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Flamengo campeão na noite mágica de Gabigol, Gerson e Jorge Jesus

André Rocha

27/02/2020 00h10

A expulsão de Willian Arão aos 21 minutos do primeiro tempo testou a maturidade e a capacidade de se adaptar à demanda do jogo. E a resposta do Flamengo foi a melhor possível.

Concentração máxima, especialmente dos zagueiros Gustavo Henrique e Léo Pereira ainda não adaptados aos movimentos da última linha de defesa. Amparados por Rafinha e Filipe Luís, cientes da responsabilidade sem bola, com erro zero.

Thiago Maia entrou no lugar de Pedro e foi correto na proteção da defesa. Auxiliados pela dedicação absoluta de Everton Ribeiro e De Arrascaeta pelos lados, até a exaustão dando lugar a Michael e Vitinho.

Um time ajustado. É claro que a atmosfera ajuda, mas não foi só o Maracanã. E não enfrentou qualquer um. O Independiente del Valle nde Miguel Angel Ramirez ovamente foi uma equipe organizada para atacar. Com Pellerano livre para distribuir as jogadas.

E Faravelli infiltrando para finalizar, mas parando em Diego Alves. Defesaça com 1 a 0 no placar. Tão importante quanto Rafinha e Filipe Luís, experientes e acostumados a grandes jogos. O lateral esquerdo um pouco acima, até porque o jogo ficou um pouco no "modo Atlético de Madrid". Perfeito defensivamente.

Mas os destaques absolutos, além do trabalho de Jesus, foram mesmo Gerson e Gabriel Barbosa. A melhor atuação da dupla com a camisa do Flamengo. Não só pelos gols que definiram os 3 a 0, mas pela excelência técnica e o comprometimento.

Com Gerson amarelado desde os 14 minutos de jogo. Fechando o meio, saindo rápido. E finalizando, resgatando uma virtude que sobressaiu na chegada ao clube e depois ficou adormecida. Reapareceu na hora certa, com duas bolas nas redes.

E Gabriel. Iluminado para conferir o recuo bizarro de Segovia que bateu no travessão e sobrou para o camisa nove. Depois sustentando o ataque sozinho. Compensando a ausência do lesionado Bruno Henrique e a saída de Pedro.

Caindo pelos lados, retendo a bola, segurando o ataque sozinho e puxando um contragolpe no primeiro tempo contra três defensores. Participando de todos os gols. Por falar neles, são seis nos seis primeiros jogos do ano. Voltou inspirado.

Uma noite mágica de uma equipe histórica, para guardar na memória. A Recopa Sul-Americana é a terceira taça em dez dias, a quinta do Flamengo de Jorge Jesus. E parece só o começo em 2020.

Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.

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