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Passeio do Fluminense é a esperança de equilíbrio no Carioca

André Rocha

09/02/2020 18h25

O desânimo do Botafogo, eliminado das semifinais da Taça Guanabara com as vitórias de Boavista e Flamengo, não diminui a boa atuação do Fluminense no Maracanã.

Desempenho que passa por um elenco mais completo à disposição de Odair Hellmann e a sequência de jogos para assimilar o modelo de jogo do novo treinador. Apesar da decepção na Copa Sul-americana com o empate em casa por 1 a 1 com o chileno Union La Calera.

O clássico mostrou uma equipe tricolor organizada na saida da defesa, com os volantes Yuri e Henrique dando suporte aos zagueiros  Luccas Claro e Digão para projetar os laterais Gilberto e Egídio no campo adversário.

Nenê com liberdade total para procurar os flancos e acionar a velocidade e a mobilidade do trio Wellington Silva-Evanilson-Marcos Paulo. Também aparecer na frente para marcar os dois primeiros gols que encaminharam os 3 a 0.

O do estreante Wellington Silva completando jogada de Marcos Paulo e Egídio deu a impressão de que, se mantivesse o ritmo, o Fluminense poderia repetir os 7 a 1 do quadrangular final do Carioca de 1994.

Porque o Botafogo de Alberto Valentim adiantava a última linha defensiva, mas não pressionava o adversário com a bola. No estádio, Keysuke Honda deve ter se assustado com o que viu.

O Flu aproveitou com boa técnica e sincronia de movimentos, especialmente pelas pontas. Toques rápidos, ultrapassagens, muita gente pisando na área para finalizar. Inclusive os laterais, atacando por dentro.

Nada excepcional ou revolucionário, mas bem executado. O segundo tempo foi de controle e pensamento no Fla-Flu. Hellmann ainda aproveitou para colocar em campo Paulo Henrique Ganso, que deve mesmo ser a reposição de Nenê no 4-2-3-1, e o peruano Fernando Pacheco, além de Caio Paulista.

Opções para o elenco que se apresenta como a esperança de equilíbrio no estadual. A começar pelo Fla-Flu de quarta-feira, meso com os rubro-negros priorizando a Supercopa do Brasil. Que time Jorge Jesus mandará a campo?

Seja qual for a formação do atual campeão carioca, pode dar jogo no clássico. Porque o Fluminense passeou no fechamento da fase de grupo, sinaliza uma evolução interessante e salta bem à frente de Vasco e Botafogo.

 

 

 

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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