Três anos mais jovem que Mari, quatro centímetros mais baixo. Também canhoto, com passe vertical. Como Jorge Jesus pediu quando chegou e foi atendido com o zagueiro espanhol. Ambos marcaram dois gols no último Brasileiro e têm médias de passes corretos bem próximas – 88% do espanhol, 87% do seu sucessor.

A rigor, o Flamengo perde em técnica. Não só nos passes de Marí, mas também nas suas finalizações quando aparece na área adversária. O espanhol é superior também no jogo aéreo, com 70% de vitórias, contra 57% de Léo. O time ganha, porém, em velocidade. Não apenas nas coberturas, mas também na recuperação rápida acompanhando os companheiros de última linha de defesa e na circulação da bola. Pode ser interessante pela dinâmica de jogo rubro-negra. Desarma, intercepta e corta mais que Marí.

É claro que Léo Pereira vai disputar posição com Gustavo Henrique. E se o tempo trabalhando com Jesus conta, o ex-santista leva ligeiríssima vantagem sobre o novo companheiro. Mas dentro do contexto foi mais um tiro certo do atual campeão brasileiro e sul-americano. Além das valências físicas, técnicas e táticas, tem força mental e cultura de vitória, participando das conquistas da Sul-Americana em 2018 e da Copa do Brasil no ano passado.

O elenco perde mais uma peça, desta vez titular. Mas continua muito forte, ao menos em tese. Vejamos na prática, muito em breve.

(Estatísticas: SofaScore.com)

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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