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Fluminense ganha corpo e goleia Paraná com força ofensiva de seus volantes
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André Rocha

O virtual rebaixado Paraná não é parâmetro para avaliações mais profundas, mas foi ao Maracanã para complicar através da retranca. Claudinei Oliveira plantou cinco homens na última linha, por vezes seis. Guardando com muito cuidado o seu setor direito.

Porque Ayrton Lucas e Everaldo são as melhores opções ofensivas do Fluminense de Marcelo Oliveira que preservou boa parte das ideias de Abel Braga. Depois de experimentar linha de quatro, resolveu voltar aos três zagueiros. Mas num 3-4-1-2 mais móvel com a entrada de Luciano na vaga do lesionado Pedro. Mesmo desequilibrado ao deixar o lado direito apenas com o ala Léo e apoio eventual de alguém do meio ou do zagueiro Ibañez.

Como acontece com a maioria dos times brasileiros,  o Flu sofreu para trabalhar a bola e buscar as infiltrações. Trocava passes e batia no muro, depois ensaiou apelar para os cruzamentos, mas sem uma referência no ataque com boa estatura ficou claro que seria arma interessante apenas nas bolas paradas, com os zagueiros aparecendo na área adversária.

A solução que resolveu o jogo nos 4 a 0 que alçam o Flu à oitava colocação – pelo menos até o Cruzeiro, com a mesma pontuação, enfrentar o Ceará no jogo adiado por conta do jogo na quinta pela Libertadores emendado com eleições gerais no país e final da Copa do Brasil – foi atacar com os volantes. Dois gols de Jadson, um de Richard. Jogando de área a área.

Na dificuldade para penetrar, os chutes mesmo diante de um forte bloqueio. O de Everaldo que desviou e encontrou Jadson no primeiro, o de Richard que desviou na defesa e saiu do alcance do goleiro Richard Costa. No início do segundo tempo, outro de Jadson. Pisando na área adversária. Em ritmo de treino no final, com Paulo Ricardo, Calazans e  Danielzinho ganhando minutos, mais um de Luciano consolidando a goleada.

Imposição do estilo com 61% de posse de bola e 15 finalizações. Quatro de Jadson, duas de Richard, metade no alvo. 32 cruzamentos, número alto. Mas definiu com bola no chão e arriscando de fora. Atacando com os volantes. Recursos que não são tão habituais para abrir retrancas. Funcionou também pelas muitas fragilidades do Paraná.

O Fluminense cumpriu sua missão e ganha corpo. Se afasta do Z-4 para se concentrar nas quartas de final da Copa Sul-Americana contra o Nacional. Mas antes vai mais forte para o clássico contra o Flamengo sábado no Maracanã.

(Estatísticas: Footstats)


Na estreia de Jorginho, a vitória do “Clube de Regatas Yago Pikachu”
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André Rocha

Na entrevista à beira do campo em São Januário, Claudinei Oliveira, treinador do Sport, já previa um Vasco transformado animicamente por conta da estreia de Jorginho no comando técnico. O tradicional “fato novo” que movimenta o clube e muda o ambiente. Ao menos no início.

Claudinei certamente também sabia que, apesar das mudanças no time cruzmaltino, uma coisa não mudaria: a dependência das jogadas de Yago Pikachu. Só não esperava que o meia pela direita no 4-2-3-1 armado por Jorginho seria tão decisivo.

Abriu o placar completando passe de Giovanni Augusto, depois sofreu e converteu o pênalti que colocou o Vasco novamente à frente no placar depois do gol contra de Paulão. Michel Bastos, que entrou no lugar de Fellipe Bastos, empatou em bela virada. Mas Pikachu apareceu para chutar forte e, no rebote de Magrão, Ramon, substituto de Bruno Cosendey, definiu os 3 a 2.

Triunfo valorizado pela boa atuação do Sport, mesmo sem Anselmo, volante negociado pelo Internacional ao Al-Wheda de Fabio Carille. Justificando a vice-liderança antes do início da 11ª rodada. Organizado num 4-2-3-1 muitas vezes com a última linha de defesa bem estreita, com os defensores próximos, e os ponteiros Rogério e Marlone voltando como laterais negando espaços a Luiz Gustavo e Henrique. Terminou com mais posse de bola (55%) e apenas uma finalização a menos: 11 contra 12. Mas apenas duas na direção da meta de Fernando Miguel.

Das seis do Vasco no alvo, quatro foram de Pikachu. Dois gols, o chute que deu o rebote do terceiro e ainda um lindo voleio que Magrão salvou. Definitivamente, o camisa 23 desequilibrou. Mais uma vez. Desta vez com a vitória do “Clube de Regatas Yago Pikachu”. Para Jorginho iniciar em paz sua segunda passagem pelo Vasco como treinador.

(Estatísticas: Footstats)


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