Blog do André Rocha

Arquivo : croacia

Balanço final da Copa (craque, seleção, surpresa, revelação…)
Comentários Comente

André Rocha

Foto: AP

Seleção da Copa do Mundo 2018 para este blog:

Courtois (Bélgica)

Trippier (Inglaterra)

Thiago Silva (Brasil)

Umtiti (França)

Laxalt (Uruguai)

Kanté (França)

Modric (Croácia)

De Bruyne (Bélgica)

Mbappé (França)

Hazard (Bélgica)

Perisic (Croácia)

Treinador: Roberto Martínez (Bélgica)

 

Melhor jogo: Brasil 1×2 Bélgica

Pior jogo: França 0x0 Dinamarca

Surpresa: Rússia chegar até às quartas

Decepção: Alemanha, atual campeã, caindo na fase de grupos

Melhor atuação coletiva: Croácia, nos 3 a 0 sobre a Argentina

Pior atuação coletiva: Alemanha, na derrota por 2 a 0 para a Coréia do Sul

Melhor atuação individual: Mbappé, nos 4 a 3 da França sobre a Argentina

Pior atuação individual: Fernandinho, na derrota do Brasil para a Bélgica

Gol mais bonito: Pavard, na vitória da França sobre a Argentina

Craque e revelação: Kylian Mbappé

 


Campanha campeã é maior que a bola jogada pela França pragmática
Comentários Comente

André Rocha

Como esperado, o início de jogo em Luzhniki foi marcado pela tensão costumeira de uma final de Copa do Mundo e também pelo encaixe previsto dos desenhos táticos. França e Croácia marcando por zona, porém com duelos bem definidos. Especialmente no meio-campo: Kanté x Modric, Pogba x Rakitic e Griezmann x Brozovic. No 4-2-3-1 “torto” de Didier Deschamps, Matuidi esperava as descidas de Vrsaljko e auxiliava no combate a Modric. No 4-1-4-1 de Zlatko Dalic, Strinic até descia pela esquerda, mas tinha como maior preocupação a velocidade de Mbappé.

Mas os franceses encontravam dificuldade para acionar seu principal atacante. Recuavam as linhas, mas não encontravam espaços para acelerar. Muito pelos méritos do oponente. A Croácia adiantou as linhas, marcou e ocupou o campo de ataque e rodou a bola em busca de espaços.

Até Griezmann cavar uma falta inexistente. Na cobrança, Pogba, em posição legal, disputou com Mandzukic, que desviou marcando o primeiro gol contra em finais de Copa do Mundo. Os croatas teriam que subir a ladeira novamente. Mas a bola parada novamente ajudou na recuperação. Golaço de Perisic depois de limpar Kanté.

De novo a França recuou, novamente sofreu para encaixar um contragolpe. Outra vez foi salva pela bola parada. Pênalti de Perisic. Marcável como praticamente qualquer toque no braço segundo as novas e confusas orientações da FIFA para a arbitragem. O VAR entrou em cena e ajudou na interpretação de Nestor Pitana. Cobrança precisa de Griezmann.

A única finalização francesa em 45 minutos. Os croatas que tiveram 61% de posse tentaram sete vezes, só uma na direção da meta de Lloris. Nas redes. Primeiro tempo de superioridade croata.

Mas a França mais uma vez foi pragmática e letal. Coordenando melhor os contragolpes com o avanço e os sinais de desgaste físico e mental do adversário, acelerou pela direita com Mbappé, que serviu Pobga, meio-campista que iniciou a jogada com belo lançamento.

Depois a revelação da Copa, e também o craque para este que escreve, fez um gol de “ilusionista”. Mbappé posicionou o corpo para bater com efeito no ângulo esquerdo e acertou um chute rasteiro no canto direito de Subasic. Poderia ter fechado 4 a 1 como o Brasil de 1970 sobre a Itália. No entanto, Lloris vacilou e Mandzukic desviou para as redes. Mas certamente o atacante croata trocaria seus três gols pelo título mundial.

Que também é de Giroud. Virou titular por suas funções em campo: estatura nas disputas pelo alto na defesa e no ataque. Fundamental na Copa da bola parada. Também um pivô facilitando o trabalho de Mbappé e Griezmann. Forte e alto, empurra a defesa para trás e cria espaços às costas dos volantes para seus companheiros. Uma lição para quem parou no tempo e acha que o camisa nove só presta se fizer gol. Giroud não marcou nenhum e é o campeão.

A Croácia foi até o limite. Terminou com 61% de posse, 83% de efetividade nos passes contra apenas 74% dos fraceses. Finalizou 15 vezes contra oito – seis a três no alvo. Modric eleito melhor da Copa. Na decisão, porém, a Copa também foi da bola parada e da precisão técnica. Em disputas tão parelhas, o futebol não perdoa o “arame liso”.

França absoluta, mas com campanha melhor que o desempenho em campo. Maior que a bola jogada. Invencibilidade, vitórias em confrontos com os campeões Argentina e Uruguai. Superando a talentosa geração belga e goleando os croatas por 4 a 2. Sem prorrogação nem decisão por pênaltis.

Fica a impressão de que a obsessão pelo título depois da decepção em casa na Eurocopa em 2016 engessou um pouco a equipe. Pouca mobilidade ao atacar para garantir a organização na perda da bola, não desguarnecendo nenhum setor. Solidez defensiva para aumentar a competitividade.

Deu certo. E consagrou Deschamps, agora se juntando a Zagallo e Beckenbauer como os únicos campeões como jogador e treinador. Mesmo sem espetáculo, a missão foi cumprida.

(Estatisticas: FIFA)

 

 

 


Prévia tática de França x Croácia: quem sairá do “encaixe perfeito”?
Comentários Comente

André Rocha

Pelo esforço absurdo de três prorrogações seguidas é impossível saber se Zlatko Dalic vai manter a formação titular da Croácia para a grande final. Mas também é improvável que algum jogador, a menos que esteja com uma lesão muscular grave por conta do esforço, queira ficar de fora do “filé” depois de roer o osso em 360 minutos, mais duas decisões por pênaltis.

Partindo do 4-1-4-1 da semifinal e da melhor atuação da seleção na Copa, os 3 a 0 sobre a Argentina, e do 4-2-3-1 da França que ganhou corpo desde a vitória sobre o Peru com Matuidi pela esquerda mais compondo o meio que formando o quarteto ofensivo, temos uma espécie de “encaixe perfeito” das equipes. Tanto no desenho tático quanto nas características dos atletas.

Ainda que Kanté e Brozovic tenham perseguido Messi em muitos momentos dos jogos, o volante do Chelsea tenha feito o mesmo com De Bruyne e Pogba sofrido com Fellaini na semifinal, França e Croácia marcam essencialmente por zona. Mas, de acordo com o posicionamento básico, os jogadores de cada setor acabam se encontrando e duelando ao longo da partida.

Ambas contam com laterais que não são brilhantes, mas equilibram bem as funções de ataque e defesa e se adequam caso precisem guardar posição ou descer pelo corredor. No embate de domingo é bem provável que Strinic fique mais atento à movimentação de Mbappé e Vrsaljko apoie mais, já que não há um atacante agudo pelo seu setor.

No meio-campo, os duelos mais prováveis são Kanté x Modric, Pogba x Rakitic e Griezmann x Brozovic. Pavard espera Perisic e Hernández faz o mesmo contra Rébic. Os zagueiros Lovren e Vida cuidam de Giroud e Varane e Umtiti ficam atentos aos movimentos de Mandzukic.

É óbvio que o futebol não acontece numa imagem estática como no campinho abaixo. Mas mesmo com o dinamismo da disputa, uma palavra será chave para desequilibrar o oponente: mobilidade.

Os franceses têm guardado mais o posicionamento, talvez pelo temor de serem pegos com as linhas desorganizadas na perda da bola. Um desperdício, já que este 4-2-3-1 “torto” tem como principal arma ofensiva o deslocamento de outros jogadores para o lado em que há um volante ou meia e não um ponteiro. Ou seja, o espaço deixado por Matuidi poderia ser melhor explorado por Griezmann, Giroud ou até mesmo Mbappé invertendo o flanco. Nos jogos apenas o lateral Hernández se projeta pela esquerda. Uma inversão entre Griezmann e Mbappé também pode ser interessante para deixar o jovem atacante do PSG mais solto para aproveitar na velocidade o trabalho de pivô de Giroud.

Já a Croácia na execução de seu modelo permite apenas como surpresa a inversão dos pontas Rébic e Perisic que buscam as diagonais aproveitando o espaço deixado pelo móvel Mandzukic, que sabe atuar como referência ou pelo lado. Modric e Rakitic também costumam trocar o posicionamento por dentro, de acordo com as características dos volantes adversários.

As estatísticas apontam a Croácia com maior posse de bola e efetividade nos passes, mas é a quarta que mais utiliza os cruzamentos, média de 26 por jogo – potencializada, logicamente, pelas prorrogações que disputou. Luka Modric é o meia que mais acerta passes e vai encontrar Kanté, o líder absoluto de desarmes e interceptações. Mbappé é o finalista que mais acerta dribles, Griezmann o que mais finaliza. Rakitic está no topo entre os que mais acertam inversões de jogo, fundamentais para desarticular sistemas defensivos organizados como o do oponente.

A França sofreu apenas quatro gols em 540 minutos – três da Argentina e um, de pênalti, da Austrália na estreia. A Croácia cinco em 630 – um de pênalti da Islândia (com time repleto de reservas), Dinamarca, em cobrança de lateral na área, e Inglaterra (falta), dois da Rússia, o de Mário Fernandes na típica jogada de bola parada que gerou tantos gols neste Mundial. A previsão, não o desejo, é de uma final com poucos gols, definida no detalhe, na precisão técnica. Talvez até mais uma prorrogação para os croatas.

A resistência física deve ser um fator preponderante. Didier Deschamps pode optar por uma proposta de maior intensidade na pressão pós perda da bola, velocidade na transição ofensiva para desgastar ainda mais o adversário, que tende a aproveitar seus talentosos meio-campistas para adicionar pausas ao ritmo do jogo que façam a equipe respirar e acelerar no momento certo.

O palpite do blog é vitória francesa. Em 120 minutos. Porque a Croácia mentalmente é dura de se curvar, mesmo com os músculos extenuados. Só que desta vez encontrará um rival que foi implacável até aqui com as fragilidades e oscilações de quem cruzou o seu caminho. Na Copa da força mental é um trunfo para definir quem leva a taça para casa.

França no 4-2-3-1 que deve ter mais mobilidade de Griezmann, Mbappé e Giroud aproveitando o espaço à esquerda deixado pelo recuo de Matuidi; Croácia no 4-1-4-1 com os ponteiros Rebic e Perisic invertendo o posicionamento e Modric e Rakitic tentando ditar o ritmo contra Kanté e Pogba. Nos sistemas que encaixam, a mobilidade pode fazer a diferença (Tactical Pad).

(Estatísticas: Footstats)


Croácia prova que jogo eliminatório se decide com talento e força mental
Comentários Comente

André Rocha

O golaço de falta de Trippier logo aos quatro minutos podia ter desmanchado de vez a Croácia que vinha de duas prorrogações e teria que subir a ladeira em Moscou. Numa semifinal de Copa do Mundo e diante de uma Inglaterra com mais tradição, descanso e que costuma desgastar o adversário com seu jogo físico e de velocidade.

A primeira etapa teve a equipe de Zlatko Dalic com 52% de posse e seis finalizações contra quatro. Mas controle da Inglaterra com bom posicionamento da última linha de defesa do 5-3-2 e a movimentação de Kane, recuando para deixar Sterling mais avançado para os contragolpes e alternando com os meias Lingard e Dele Alli.

A dinâmica criava uma indefinição em Brozovic, o volante entre as duas linhas de quatro na volta do 4-1-4-1 que dá mais liberdade a Rakitic e Modric. Com um estilo vertical, a Inglaterra de Gareth Southgate teve a bola do segundo gol com Kane entrando pela esquerda e acertando a trave depois de finalizar e Subasic defender.

A impressão era de que não faria tanta falta, já que com a passagem do tempo o desgaste pesaria para os croatas. Os ingleses controlavam os espaços e tentavam acelerar nos contragolpes. Mas com muitos erros técnicos que não criavam a chance clara para finalizar. A Croácia foi adiantando as linhas e rodando a bola. Mas também não havia ideias ou a jogada diferente.

Até Perisic começar a encontrar brechas entre Trippier e Walker, logo o lateral que foi para a zaga com o intuito de deixar o trio de zagueiros mais móvel e rápido na cobertura. Walker hesitou, Perisic se antecipou e empatou, completando centro de Rakitic.

Os ingleses acusaram o golpe, passaram a errar além da conta e perder agressividade na marcação. Fizeram a Croácia acreditar e colocar o talento no jogo. Modric e Rakitic tomaram conta do meio-campo. Dalic não fez nenhuma substituição nos 90 minutos.

Guardou tudo para a prorrogação. Quatro substituições e toda a alma e personalidade. Alimentada a cada erro inglês, mesmo com Rashford, Rose, Dier e, no desespero, Vardy na vaga de Walker. Porque a Croácia tinha virado com Mandzukic. Mesmo exausto e com câimbras, aproveitou mais um vacilo da defesa inglesa na cobertura. Com participação de Perisic.

Nos minutos finais, os croatas sobraram fisicamente. Com Corluka, Badelj, Pivaric e Kramaric em campo. Estratégia arriscada que podia ter falhado na segunda etapa do tempo normal, mas que teve a chance de render mais um gol se Kramaric tivesse visto o inesgotável Perisic livre no contragolpe final. Foram 22 finalizações, o dobro dos ingleses, que só finalizaram no alvo com o gol de Trippier. Muito pouco em 12o minutos.

A Croácia teve qualidade e fé inquebrantável de que era possível. Armas poderosas em uma partida eliminatória com tanto em jogo. Por isto fará uma final histórica, consagrando a melhor e maior geração do país, superando 1998. Com 90 minutos a mais de futebol e suor na Copa em relação à França. Mas como duvidar de quem parece crer que tudo pode?

A Inglaterra pode e deve seguir investindo em um trabalho que tem tudo para dar frutos. Com esta e as próximas gerações, campeãs mundial sub-17 e sub-20. Só que agora é hora de Modric, Rakitic, Perisic, Mandzukic, Subasic e uma nação inteira.

(Estatísticas: FIFA)


Plano “alemão” da Inglaterra impede clima de final antecipada do outro lado
Comentários Comente

André Rocha

Inglaterra e Bélgica viveram um cenário único na fase de grupos da Copa do Mundo na Rússia. Eram favoritas destacadas contra Tunísia e Panamá e cumpriram a missão matematicamente com duas vitórias. O confronto da última rodada, no penúltimo dia de disputa, permitiu que se olhasse para os chaveamentos a partir das oitavas de final e projetasse um caminho no torneio.

O Grupo H não apresentava nenhum favorito destacado, até porque a cabeça de chave Polônia já estava eliminada. O resultado prático foi um duelo entre ingleses e belgas repleto de jogadores reservas. Compreensível pela oportunidade de rodar o grupo, descansar titulares e evitar suspensões. Mas a partida mostrou claramente que nenhum dos dois fazia muita questão de vencer.

O golaço de Januzaj deu a liderança com 100% de aproveitamento aos belgas. Para as oitavas, um duelo teoricamente mais tranquilo contra o Japão. Mas depois Portugal de Cristiano Ronaldo e os campeões Argentina, França, Uruguai e Brasil poderiam cruzar o caminho até a grande decisão.

Já para os ingleses a tarefa era mais complicada por enfrentar a Colômbia, líder do grupo e que chegou às quartas de final em 2014 com o artilheiro James Rodríguez. Se conseguisse a vaga nas quartas, porém, na sequências os possíveis adversários seriam Suíça, Suécia, Rússia, Croácia, Dinamarca e a Espanha como única campeã mundial e, em tese, favorita.

Ambas estão nas semifinais. Com sofrimento e desgaste, ainda que a Bélgica não tenha disputado prorrogação, enquanto a Inglaterra viveu um drama até a disputa por penalidades contra os colombianos. Nas quartas, como esperado, triunfo mais tranquilo sobre a Suécia por 2 a 0.

Confirmando a força do jogo físico e a eficiência nas jogadas aéreas. São cinco gols neste tipo de ação dos 11 marcados até aqui. Com os zagueiros Stones e Maguire aparecendo na área adversária aproveitando a estatura. Mas também iniciando a construção desde a defesa, auxiliando Henderson e fazendo a bola chegar a Trippier e Ashley Young, os alas do 5-3-2 inglês. Ou diretamente a Dele Alli, Lingard e Sterling. O trio que se movimenta com rapidez e intensidade em torno de Harry Kane, artilheiro da Copa com seis gols, mas também um centroavante que recua para trabalhar com os meias e abre espaços para as infiltrações dos companheiros.

Chegou como candidata ao título, mas no segundo pelotão. Agora está a um jogo da final que não disputa desde a conquista do título em 1966 como anfitriã. Pegando um “atalho” que lembrou o pragmatismo alemão. Em 1974, mesmo jogando em casa e contando com a fantástica geração de Maier, Beckenbauer, Overath e Gerd Muller, preferiu ser derrotada pela Alemanha Oriental, num duelo com vários significados naqueles tempos de Muro de Berlim. Tudo para fugir de um grupo com o então campeão Brasil, a Argentina e a sensação Holanda, o Carrossel de Rinus Michels e Cruyff. Na disputa em outro grupo com Polônia, Suécia e Iugoslávia se classificou para a grande decisão. Com mais moral e em jogo único e decisivo, a vitória por 2 a 1 sobre os holandeses e a festa em casa.

A Inglaterra disputa a semifinal como favorita não pela tradição, que contou bem pouco nesta edição da Copa. Mas principalmente por chegar mais inteira que a Croácia sofrida e exaurida por duas prorrogações e disputas de pênaltis contra Dinamarca e Rússia que exigiram demais física e mentalmente. A maneira de jogar da seleção de Gareth Southgate exige concentração e vigor do oponente e, mesmo com a experiência e a capacidade de controlar o tempo e o espaço de Modric e Rakitic, os croatas devem sofrer. E se vencerem mais este obstáculo chegarão fortalecidos demais à decisão.

Por isso tratar o duelo entre França e Bélgica como uma espécie de final antecipada por serem os sobreviventes de uma disputa entre gigantes parece um tanto irreal. Até pelo cenário imprevisível desta semifinal, que pode se definir apenas nos penais e exaurir as equipes para a decisão.

A ausência do suspenso Meunier certamente será sentida por Roberto Martínez, mas o treinador espanhol pode transformar o desfalque numa chance de novamente surpreender o adversário. Pode enviar Chadli para o lado direito, fazer Carrasco retornar à ala esquerda e voltar ao 3-4-3 da primeira fase ou simplesmente deslocar Alderweireld para a lateral e colocar Vermaelen na zaga ao lado de Kompany mantendo o 4-3-3 da vitória sobre o Brasil.

Outra dúvida é se manterá o posicionamento de Lukaku pela direita e De Bruyne como “falso nove” fazendo companhia a Hazard no tridente ofensivo sem participar do trabalho sem a bola e apostar tudo no talento e na capacidade de desequilibrar na frente. Mesmo defendendo com apenas sete homens, cedendo espaços e obrigando o fantástico goleiro Courtois a trabalhar.

Um risco diante de uma França que se encontrou no 4-2-3-1 com um “ponta volante” pela esquerda. Aliás, é a única dúvida de Didier Deschamps: mantém Tolisso, que cumpriu bela atuação nos 2 a 0 sobre o Uruguai, ou faz Matuidi retornar naturalmente depois da suspensão. Quem entrar será a “liga” entre a dupla Kanté e Pogba e os três jogadores mais adiantados.

A “exterminadora de sul-americanos” vem mostrando maturidade no Mundial. Com a “casca” da derrota em casa para Portugal na final da Eurocopa há dois anos. Contra os uruguaios aproveitou bem os erros do adversário para se impor. Com Giroud atuando mais coletivamente, como um elemento a prender a defesa adversária, fazer pivô e abrir espaços para Mbappé e Griezmann, os grandes destaques individuais da nova favorita ao título. Um perigo nesta edição da Copa do Mundo.

Teremos uma final inédita e europeia. Emblemática. E justamente pelo equilíbrio é que não se pode garantir nada. Apenas alguma vantagem física da Inglaterra. Que executou seu plano “alemão” e encarou um chaveamento menos exigente. Pelo desempenho coletivo e de nomes surpreendentes como Trippier e o goleiro Pickford vem sendo consistente. Mesmo acusada de simular faltas e escolher adversários, algo distante da imagem ligada à fidalguia e elegância. Ao fair play.

Desta vez o English Team quer ganhar ou chegar o mais longe possível. A Croácia que se prepare e franceses ou belgas não celebrem tanto assim o triunfo amanhã. A final será dura.


Argentina sobrevive na fibra, mas referência deve ser 1º tempo “sabellista”
Comentários Comente

André Rocha

A Nigéria deu muitas chances para a sorte fugir no jogo que valia classificação. No primeiro tempo por aceitar a imposição argentina e, depois do empate ganho de presente no pênalti discutível, mas tolo de Mascherano, que podia ter evitado, e convertido por Moses no início do segundo tempo. Depois desperdiçar chances seguidas – a melhor de Ighalo, livre à frente do goleiro Armani. Nenhum controle do jogo para administrar a vantagem do empate.

Deixou espaços demais e pagou no gol de Rojo. De uma Argentina desorganizada, com os nervos em frangalhos. Na fibra e na camisa bicampeã mundial, a seleção de Jorge Sampaoli arrancou à forceps a segunda vaga do Grupo D, beneficiada pela vitória da Croácia repleta de reservas sobre a Islândia também por 2 a 1.

Mas para o confronto diante da França nas oitavas de final, a referência da albiceleste deve ser o primeiro tempo em São Petersburgo.

Sem a bola, duas linhas de quatro com Messi solto atrás de Higuaín. No ataque, Mercado mais fixo na lateral direita formando um trio de defensores com Otamendi e Tagliafico, que cobria o lateral Rojo. Pérez atacava como ala, mas deixando o espaço que Messi precisa: entre a defesa e o meio-campo do adversário, partindo da direita para dentro. Simplicidade para fazer o talento desequilibrar.

Mas foi como atacante que o camisa dez desequilibrou. Belo passe longo de Banega, domínio, toque e finalização de gênio. Para fazer uma Argentina mais com jeito da vice-campeão mundial em 2014 de Alejandro Sabella depois da conversa entre Mascherano e Sampaoli.

Controle do jogo com posse de bola (64%) sem se desorganizar. Chances de ampliar com Higuaín e na cobrança de falta de Messi na trave esquerda de Uzoho. Cinco finalizações, três no alvo. Nenhuma dos nigerianos na direção da meta de Armani.

O desafio é não entrar em parafuso com a adversidade. A equipe fria e inteligente se dissolveu com o gol sofrido e o resto foi drama. A França, mesmo inconstante e ainda uma incógnita, pode não perdoar outro desespero de Messi e seus companheiros. Mas a receita está pronta: mais Sabella, menos Sampaoli. Basta o atual treinador seguir humilde e com o ouvido atento.

Argentina no 4-4-1-1 básico claramente inspirado na vice-campeão mundial de 2014 com Sabella. Posse de bola sem se desorganizar diante do 5-3-2 da Nigéria que no primeiro tempo permitiu o controle da albiceleste (Tactical Pad).

(Estatísticas: FIFA)


Croácia sobra contra a loucura de Sampaoli. Messi desta vez foi vítima
Comentários Comente

André Rocha

A chance da Argentina ser competitiva era, ou ainda é, o pragmatismo de Jorge Sampaoli emulando uma equipe aos moldes de Alejandro Sabella. Duas linhas de quatro compactas, organização, simplicidade e liberdade para Messi potencializar seu talento.

Mas o treinador, mesmo com pouco tempo de trabalho, muita instabilidade e um grupo, digamos, heterogêneo de jogadores, não abriu mão de suas convicções. Na estreia até tentou algo próximo da ideia de Sabella. Como não foi bem nem venceu, resolveu fazer do seu jeito.

E mandou a campo os três zagueiros adiantados, alas bem abertos e um trio ofensivo formado por Messi, Aguero e Meza. O 3-4-3 preferido pelo treinador, discípulo de Marcelo Bielsa, em seus outros trabalhos. Nunca sequer treinado com esta formação neste ciclo de um ano.

Logo contra a Croácia de Rakitic, Perisic, Modric e Mandzukic. Líder do grupo, sem tensão de estreia. Respeitando a camisa albiceleste e Messi. Por isso a escalação de Brozovic para ser o volante do 4-1-4-1 e negar os espaços entre defesa e meio-campo a Messi.

Saída rápida pelos flancos com toques rápidos buscando Mandzukic. Teve algum problema para adaptar o sistema à proposta argentina. Podia ter sucumbido no incrível gol perdido por Enzo Pérez, o meio-campista escalado com Mascherano para proteger a retaguarda cada vez mais exposta.

Mas controlou o jogo e esperou o erro. Veio do goleiro Caballero, titular por ser considerado pelo treinador o melhor a jogar com os pés. Mas vacilou na reposição após o recuo e entregou nos pés de Ante Rebic, que acertou linda finalização, ainda mais por não esperar o “presente”.

A Argentina desmoronou emocionalmente. Porque não há nenhuma segurança do que se pode fazer em campo. Um barco à deriva. Com espaços, Modric e Rakitic desfilaram a classe e os recursos técnicos que o planeta conhece. Dois belos gols para dimensionar a distância atual entre as equipes. 3 a o para garantir a classificação e dar moral aos croatas para as oitavas.

Moral. Confiança. Tudo que a Argentina não tem para jogar a sua história contra a Nigéria. Adversário sempre duro, que pode chegar ainda vivo. Que curiosamente estava no “grupo da morte” em 2002 que mandou os favoritos argentinos para casa. Também os nigerianos. Eliminados por dois europeus, Inglaterra e Suécia. Se a Islândia vencer amanhã a história pode se repetir.

Porque Sampaoli foi mais insano que “El Loco” Bielsa ao mudar sistema, modelo e plano de jogo dentro da Copa do Mundo sem nada para construir sua convicção. Por isto desta vez o contexto não permite condenar Messi. De novo passivo e desanimado depois de sofrer um gol. Mas a combinação do nível do adversário e da desorganização e mediocridade dos companheiros transforma o camisa dez em vítima. Mesmo considerando que é a última chance de vencer como protagonista por seu país.

Simplesmente não havia o que fazer. Haverá ainda algo para salvar a Argentina de um vexame histórico na Rússia?


Já é hora de parar de passar pano em Lionel Messi
Comentários Comente

André Rocha

Ele é o melhor jogador que este blogueiro viu em ação ao vivo desde que começou a ver futebol com um mínimo de discernimento, lá pelos anos 1980. Mas mesmo neste pedestal os gênios não podem ficar isentos de críticas.

Lionel Messi vem desperdiçando seu talento descomunal com um comportamento indecifrável no campo em momentos difíceis. Não exatamente jogos complicados em tese. Mas se sua equipe não torna as coisas acessíveis coletivamente, a capacidade do camisa dez fica limitada. Não é ele quem conduz seu time a reagir, mas o entorno precisa transformá-lo em protagonista.

Não significa que seja omisso. Sempre tenta. Ainda mais na quase sempre descoordenada e/ou limitada seleção argentina. Volta para articular, distribui e aparece na área para buscar a finalização. Mas repare que os movimentos são sempre os mesmos, os gestos técnicos iguais. Se os espaços entrelinhas não aparecem, se o adversário nega as opções de passe, se o dia não é dos melhores, como no empate em 1 a 1 com a Islândia na estreia da Copa do Mundo, Messi não inventa algo fora do seu vasto repertório. Normalmente se entrega.

Sim, ele finalizou 11 vezes na partida. Sim, a seleção de Jorge Sampaoli não tem ideias bem assimiladas, até pelo curto trabalho, e, por isto, não joga de memória. Mas, ora bolas, é o Messi. A exigência precisa ser a mais alta. Não basta tentar e se esforçar. Precisa decidir. E não pode desperdiçar a oportunidade de resolver a partida na cobrança de pênalti que consagrou o goleiro Halldorsson. Ainda mais quando a equipe depende tanto dele.

Já é hora de parar de passar pano em Lionel Messi. Uma certa conivência de quem se encanta com o que faz nos melhores momentos. Descendo quando convém o nível do sarrafo que tem que ficar no topo na cobrança por desempenho e resultados. A fama de bom moço, tímido e discreto, bem diferente do narcisismo midiático de Cristiano Ronaldo e Neymar, também cativa.

É óbvio que seu currículo recheado de conquistas não é de um perdedor. O questionamento é em relação ao comportamento em momentos específicos e muito importantes. Não é por acaso que nas ligas por pontos corridos ele supere Cristiano Ronaldo de longe. Messi é constante e regular. Nos últimos dez anos. O problema é quando a coisa sai do roteiro esperado.

“Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”, como está no imaginário popular. Ele não é super herói, mas quando vemos a atitude e a força mental de Cristiano Ronaldo contra a Espanha e também na trajetória que culminou no tricampeonato da Liga dos Campeões conquistado pelo Real Madrid fica claro que tem faltado algo a Messi.

Independe do entorno, do cenário, dos problemas da AFA. Messi precisa se indignar mais com a derrota enquanto é possível revertê-la. Não adianta chorar mirando chilenos e alemães na celebração de seus títulos. Ou ficar atônito com a eliminação do Barcelona para a Roma na última edição da Champions. Vexatória, se considerarmos as prateleiras dos clubes no futebol europeu.

Ainda há dois jogos da fase de grupos e as disputas eliminatórias, caso a Argentina se classifique. Sim, porque a Croácia já assumiu a liderança do Grupo C ao vencer a Nigéria por 2 a 0. Se não encontrar soluções para seus muitos problemas, o risco de eliminação da bicampeã mundial na primeira fase, repetindo o fiasco de 2002, é real.

Messi pode reverter o quadro e ainda ser o craque do Mundial na Rússia. Impossível duvidar de sua capacidade de fazer magia com o pé esquerdo. Cabe ao gênio reescrever sua história recente repleta de fracassos no mais alto nível. Afastar o rótulo de “pecho frio” que ele mesmo vem colando na sua imagem. O primeiro passo é abandonar a postura blasé, como se nada estivesse acontecendo. Como seus fãs querem fazer parecer.

É a última chance em Copa do Mundo de entrar no Olimpo dos maiores. Cristiano Ronaldo demonstra que já entendeu. Lionel Messi precisa despertar.

 


Copa do Mundo deve combinar características da última Euro e da Champions
Comentários Comente

André Rocha

A Copa do Mundo tem sua abertura na quinta-feira com a anfitriã Rússia diante da Arábia Saudita. O primeiro duelo já deve dar a tônica do que provavelmente será a fase de grupos na maioria das partidas.

Uma seleção favorita pela camisa, história, tradição e/ou um grupo mais qualificado de jogadores contra uma equipe tratada como “zebra” fechando espaços no próprio campo. Com a cada vez mais frequente linha de cinco ou mesmo a tradicional com quatro defensores, porém com os pontas recuando como laterais formando um cinturão guardando a própria área. Todos os movimentos estudados por departamentos de inteligência cada vez mais equipados e qualificados.

Então o time que ataca busca uma jogada individual mais perto da área do oponente, ou uma virada de bola rápida que surpreenda o sistema defensivo. Se não for possível, os chutes de média e longa distância, a jogada aérea com bola rolando ou parada e o desarme no campo de ataque com transição rápida viram as possíveis soluções para ir às redes. Tudo isso atento ao balanço defensivo para não dar ao rival os espaços tão desejados às costas da retaguarda.

Fica tudo muito condicionado ao primeiro gol. Se a seleção que defende marca aí o bloqueio fica ainda mais sólido, com todos os jogadores num espaço de 20 metros em linhas quase chapadas, como no handebol. Já se o favorito abre o placar aumenta exponencialmente a chance do jogo mudar e os espaços e mais gols aparecerem.

Foi o que aconteceu na última Eurocopa, na França em 2016, com algumas partidas de fato entediantes para quem aprecia uma trocação de ataques e gols e se apega ao esporte mais pela emoção que pelo jogo em si. Apenas oito placares com vantagens iguais ou superiores a dois gols num total de 36 partidas. Média de 1,2 por jogo.

Sim, desta vez haverá Messi, Neymar, Suárez, James Rodríguez, Salah, Guerrero, o jovem Mbappé que surgiu ano passado na França e outros talentos desequilibrantes. Mas também um trabalho defensivo ainda mais concentrado e aprimorado para bloquear a técnica e o improviso.

Por outro lado, se os favoritos em cada grupo conseguirem suas classificações o torneio tende a passar por uma transformação, como a que ocorre quase todo ano na Liga dos Campeões. A partir da primeira “seleção natural” o nível já sobe bastante. Mesmo com a presença de algumas surpresas que se conseguem a vaga a partir das quartas é porque houve mérito.

Imaginemos a partir das oitavas os duelos envolvendo as favoritas Alemanha, Brasil, Espanha e França, mais os talentos belgas, o Uruguai de Cavani, Suárez e agora meio-campistas mais qualificados. Inglaterra, Colômbia, Croácia…A Polônia de Lewandowski e a promissora Dinamarca do meia Eriksen. E ainda Messi e Cristiano Ronaldo no Mundial que provavelmente será o último da dupla de extraterrestres jogando no mais alto nível. Conduzindo Argentina e Portugal. Mas ao contrário do universo dos clubes sem o favoritismo de Barcelona e Real Madrid, o que torna tudo mais imprevisível e eletrizante. Mesmo sem o peso de Holanda e Itália, esta a única ausente do seleto grupo de campeãs. Em jogo único. Segue ou vai para casa.

A torcida é para que este que escreve esteja enganado em sua previsão da primeira fase e os jogos eliminatórios sejam acima das ótimas expectativas. Mas caso o blogueiro tenha razão viveremos uma montanha russa de impressões. Para o deleite dos saudosistas – como se nas décadas anteriores os Mundiais não tivessem peladas homéricas, inclusive com a seleção brasileira – e reclamões de plantão na “chata” primeira fase e depois a apoteose de jogaços na reta final deixando a média positiva.

Seja como for, Copa do Mundo é como pizza. Até quando é ruim é boa e vale a pena. O maior evento esportivo do planeta que felizmente acontece de quatro em quatro anos e não se banaliza, ao menos por enquanto. Que tudo enfim comece na Rússia!


Brasil vence Croácia, mas e daí? Não justifica a montanha russa de opiniões
Comentários Comente

André Rocha

Minha primeira lembrança de seleção brasileira é a euforia que tomou conta do país quando rodou pela Europa em 1981 e venceu Inglaterra, França e Alemanha. Teve até fogos. A TV Globo, na época com Luciano do Vale, tratou como uma espécie de Copa das Confederações. Um exagero.

Por isso Dunga encarou com tanta seriedade os amistosos assim que assumiu em 2014 para “resgatar a autoestima” por causa dos 7 a 1. Chegou a administrar resultados e guardar três, quatro substituições para ganhar tempo nos últimos minutos e segurar a vitória.

Agora Tite fez praticamente o mesmo contra a Alemanha. Um tal de “fantasma”…Logo a atual campeã mundial, que junto com a Itália, nos melhores e piores momentos, sempre se caracterizaram por não darem a mínima para jogos que não valem pontos. Ou melhor, sempre deram o devido valor.

Amistoso é para observar, testar. Experimentar até o que parece não dar certo, só para ter certeza. Mas aqui a sanha resultadista impressiona. Todo jogo é de campeonato.

Mesmo tão próximo da Copa do Mundo, com todos os jogadores instintivamente segurando a intensidade com o mais que compreensível temor de uma lesão capaz de encerrar o sonho. Como a entrada irresponsável de Kramaric sobre Thiago Silva. Felizmente nada grave, ao que parece.

Mas houve quem se incomodasse no lance muito mais com a saída de bola no chão perto da própria área. “Dá um chutão! Ali não é lugar para brincar…” Claro que um erro em jogo eliminatório no Mundial pode ser fatal. Mas a ligação direta constante também é risco grande, pois entrega a bola e o volume constante do adversário também pode terminar em gol contra.

Outra visão curiosa pelo imediatismo e quase onipresença nas transmissões, debates e redes sociais foi a crítica à escalação do meio-campo com Casemiro, Fernandinho e Paulinho. “Três volantes”. Pronto, automaticamente o time perde criatividade. Independentemente da boa marcação da Croácia no primeiro tempo em Liverpool. Como se a seleção de Modric, Rakitic, Perisic, Kovacic e Manduzic fosse uma qualquer. Ou os jogadores brasileiros não estivessem travados, sem as costumeiras triangulações na execução do 4-1-4-1. Bem diferente da vitória sobre a Alemanha. Com os mesmos três no meio-campo…

Os novos debates serão a “volta da Neymardependência” e “Firmino ou Gabriel Jesus?” Por causa dos gols na vitória por 2 a 0. Como se depender do talento maior não fosse natural e tudo na avaliação do centroavante fosse ir às redes ou não.

O objetivo deste texto não é “cagar regra” sobre o que se deve ou não opinar, muito menos blindar Tite de críticas. Até porque, todos sabemos, ele será julgado pelo resultado e só. Como todos. Como sempre. Assim como não dá para se empolgar e dizer que o setor ofensivo tem que contar com Neymar e Firmino na estreia da Copa. Apenas ressaltar a curiosa montanha russa de emoções e opiniões sobre a seleção quando a Copa vai chegando. Ou em qualquer tempo.

Amistoso é jogo e jogo é guerra. Sempre foi assim e, pelo visto, sempre será.