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Fluminense começa a se encaixar em um roteiro conhecido e perigoso

André Rocha

03/09/2019 06h52

Foto: Clever Silva / Agência O Dia

Troca de treinador ainda no primeiro turno, confiança diminuindo a cada jogo. Torcida ainda apoiando, mas já perdendo a paciência. Poucos recursos e escolhas não tão certeiras, falta de opções confiáveis em funções primordiais para o contexto, como goleiro e centroavante. O Fluminense que segue na zona de rebaixamento e agora acumula duas derrotas em casa para os times mais fracos da Série A começa a se encaixar em um roteiro conhecido e perigoso.

Não dá para falar em conflito desempenho x resultado, porque é impossível afirmar que uma equipe que domina as partidas contra CSA e Avaí no Maracanã e não consegue ir às redes durante 180 minutos em um universo de 56 finalizações jogou bem. E Nenê não pode desperdiçar uma chance com o goleiro Vladimir do Avaí já batido…

Porque o futebol não aceita desaforo. Muito menos tirar Oswaldo de Oliveira de sua quase aposentadoria para herdar o estilo personalíssimo de Fernando Diniz. Porque é difícil ver no treinador veterano a capacidade de fazer os devidos ajustes para diminuir os problemas defensivos e de contundência na frente que saltam aos olhos. Também é complicado vislumbrar uma mudança anímica para, na base do pragmatismo, começar a pontuar e fugir da "confusão".

Mais as dificuldades financeiras do clube que obrigam a negociar Pedro com a Fiorentina e perder um dos melhores e mais promissores atacantes do país, além de não contar com um goleiro confiável para salvar o time nas dificuldades – quem não lembra da agonia do Vasco em 2013 com Diogo Silva, Alessandro, Michel Alves e Jordi se revezando na meta?

A equipe continua ofensiva, até porque é difícil tirar o DNA de Diniz. Mas o que antes era divertido e agradável de se ver já fica preocupante até para quem não torce pelo Fluminense. O turno vai chegando ao fim e as perspectivas não são nada boas, incluindo os dois jogos como visitante contra adversários diretos para fugir do Z-4.

Com uma partida a menos, contra o Palmeiras no Allianz Parque, o time está apenas dois pontos à frente do lanterna Avaí e a seis do Cruzeiro, 16º e primeiro fora da zona de rebaixamento. São 22 rodadas para a recuperação, mas é difícil enxergar a luz. Já vimos esse cenário antes e a história não terminou bem.

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Sobre o Autor

André Rocha é jornalista, carioca e blogueiro do UOL. Trabalhou também para Globoesporte.com, Lance, ESPN Brasil, Esporte Interativo e Editora Grande Área. Coautor dos livros “1981” e “É Tetra”. Acredita que futebol é mais que um jogo, mas o que acontece no campo é o que pauta todo o resto. Entender de tática e estratégia é (ou deveria ser) premissa, e não a diferença, para qualquer um que trabalha com o esporte. Contato: anunesrocha@gmail.com

Sobre o Blog

O blog se propõe a trazer análises e informações sobre futebol brasileiro e internacional, com enfoque na essência do jogo, mas também abrindo o leque para todas as abordagens possíveis sobre o esporte.