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O que Vasco e São Paulo ganham e perdem com a transferência de Nenê
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André Rocha

Quatro minutos no Morumbi. Nenê arranca pela esquerda, chega antes na bola e é derrubado na área do Bragantino. Cobrança precisa de pênalti e vitória do São Paulo no Paulista em mais uma atuação inconsistente. Muito pela nova formação que ainda busca um ajuste com duas peças novas – Diego Souza também entrou no quarteto ofensivo fazendo companhia a Marcos Guilherme e Cueva.

O encaixe e a combinação de características são complicadas para Dorival Júnior. Também porque Nenê não entrega intensidade por muito tempo nas partidas. É importante pelo talento, a personalidade para definir jogos, a liderança e a precisão nas bolas paradas. Mas para ser titular e ainda atuando pelo lado, no caso o esquerdo, fica difícil para o camisa sete de 36 anos.

O Vasco não contava em perder sua referência técnica, fundamental em jogos que ajudaram a colocar o Vasco na Libertadores, ainda que nas etapas anteriores à fase de grupos. Eficiência em faltas, escanteios e penalidades máximas.

Mas Zé Ricardo vai encontrando aos poucos no elenco após as muitas baixas algumas soluções para tornar a equipe competitiva. Além do mais que promissor Ricardo Graça herdando a vaga na defesa de Anderson Martins e o volante argentino Desábato melhorando o passe na saída de bola em relação a Jean, Evander entrou muito bem na execução do 4-2-3-1 cruzmaltino.

Talvez a equipe sinta falta de um jogador no meio-campo para variar o ritmo – embora Wagner venha cumprindo essa função como um ponta armador preferencialmente pela direita. Mas o novo camisa dez entrega mais dinâmica, participação sem a bola muitas vezes alinhado a Wellington à frente de Desábato e eficiência nas finalizações. É meia que pisa na área adversária.

Mesmo considerando a fragilidade da Universidad de Concepción no primeiro desafio na Libertadores e a eliminação na Taça Guanabara em meio ao caos político e as saídas dos jogadores, a impressão que fica é de que com calma e tempo para trabalhar Zé Ricardo terá condições de entregar um Vasco competitivo. Ainda que possa faltar um Nenê.

Paradoxalmente, o São Paulo que agora tem o meia, uma solução individual,  recebe no “kit” também um problema coletivo. Perdas e ganhos de um futebol complexo, sem receita de bolo.


As vitórias “no isotônico” de Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras
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André Rocha

Gol de Clayson aos 37 minutos do segundo tempo, dez minutos depois de entrar em campo, na virada do Corinthians sobre a Ferroviária no Pacaembu. Diego Souza marcou o primeiro gol do São Paulo em 2018 aos 38 da segunda etapa e Marcos Guilherme fechou a conta aos 44 fora de casa contra o Mirassol.

O jovem Rodrygo, de 17 anos, saiu do banco para, em seu quarto jogo como profissional, ir às redes e decretar a virada do Santos por 2 a 1 sobre a Ponte Preta em Campinas. Já no Allianz Parque o heroi improvável foi Thiago Santos, volante que marcou duas vezes para o Palmeiras sobre o Red Bull Brasil. O decisivo aos 42 minutos da etapa final.

Três viradas e uma que também pode ser considerada, pela pressão que já vivia o tricolor do Morumbi. Nada incomum em estaduais, especialmente no início. Pelo melhor preparo dos times de menor investimento, que começam a treinar antes, no final do ano anterior. Mas que acabam sucumbindo nos últimos minutos.

Não só pelo apoio das torcidas dos times grandes, do peso da camisa, do elenco mais numeroso e qualificado e outras questões mais ou menos subjetivas. Muitas vezes é o que se costuma chamar no futebol de vitória “no isotônico”. Ou seja, a vantagem na estrutura se faz presente na reta final da partida.

É quando o CT mais bem aparelhado, o material de melhor marca, mesmo uma simples atadura, faz diferença. Mesmo o líquido que repõe melhor o que o atleta perdeu e tira aquele último esforço que o adversário já não consegue. Aquele detalhe que define vencedores e vencidos.

Meio à forceps, os times grandes e mais ricos acabam arrancando os três pontos. Mesmo que sofram na criação de espaços em sistemas defensivos fechados, ainda mais com tão pouco tempo de preparação. A vantagem é grande, muitas vezes um abismo.

Mesmo no Paulista, estadual mais equilibrado do país, Na cidade dos campeões brasileiros nos últimos três anos. Não é só raça ou camisa. A retaguarda também decide.


Fred no Flamengo, Diego Souza no São Paulo? A mesma praça, o mesmo banco…
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André Rocha

Férias coletivas no futebol brasileiro, menos das especulações. O famoso “vai e vem” do mercado.

Fred no Flamengo…Segundo o noticiário, com salários de um milhão de reais. Para jogar num time reconhecidamente lento na articulação das jogadas. Que na última vez que venceu utilizando os contragolpes – 2 a 0 no Junior em Barranquilla pela semifinal da Sul-Americana – precisou da velocidade do seu centroavante, Filipe Vizeu. Mas quer um atacante de 34 anos que em 2017 demonstrou nítido declínio.

O Galo quer se livrar do alto salário do camisa nove para contratar…Ricardo Oliveira, 37 anos. Do Santos que pensa em repatriar Gabriel Barbosa, o Gabigol. Para oferecer a ele no retorno os mimos e paparicos que ajudaram o atacante imaturo a não vingar no futebol europeu. Alvinegro praiano, que se autointitula com “DNA ofensivo”, pensando em Jair Ventura como treinador. Pelo que fez no Botafogo…armando um time forte sem a bola, mas carente de ideias quando precisava atacar.

De novo a moda das negociações atuais: tudo certo entre jogador e clube, mas não com o time detentor dos direitos federativos e com contrato em vigor até o fim de 2018. Ou seja, nada certo. Desta vez a “novela” é entre São Paulo e Diego Souza, com o Sport como o suposto “marido traído”. Diego tem 32 anos.

Leilão por Gustavo Scarpa, do Fluminense. Líder em assistências do último Brasileiro, mas criticado por parte da torcida do Fluminense. É tratado por muitos como um camisa dez, sendo que em praticamente toda temporada atuou como um ponta articulador partindo da direita para criar ou finalizar usando o pé esquerdo. Com intensidade baixa, mesmo para os padrões do futebol jogado aqui. Será que viram  ou estão interessados apenas pelo hype criado?

Sorteio da Libertadores e os brasileiros preocupados apenas com os argentinos. Mais uma vez apontados como favoritos absolutos ao título e à liderança dos grupos. Talvez por isso o desdém ao mercado sul-americano, sem mapear contratações mais baratas de jogadores mais jovens e com potencial para entregar mais do que as grifes de sempre.

As negociações aventadas podem  dar certo na prática? Claro! O “fator Renato Gaúcho” está aí para contrariar previsões. Mas contar sempre com a sorte nessas contratações caras e feitas muito mais para jogar para a galera e dar satisfação para a torcida, que parece gostar de se iludir com medalhões,  é um risco desnecessário se houvesse um planejamento real para o ano todo. Mas pelo visto as decepções e derrotas ensinam pouco.

Para complicar, boa parte da mídia não questiona a intenção dos clubes porque os furos de reportagem nessas negociações atraem audiência e mantêm o torcedor conectado neste período sem jogos. Tudo como antes. Como sempre.

“A mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim…”


Tite segue flertando com o perigo de repetir Dunga em 2010
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André Rocha

Dois de julho de 2010. Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth. Quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

Vinte e sete minutos do segundo tempo. O Brasil perde para a Holanda de virada por 2 a 1, depois de sair na frente com Robinho e ter a chance de ampliar com Kaká, impedido por grande defesa de Stekelenburg. Está com um homem a menos após a expulsão de Felipe Melo.

Dunga, que pregou coerência nas convocações e deixou Paulo Henrique Ganso e Neymar no Brasil, se vira para o banco de reservas e depara com Kleberson, Josué, Julio Baptista, Grafite e Nilmar. O último entrou no lugar de Luis Fabiano. O treinador já havia trocado Michel Bastos por Gilberto. E morreu com uma substituição a fazer.

Voltemos a 2017. Tite divulga a lista para amistosos contra Japão e Inglaterra. A base titular mantida, sem problemas. Mas as opções seguem mais que questionáveis, especialmente no setor ofensivo: Giuliano, Taison e os Diegos, Souza e Ribas.

A impressão que fica é de que o treinador não quer criar dúvidas sobre a formação titular com a única variação utilizada até aqui: Willian no lugar de Philippe Coutinho ou Renato Augusto.

A ideia de consolidar o time titular com apenas um ano e três meses de trabalho e oito meses até o Mundial da Rússia é compreensível, até recomendável. Mas não pensar em um Plano B no caso da seleção ser mapeada, dissecada e bloqueada por um rival num jogo eliminatório é um enorme risco.

Porque na tensão de uma partida de quartas de final ou semifinal é preciso ter jogadores com alto desempenho e confiança. Quem observa com atenção o futebol jogado na Europa sabe que Fabinho,Allan, Jorginho, Malcom, Richarlison e até William José e Anderson Talisca estão rendendo mais. Merecem ao menos um teste. Abrir o leque. Ainda que não tenhamos um Neymar explodindo em algum clube brasileiro.

O momento do futebol jogado no país não é para confiar no desempenho dos atletas. Muito menos de quem não vem se destacando, como os Diegos. Qualquer liga europeia de nível intermediário oferece opções mais confiáveis. É duro reconhecer, mas não há como fugir.

Afinal, é meritocracia ou experiência e ser jogador de confiança que vale? A insistência com certos nomes desconstroi o discurso de disputa aberta e comissão atenta a todos os jogadores. Difícil entender.

De positivo, o retorno de Douglas Costa como opção ofensiva. Que ele não se contunda desta vez, ainda que não viva na Juventus um momento tão bom como no Bayern de Munique sob o comando de Pep Guardiola.

No mais, Tite segue flertando com o perigo de repetir Dunga em 2010, o que seria um enorme desperdício de qualidade. Dentro e fora de campo.

 


Diegos, Souza e Ribas, são trunfos de Tite para mudar o jogo e manter foco
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André Rocha

Um Diego, o Souza, não é centroavante no Sport, embora já tenha atuado como referência na frente no próprio time pernambucano, no Vasco e em outros clubes. O outro, o Ribas, por suas características, obrigou o técnico Zé Ricardo a desfazer no Flamengo o 4-1-4-1, sistema de sua preferência e também o de Tite, e deixar o meia mais centralizado e adiantado num 4-2-3-1.

Se Tite sempre afirma que procura escolher os jogadores com o pensamento de que eles cumpram na seleção as funções que exercem nos clubes, a convocação da dupla para as vagas dos lesionados Gabriel Jesus e Lucas Lima – este também em má fase –  seria uma incoerência, certo?

Pode ser. E quase invariavelmente há polêmicas e divergências a cada lista divulgada. Mas está claro que Tite os trata como reservas. E a ideia é utilizá-los para mudar o jogo, se for preciso.

Porque Gabriel Jesus até sabe fazer trabalho de pivô – e estava aprimorando no ataque posicional de Pep Guardiola no Manchester City. Mas na seleção sua principal virtude era aproveitar os espaços às costas da defesa e usar sua velocidade e rapidez de raciocínio e execução.

Roberto Firmino, o provável substituto para os jogos contra Uruguai e Paraguai, segue a mesma linha e não vem sendo tão efetivo nas finalizações pelo Liverpool. Então, se precisar de presença física na área e faro de gol, Tite conta com Diego Souza, um dos artilheiros do Brasileiro do ano passado com 14 gols.

O mesmo vale para o Diego do Flamengo, que não se enquadra nas características de meio-campista que Tite aprecia como os centrais da linha de quatro à frente do volante mais fixo. Não é reposição a Renato Augusto, o mais cerebral.

O meia rubro-negro é jogador de condução de bola e finalização. Não passe e controle. E sofre diante de marcações mais compactas e estreitas, porque precisa dominar, girar para depois decidir o que fazer com a bola. Por isso teve dificuldades na Europa nos últimos anos. Tite alega que ele entrou bem diante da Colômbia, mas era o segundo tempo de um amistoso festivo.

Ainda assim, se ele precisar em um momento de sufoco, de um meia que pise na área adversária e acrescente presença física e contundência, Diego tem muito acrescentar. Já marcou dez gols em 24 jogos pelo Flamengo.

Convocar os dois depois do amistoso no Engenhão contra a Colômbia serve também e principalmente como um aviso importante. Palavras do próprio treinador na coletiva depois da divulgação dos nomes: “Então quero passar uma mensagem aos atletas: prepare-se, jogue muito nos seus clubes, tenham um bom preparamento físico. Atleta de alto nível a exigência é essa. Precisamos disso. Aí está a oportunidade. Diego no lugar do Gabriel é a oportunidade”.

É o remédio que Tite enxerga para evitar acomodação e grupo fechado, problemas brasileiros na preparação desde o último título mundial em 2002. Agora não tem Copa das Federações, ou das Ilusões, para vencer e se considerar preparado para o Mundial. É uma vantagem.

A outra é manter todos focados e atentos. Os Diegos aproveitaram suas chances e entraram no radar.


Saída de Diego Souza é mais solução que problema no Fluminense
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André Rocha

É histórico. No Brasil, a grande maioria dos dirigentes se comporta como Florentino Pérez no Real Madrid: contrata pela grife e pelo currículo e não com a preocupação de encaixar as características do jogador na própria equipe.

A diferença é que o espanhol tem orçamento sobrando para torrar. E mesmo quando pecou ao dispensar Makelele e contratar Beckham em 2003, soube faturar com venda de camisas e popularização da marca do clube. Aqui nem isso.

Antes mesmo da aventura com Ronaldinho Gaúcho no ano passado, o Fluminense dos tempos da Unimed incorreu no erro de reunir nomes sem pensar na montagem do time. Especialmente em 2004, quando tentou encaixar Ramon, Roger Flores, Edmundo e Romário. Não podia dar certo. Neste caso tanto pela maneira de jogar quanto pelos temperamentos.

O retorno de Diego Souza quase onze anos depois se justificava pela volta ao clube de formação e também por conta das boas atuações em 2015 pelo Sport comandado por Eduardo Baptista, então no Flu.

Totalmente compreensível, não fosse a “renovação” de um problema. Mesmo que sem o mesmo impacto.

Nas raras vezes em que Ronaldinho esteve em campo, o Fluminense que chegou a liderar o Brasileiro sob o comando de Enderson Moreira perdeu rapidez e agilidade. Porque formava com Fred uma dupla que pouco ajudava na recomposição ou na pressão na saída de bola, obrigava os meias abertos a recuarem muito e, assim, não tinham referências de velocidade para desafogar nos contragolpes ou em caso de saída de bola apertada.

Diego Souza é mais jovem e dinâmico que Ronaldinho. Por ter começado como volante também colabora mais sem a bola. Na essência, porém, o problema seguia o mesmo. O novo camisa dez e Fred mais adiantados, nas poucas vezes em que estiveram juntos em campo, deixavam o Flu mais vagaroso, menos intenso. Pior: sem Jean, que foi para o Palmeiras, o meio-campo ganhou Cícero para qualificar o passe. Mas é outro que desacelera.

Com Diego Souza atrás de Fred, o Fluminense sacrificava os meias pelos lados que eram obrigados a voltar muito na recomposição e ainda acelerar a transição ofensiva (Tactical Pad).

Com Diego Souza atrás de Fred, o Fluminense sacrificava os meias pelos lados que eram obrigados a voltar muito na recomposição e ainda acelerar a transição ofensiva (Tactical Pad).

Alegando questões particulares, Diego retornou ao Recife. E Levir Culpi, que dispensou Ronaldinho  logo no início do trabalho no Atlético Mineiro em 2014, ganhou uma solução no jogo coletivo.

Não pela vitória nos pênaltis sobre o Internacional no Mané Garrincha que colocou o Fluminense na final da Copa Sul-Minas Rio contra o Atlético Paranaense. Muito pela movimentação e dinâmica na frente com Gérson, Gustavo Scarpa e Osvaldo, este autor dos dois gols. Trio atrás de Magno Alves, substituto de Fred.

No empate com vitória nos pênaltis sobre o Internacional, mais mobilidade e rapidez do quarteto ofensivo que espera por Fred (Tactical Pad).

No empate com vitória nos pênaltis sobre o Internacional, mais mobilidade e rapidez do quarteto ofensivo que espera por Fred (Tactical Pad).

Quando o camisa nove retornar, o time pode retomar a combinação de juventude e experiência que deu química nos melhores momentos do ano passado. Cercado de jogadores rápidos, Fred  naturalmente se mexe mais, faz pivô. Serve e finaliza. Sem a bola, fica mais adiantado e os companheiros trabalham por ele. No futebol atual só há espaço para um descansar na volta.

Não há discussão de que o Flu perde tecnicamente sem Diego Souza. Atuando mais avançado na vaga de Fred desequilibrou na vitória sobre o Cruzeiro por 4 a 3 com três gols e uma bela assistência para Scarpa.

Mas nem sempre reunir talentos e esperar que eles se arrumem em campo dá liga. O velho exemplo da seleção de 1970, com Zagallo acomodando Piazza na zaga para não sacar Clodoaldo e juntando Jairzinho, Gérson, Pelé, Tostão e Rivellino na frente, é exceção. Há mais casos de insucesso.

Nunca saberemos se o time de Levir Culpi seria mais um. Até porque há mais problemas a resolver – principalmente a lateral esquerda, hoje ocupada pelo improvisado Wellington Silva. O clube deve ir ao mercado antes do Brasileiro. A base também merece atenção. Apaziguar a turbulência política é obrigação.

Se priorizar a montagem de um time competitivo independente de grifes, o Fluminense pode ser forte em 2016.

 


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