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Se o Guaraní for o Tolima da vez, que Tiago Nunes seja Tite

André Rocha

06/02/2020 07h57

O Corinthians teve 72% de posse de bola e finalizou 19 vezes contra apenas oito do Guaraní paraguaio em Assunção. Dominou a ida da segunda fase da Libertadores, mas não dá para dizer que jogou bem.

Porque o que se espera de um time superior técnica e taticamente é que naturalmente crie as chances cristalinas e as aproveite. A equipe de Tiago Nunes finalizou no alvo apenas quatro vezes. Também foram quatro as chances claras contra apenas duas do adversário. Todas no início do jogo. Uma bola na trave e o gol de Jorge Morel, logo aos sete minutos.

De novo a falha no jogo aéreo. Vacilo de Sidcley dando condições. O time brasileiro pode contestar uma falta de Benitez em Boselli na origem, mas não reclamar da sorte.

Everaldo e o centroavante argentino não podem desperdiçar oportunidades tão claras. Luan não tem o direito de ser tão irregular, mesmo em um início de ano.

2020 que teve Flórida Cup e Libertadores quando deveria ser pré-temporada. Cenário complicado que sacrificou o São Paulo no ano passado. Em 2015, obrigou Tite a queimar etapas na preparação. Conseguiu a vaga na fase de grupos, mas depois pagou nas oitavas do torneio ontra o próprio Guaraní.

Os paraguaios podem repetir o feito, mas agora de forma "precoce". Ou ser o Tolima da vez se resistir em Itaquera.

O Corinthians ainda é o favorito à vaga. Mesmo com oscilações já mostra um esboço do que o novo treinador quer em intensidade e fluidez no jogo. No ritmo de Victor Cantillo, já identificado como o "maestro". Por todos, inclusive o adversário que vigiou de perto o meio-campista colombiano.

Se cair de novo antes da fase de grupos, que Tiago Nunes seja o Tite de nove anos atrás. Ou seja, avaliado pelo potencial a desenvolver e respaldado pela direção, novamente com Andrés Sanchez à frente.

Nem sempre é possível fazer milagre com um calendário tão maluco que já tem time pressionado e jogando a vida em fevereiro.

(Estatisticas: SofaScore)

 

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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