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Alguém achou que o Caso Rodrigo Caio deixaria algum legado?
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André Rocha

“Me joguei na bola e não sei onde bateu”, disse Jô ao final da vitória corintiana sobre o Vasco em Itaquera.

Jô que defendeu Rodrigo Caio e pediu mais honestidade dos jogadores.

Jô que perdeu uma grande chance de servir de exemplo.

Até porque o empate do Corinthians manteria a equipe na liderança no Brasileiro. Com oito pontos de vantagem.

Jô preferiu fingir que não viu o gol que marcou e definiu a partida.

Erro grosseiro da arbitragem que tem cada vez mais gente para interferir e segue falhando miseravelmente. Na maioria das vezes a favor do time da casa. É assim no mundo todo.

Alguém achou que o Caso Rodrigo Caio deixaria algum legado?

No Brasil das decisões judiciais desproporcionais, das notas oficiais ratificando mentiras deslavadas, mesmo com imagens comprovando? Do media training, do eterno “meu pirão primeiro” mesmo que haja estoque de farinha?Das malas com milhões, das delações suspeitas?

Haja retidão para ser sincero no lance duvidoso. É para poucos. Pelo visto, não para Jô.


E se fosse um pênalti para o São Paulo? Às vezes não é só fair play
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André Rocha

A pergunta que fica em relação ao fair play do Rodrigo Caio no Majestoso, em uma disputa dentro da área são-paulina, é simples e direta:

E se fosse um pênalti a favor do próprio time com expulsão do adversário?

Nunca saberemos. Ou podemos saber já na semana que vem.

O que o blogueiro sabe, por essas andanças da vida conversando com gente do futebol, é que muitas vezes a decisão de “corrigir” o árbitro não é só questão de índole. Ser honesto ou não.

Pode ser de sobrevivência, com torcidas organizadas insanas e bélicas pegando na esquina, sem respeitar velho ou criança, quem só quis fazer o certo.

Pode ser de futuro profissional. Ou você acha que um dirigente-torcedor perdoaria um jogador por negar um pênalti contra o maior rival num jogo decisivo?

Pode ser por questões inimagináveis, como o ex-jogador, conhecido por sua conduta reta e íntegra, que disse que pensou em se acusar ao árbitro, mas lembrou que se o time não fosse campeão um colega que tinha acabado de subir para o profissional ficaria sem o prêmio que ajudaria a pagar o tratamento de câncer da mãe.

Porque sempre ficará martelando na cabeça a ideia de que a equipe de arbitragem, cada vez maior, está lá para identificar as penalidades.

Este que escreve faria o mesmo que o Rodrigo Caio, em qualquer situação. Mas, embora pareça simples, às vezes a vida pode ser bem complicada. Sem jogo limpo.

 


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